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ObservatórioAstronomia

Galáxia

Galáxia NGC 1672

Uma espiral barrada no Dourado, a 60 milhões de anos-luz, onde a barra central canaliza gás e acende fileiras de berçários estelares nos braços.

Galáxia NGC 1672, galáxia, em imagem do NSF Víctor M. Blanco 4-meter Telescope
"A Galactic Vortex", como o acervo nomeou esta imagem.Os braços da galáxia espiral barrada NGC 1672 se estendem por esta Imagem da Semana, captada pelo Víctor M. Blanco 4-meter Telescope no Cerro Tololo Inter-American Observatory (CTIO), um Programa do NSF NOIRLab. NGC 1672 é uma espécie de mistério celeste, pois é difícil definir sua atividade galáctica.Descrição do acervo NOIRLab, traduzida.

Crédito Dark Energy Survey/DOE/FNAL/DECam/CTIO/NOIRLab/NSF/AURAImage processing: T.A. Rector (University of Alaska Anchorage/NSF NOIRLab), J. Miller (Gemini Observatory/NSF NOIRLab), M. Zamani & D. de Martin (NSF NOIRLab) NOIRLab CC BY 4.0

Tipo
GaláxiaSIMBAD: SyG
Distância
60 milhões de anos-luzpublicadores declaram de 49 milhões de a 60 milhões de anos-luz; aqui vale o comunicado de 2024
Constelação
DouradoDor
Tamanho no céu
6,8 minutos de arcoextensão catalogada no SIMBAD
Índice T
4.0escala de de Vaucouleurs: quanto menor, mais fechados os braços e maior o bojo
Observado por
NSF Víctor M. Blanco 4-meter Telescope, Hubble Space Telescope, James Webb Space Telescope
Imagem publicada
fevereiro de 2022
Original do acervo
3.830 × 3.442 px13 megapixels
Desvio para o vermelho
z = 0,004
Dois telescópios, o mesmo objeto

Veja Galáxia NGC 1672 pelo Hubble e pelo James Webb

Os dois fotografaram este objeto, e o resultado não é a mesma imagem em qualidade diferente. O Hubble registra sobretudo a luz que o olho enxerga; o Webb enxerga infravermelho, que atravessa a poeira e mostra o que estava escondido atrás dela. Arraste a divisória e veja a poeira sumir.

Comparar as duas imagens
Galáxia NGC 1672, em imagem do Hubble
Hubble

Crédito NASA, ESA ESA/Hubble CC BY 4.0

Galáxia NGC 1672, em imagem do James Webb
James Webb

Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, J. Lee (STScI), T. Williams (Oxford), PHANGS Team ESA/Webb CC BY 4.0

NGC 1672 é uma galáxia espiral barrada na constelação do Dourado, a cerca de 60 milhões de anos-luz segundo a distância declarada pelo publicador da imagem. Ela ocupa 6,82 minutos de arco no céu e tem desvio para o vermelho de z = 0,00446, o que corresponde a uma velocidade de afastamento de aproximadamente 1.340 quilômetros por segundo. O SIMBAD a classifica como SyG, ou seja, galáxia Seyfert: no centro dela há um buraco negro supermassivo consumindo matéria.

A classificação morfológica registrada é o índice 4,0, um número da escala numérica de tipos de galáxia. Nessa escala, valores próximos de zero descrevem espirais de braços apertados e bojo grande, e valores mais altos descrevem espirais de braços cada vez mais abertos e bojo cada vez menor. O índice 4 fica na faixa intermediária, de braços bem definidos e bojo moderado, o desenho que a maioria das pessoas imagina quando pensa em galáxia espiral.

O que faz NGC 1672 aparecer em livros de astronomia é a barra. Uma faixa alongada de estrelas atravessa o núcleo de lado a lado, e dos extremos dela partem os braços. Essa estrutura não é decorativa: ela é uma máquina de transporte de gás, e o efeito dela aparece na própria imagem, na forma de fileiras de regiões brilhantes alinhadas ao longo dos braços.

Para que serve a barra central?

Uma barra galáctica é uma concentração alongada de estrelas que gira como um bloco, mantendo a forma. Ela surge de instabilidades no disco quando a massa é distribuída de certa maneira, e boa parte das galáxias espirais tem uma, incluindo a Via Láctea. A barra não é um objeto sólido: as estrelas entram e saem dela, mas o padrão persiste.

O efeito importante é sobre o gás. Estrelas quase nunca colidem, então elas atravessam a barra sem perder energia. Nuvens de gás são grandes e colidem o tempo todo, e ao encontrar a barra elas sofrem choques, perdem momento angular e escorregam para dentro. A barra funciona como um funil que empurra material das regiões externas do disco em direção ao centro.

Isso tem duas consequências observáveis. A primeira é acender formação estelar nas bordas da barra e no ponto onde ela encontra os braços, porque gás comprimido colapsa. A segunda é alimentar o buraco negro central, o que ajuda a explicar por que galáxias barradas aparecem com frequência entre as Seyfert. NGC 1672 exibe as duas coisas ao mesmo tempo.

O que são os pontos vermelhos nos braços?

A imagem do acervo foi feita pelo Hubble em 2007 com a câmera ACS, usando três filtros: 435 nanômetros no canal azul, 550 nanômetros no verde e 658 nanômetros no laranja. Os dois primeiros são faixas largas do azul e do verde-amarelo, usadas para registrar a luz estelar geral. O terceiro cai exatamente onde o hidrogênio ionizado emite a linha conhecida como H-alfa.

Essa coincidência é o que faz os berçários saltarem aos olhos. Quando estrelas jovens e massivas nascem, elas emitem grande quantidade de radiação ultravioleta, que arranca elétrons dos átomos de hidrogênio em volta. Quando elétron e próton se reencontram, o elétron cai pelos níveis de energia do átomo e emite luz em comprimentos de onda muito específicos, sendo o H-alfa o mais forte deles na faixa visível.

O resultado é um mapa. Cada mancha avermelhada na imagem marca um lugar onde existem estrelas recém-nascidas quentes o bastante para ionizar o gás em volta. Como estrelas assim vivem apenas alguns milhões de anos, esses pontos indicam formação estelar acontecendo agora, e não em algum passado remoto da galáxia.

Por que a imagem não cobre a galáxia inteira?

O campo do registro do Hubble é de 4,4 por 3,2 minutos de arco, e a galáxia tem 6,82 minutos de arco de tamanho aparente. A conta não fecha: o quadro é menor que o objeto. A imagem mostra a região central, com a barra e a parte interna dos braços, deixando de fora as extremidades do disco.

Isso é característico de telescópios de alta resolução. Campo de visão e detalhe competem entre si, e instrumentos como a ACS foram projetados para separar estruturas finas em áreas pequenas do céu. Para ver a galáxia inteira seria preciso um mosaico de vários apontamentos ou uma câmera de campo largo em telescópio de solo, que enxerga menos detalhe.

Vale ter isso em mente ao interpretar o enquadramento. O que parece ser o contorno externo da galáxia é, na verdade, a borda do detector. Braços espirais costumam continuar bem além do ponto em que uma imagem de campo estreito os corta, ficando cada vez mais tênues até se perderem no ruído.

O que significa ser uma galáxia Seyfert?

Galáxias Seyfert têm núcleos anormalmente brilhantes, com espectros dominados por gás fortemente ionizado. A energia não vem de estrelas: vem de matéria que se aquece por atrito ao espiralar em direção a um buraco negro supermassivo central. É a mesma física dos quasares, em escala de potência muito menor.

A companhia entre barra e núcleo ativo não é acaso. Para alimentar um buraco negro é preciso levar gás até uma região minúscula no centro da galáxia, e gás em órbita estável não cai sozinho: ele precisa perder momento angular. A barra é justamente um mecanismo eficiente para isso, atuando na escala de milhares de anos-luz. Outros processos precisam assumir o transporte no último trecho, e essa etapa final continua sendo um problema aberto.

Na prática, uma galáxia como NGC 1672 é dois fenômenos no mesmo objeto. Nos braços, formação estelar intensa marcada pelas regiões de hidrogênio ionizado. No centro, um buraco negro em atividade. Os dois competem pelo mesmo gás, e entender como um afeta o outro é uma das perguntas centrais da astrofísica extragaláctica.

Os números deste objeto

Distância60.000.000 anos-luzdeclarada pelo publicador da imagem
ConstelaçãoDourado (Dor)
Identificação principalNGC 1672SIMBAD
ClassificaçãoSyG, galáxia SeyfertSIMBAD
Morfologiaíndice 4,0 na escala numérica de tipos
Tamanho aparente6,82 minutos de arcoSIMBAD
Coordenadas J2000AR 71,4273 graus, Dec -59,2474 graus
Desvio para o vermelhoz = 0,00446
Campo da imagem4,4 por 3,2 minutos de arcometadado da imagem
Imagens no acervo1

O que reparar nesta imagem

  • A barra atravessando o núcleoA faixa alongada de estrelas que cruza o centro de lado a lado é a barra. Repare que os braços não saem do núcleo: eles partem das duas pontas dela.
  • As contas vermelhas nos braçosCada mancha avermelhada é gás hidrogênio ionizado por estrelas recém-nascidas, registrado pelo filtro de 658 nanômetros. Elas se alinham ao longo dos braços como contas num colar.
  • As faixas escuras de poeiraLinhas escuras acompanham a borda interna dos braços e as laterais da barra. É poeira comprimida, e a posição dela marca onde o gás está sendo empurrado para dentro.
  • Os braços cortados pela bordaO quadro tem 4,4 minutos de arco de largura e a galáxia tem 6,82. O que parece ser o fim dos braços é o fim do detector, não o fim do disco.

Por que esta imagem tem essas cores

Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Azulluz visível · DECam · g486 nmolho enxerga
  • Verdeluz visível · DECam · r646 nmolho enxerga
  • Vermelholuz visível · DECam · i785 nminvisível ao olho

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio NOIRLab junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Cerca de 1,8 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 17 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 118.945 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.

A luz desta imagem levou 60 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os primeiros representantes do gênero Homo apareciam na África.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, baixo, perto do horizonte, a 12° de altura, na direção SO.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 54 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Quanto já se olhou para aqui

  • 123registros do Hubble
  • 23registros do James Webb
  • 4registros do GALEX

Contagem de observações arquivadas no Mikulski Archive for Space Telescopes, o repositório público operado pelo Space Telescope Science Institute, para uma busca num raio de 3,4 minutos de arco em torno da coordenada deste objeto. Um registro é um produto de observação, e não uma noite de telescópio nem uma fotografia: uma única campanha científica costuma render dezenas deles. O número serve para comparar a atenção que cada objeto recebeu, não para contar fotos.

O que ainda não se sabe

Continua sem resposta como o gás percorre o último trecho até o buraco negro central. A barra explica bem o transporte na escala de milhares de anos-luz, mas nas proximidades imediatas do núcleo o mecanismo que remove o momento angular restante ainda é objeto de disputa, com barras internas, discos nucleares e instabilidades gravitacionais entre os candidatos. Também se discute quanto do gás canalizado pela barra é consumido pela formação estelar no anel central antes de sobrar alguma coisa para o buraco negro, e essa competição muda de galáxia para galáxia.

Divulgação que só conta o que já está resolvido dá a impressão errada de que a astronomia acabou. Ela não acabou, e este bloco existe para separar o que está estabelecido do que continua em disputa entre pesquisadores.

Uma coisa que quase ninguém sabe

A escala numérica de morfologia registrada no catálogo, em que NGC 1672 recebe o índice 4,0, existe justamente para transformar uma classificação visual em número comparável. Antes dela, descrever uma galáxia dependia de adjetivos e de comparação com desenhos de referência, e dois astrônomos podiam discordar sobre o mesmo objeto sem ter como resolver a discordância.

Outras imagens deste objeto

Galáxia NGC 1672, galáxia, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento WFC3.Esta Imagem da Semana do Hubble apresenta NGC 1672, uma galáxia espiral barrada a 49 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Dorado. Esta galáxia é um espetáculo de luz de múltiplos talentos, exibindo um conjunto impressionante de diferentes luzes celestes.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito ESA/Hubble & NASA, O. Fox, L. Jenkins, S. Van Dyk, A. Filippenko, J. Lee and the PHANGS-HST Team, D. de Martin (ESA/Hubble), M. Zamani (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0

Galáxia NGC 1672, galáxia, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento WFC3.Esta imagem mostra NGC 1672, uma galáxia espiral em Dorado, e foi criada com seis imagens do Hubble obtidas ao longo de quinze anos. Aqui, a única imagem do Hubble que mostrava a supernova SN 2017GAX foi omitida e substituída por outra imagem do Hubble, filtrada para captar luz do mesmo comprimento de onda, mas obtida antes.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito ESA/Hubble & NASA, O. Fox, L. Jenkins, A. Filippenko, J. Lee and the PHANGS-HST Team, D. de Martin (ESA/Hubble), M. Zamani (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0

Galáxia NGC 1672, galáxia, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento ACS.A galáxia espiral barrada NGC 1672, revelando aglomerados de estrelas azuis jovens e quentes ao longo de seus braços espirais e nuvens de gás hidrogênio brilhando em vermelho. Delicadas cortinas de poeira obscurecem parcialmente e avermelham a luz das estrelas que estão atrás delas.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA ESA/Hubble CC BY 4.0

Galáxia NGC 1672, galáxia, em imagem do James Webb Space Telescope
James Webb Space Telescope, instrumento NIRCam.Programa Physics at High Angular resolution in Nearby GalaxieS (PHANGS), um grande projeto que inclui observações de muitas galáxias por vários telescópios espaciais e terrestres para ajudar os pesquisadores a estudar todas as fases do ciclo de formação estelar, da formação de estrelas dentro de nuvens de gás empoeiradas à energia liberada no processo que cria as estruturas intrincadas reveladas pelas novas imagens do Webb.Descrição do acervo ESA/Webb, traduzida.

Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, J. Lee (STScI), T. Williams (Oxford), PHANGS Team ESA/Webb CC BY 4.0

Galáxia NGC 1672, galáxia
Uma imagem de campo amplo mostrando o trecho sul da Via Láctea e a área onde está NGC 1672, na constelação de Dorado (na parte direita da imagem).Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito A. Fujii ESA/Hubble CC BY 4.0

Galáxia NGC 1672, galáxia, em imagem do DSS
DSS.Uma imagem de campo amplo de 2,7 x 2,9 graus, obtida do solo, da região de NGC 1672 na constelação austral de Dorado. Esta imagem é uma composição colorida feita pelo Digitized Sky Survey 2 (DSS2).Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito Davide De Martin (ESA/Hubble), the ESA/ESO/NASA Photoshop FITS Liberator & Digitized Sky Survey 2 ESA/Hubble CC BY 4.0

Montagem de várias imagens de Galáxia NGC 1672, galáxiaMontagem de várias imagens
Nesta colagem, duas imagens da galáxia espiral NGC 1672 são comparadas: uma mostrando a supernova SN 2017GAX como um pequeno ponto verde e a outra sem ela. A diferença entre as imagens é que ambas foram criadas processando várias imagens individuais do Hubble, cada uma feita para captar um comprimento de onda específico da luz visível, e combinando-as para formar uma imagem em cores completas.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito ESA/Hubble & NASA, O. Fox, L. Jenkins, S. Van Dyk, A. Filippenko, J. Lee and the PHANGS-HST Team, D. de Martin (ESA/Hubble), M. Zamani (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0

Vídeo de Galáxia NGC 1672

O player do YouTube só carrega depois que você clica, e sem cookie de rastreio. Vídeo publicado por HubbleWebbESA; o conteúdo é do canal, e não do ValorFinal.

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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

Outros objetos em Dourado

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Nebulosa da Tarântula

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Supernova 1987A

    Crédito NASA, ESA and Pete Challis (Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Região de formação estelar N79

    Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, O. Nayak, M. Meixner ESA/Webb CC BY 4.0

  • Nebulosa NGC 2014

    Crédito NASA, ESA, and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado R136

    Crédito NASA, ESA, CSA, and STScI ESA/Webb CC BY 4.0

  • Grande Nuvem de Magalhães

    Crédito CTIO/NOIRLab/NSF/AURA/SMASH/D. Nidever (Montana State University) Acknowledgment: Image processing: Travis Rector (University of Alaska Anchorage), Mahdi Zamani & Davide de Martin NOIRLab CC BY 4.0

  • Galáxia de Andrômeda

    Crédito ESA/Hubble & Digitized Sky Survey 2. Acknowledgment: Davide De Martin (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia do Sombrero

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  • Galáxia do Redemoinho

    Crédito NASA, ESA, S. Beckwith (STScI), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia do Cata-vento

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  • Galáxia de Bode

    Crédito ESA/INT/DSS2 ESA/Hubble CC BY 4.0

Perguntas frequentes

O que é a galáxia NGC 1672?
NGC 1672 é uma galáxia espiral barrada na constelação do Dourado, a cerca de 60 milhões de anos-luz segundo a distância declarada pelo publicador da imagem. Ela tem 6,82 minutos de arco de tamanho aparente e desvio para o vermelho de z = 0,00446. O SIMBAD a classifica como galáxia Seyfert, o que indica um buraco negro supermassivo ativo no centro. A barra que atravessa o núcleo é a característica mais marcante do objeto.
Para que serve a barra de uma galáxia espiral?
A barra funciona como um funil de gás. Estrelas atravessam a estrutura sem perder energia, porque quase nunca colidem, mas nuvens de gás são grandes e colidem o tempo todo. Ao encontrar a barra, o gás sofre choques, perde momento angular e escorrega em direção ao centro da galáxia. Isso acende formação estelar ao longo do caminho e ajuda a alimentar o buraco negro central, o que explica por que galáxias barradas aparecem com frequência entre as Seyfert.
Por que os braços de NGC 1672 têm manchas vermelhas?
Porque a imagem do Hubble usa um filtro centrado em 658 nanômetros, comprimento de onda em que o hidrogênio ionizado emite a linha H-alfa. Estrelas jovens e massivas produzem radiação ultravioleta que arranca elétrons dos átomos de hidrogênio em volta. Quando o elétron é recapturado, ele emite luz nessa linha específica. Cada mancha avermelhada é, portanto, um berçário estelar em atividade, com estrelas jovens o bastante para ainda ionizar o gás ao redor.
A imagem mostra a galáxia inteira?
Não. O campo do registro do Hubble tem 4,4 por 3,2 minutos de arco e a galáxia tem 6,82 minutos de arco de tamanho aparente, então o quadro é menor que o objeto. A imagem cobre a região central, com a barra e a parte interna dos braços, e corta as extremidades do disco. Isso é comum em telescópios de alta resolução, que trocam campo de visão por detalhe. Ver a galáxia inteira exigiria um mosaico ou uma câmera de campo largo.
O que significa a morfologia de índice 4,0?
O índice vem de uma escala numérica que ordena os tipos de galáxia. Valores próximos de zero descrevem espirais de braços apertados e bojo central grande, e valores mais altos descrevem braços cada vez mais abertos com bojo cada vez menor. O valor 4,0 fica na faixa intermediária, de braços bem definidos e bojo moderado. A escala existe para substituir adjetivos por um número comparável entre catálogos e entre observadores diferentes.
Onde fica NGC 1672 no céu?
Na constelação do Dourado, com coordenadas J2000 de ascensão reta 71,4273 graus e declinação -59,2474 graus. Essa declinação bem negativa faz dela um objeto do céu do sul, alto para observadores brasileiros e inacessível de boa parte do hemisfério norte. O Dourado é uma constelação austral pequena, e a região é conhecida principalmente por abrigar boa parte da Grande Nuvem de Magalhães.

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Galáxia NGC 1672. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/galaxia-ngc-1672. Consultado em: 23/08/2026.