Galáxia
Galáxia NGC 1672
Uma espiral barrada com núcleo ativo, fotografada em detalhe pelo Hubble e pelo James Webb.

Crédito NASA, ESA ESA/Hubble CC BY 4.0
- Tipo
- GaláxiaSIMBAD: SyG
- Distância
- 60 milhões de anos-luz
- Constelação
- DouradoDor
- Tamanho no céu
- 6,8 minutos de arco
- Classificação
- 4.0
- Observado por
- Hubble Space Telescope
- Imagem publicada
- abril de 2007
- Original do acervo
- 5.302 × 3.805 px20 megapixels
- Desvio para o vermelho
- z = 0,004
NGC 1672 é uma espiral barrada na constelação do Dourado, no céu do hemisfério sul. Ela combina duas coisas que costumam andar juntas: uma barra bem definida e um núcleo ativo, alimentado pelo gás que a barra empurra para o centro.
Ao longo da barra é possível seguir faixas escuras de poeira que marcam o caminho do gás. Nas pontas, onde a barra encontra os braços, a compressão é maior e há regiões intensas de formação estelar.
Nas imagens do James Webb, a estrutura da poeira aparece com um nível de detalhe que a luz visível não alcança: uma teia de filamentos e cavidades desenhando o disco inteiro.
Cerca de dois terços das galáxias espirais têm barra, incluindo a Via Láctea, o que foi confirmado só nas últimas décadas por observações em infravermelho do nosso próprio disco. Estudar barras em outras galáxias é, na prática, estudar a estrutura da galáxia em que vivemos, e que não conseguimos ver de fora.
O que reparar nesta imagem
- As faixas de poeira na barraMarcam o caminho pelo qual o gás desce até o núcleo. É o encanamento da galáxia.
- O anel de formação estelar centralEm volta do núcleo há um anel de estrelas jovens, alimentado pelo gás que a barra trouxe.
Por que esta imagem tem essas cores
As cores desta imagem se aproximam do que um olho humano veria, se ele fosse sensível o bastante: cada filtro registrou luz visível e recebeu uma cor coerente com o próprio comprimento de onda.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulluz visível · ACS · B435 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · ACS · V550 nmolho enxerga
- Laranjaluz visível · ACS · R658 nmolho enxerga
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 7 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 4,4 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 118.945 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 60 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os primeiros representantes do gênero Homo apareciam na África.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 54° de altura daqui.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 54 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Nebulosa da Tarântula
Crédito NASA, ESA, ESO, D. Lennon and E. Sabbi (ESA/STScI), J. Anderson, S. E. de Mink, R. van der Marel, T. Sohn, and N. Walborn (STScI), N. Bastian (Excellence Cluster, Munich), L. Bedin (INAF, Padua), E. Bressert (ESO), P. Crowther (Sheffield), A. de Koter (Amsterdam), C. Evans (UKATC/STFC, Edinburgh), A. Herrero (IAC, Tenerife), N. Langer (AifA, Bonn), I. Platais (JHU) and H. Sana (Amsterdam) ESA/Hubble CC BY 4.0
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Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, O. Nayak, M. Meixner ESA/Webb CC BY 4.0
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Crédito Image: European Space Agency & NASA Acknowledgements: Project Investigators for the original Hubble data: K.D. Kuntz (GSFC), F. Bresolin (University of Hawaii), J. Trauger (JPL), J. Mould (NOAO), and Y.-H. Chu (University of Illinois, Urbana) Image processing: Davide De Martin (ESA/Hubble) CFHT image: Canada-France-Hawaii Telescope/J.-C. Cuillandre/Coelum NOAO image: George Jacoby, Bruce Bohannan, Mark Hanna/NOAO/AURA/NSF ESA/Hubble CC BY 4.0
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Crédito NASA, ESA, A. Zezas (CfA), and A. Filippenko (UC Berkeley) Acknowledgment: Hubble Heritage Team (STScI/AURA) & O. Fox (University of California, Berkeley) ESA/Hubble CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Galáxia NGC 1672. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/galaxia-ngc-1672. Consultado em: 23/08/2026.











