Galáxia
Grande Nuvem de Magalhães
Uma galáxia inteira visível a olho nu do Brasil, que muita gente confunde com uma nuvem no céu.

- Tipo
- GaláxiaSIMBAD: G
- Distância
- 160.000 anos-luz
- Constelação
- DouradoDor
- Tamanho no céu
- 5,4 graus
- Classificação
- SB(s)m
- Observado por
- MPG/ESO 2.2-metre telescope, Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy, Hubble Space Telescope
- Imagem publicada
- maio de 2010
- Original do acervo
- 15.983 × 15.483 px247 megapixels
A Grande Nuvem de Magalhães é uma galáxia satélite da Via Láctea e um dos privilégios de morar no hemisfério sul. Em céu escuro, ela aparece a olho nu como uma mancha luminosa difusa, e quem vê pela primeira vez costuma achar que é uma nuvem que não sai do lugar. É uma galáxia inteira, com bilhões de estrelas, a cerca de 160 mil anos-luz.
O nome vem dos relatos da expedição de Fernão de Magalhães, no século 16, mas ela já era conhecida por povos do hemisfério sul muito antes disso. Diversas culturas indígenas e do sul da Ásia e da África têm nomes e histórias próprias para as duas Nuvens.
Ela é classificada como irregular, sem os braços organizados de uma espiral, embora exista uma estrutura de barra visível. A hipótese aceita é que a proximidade da Via Láctea deformou o que talvez fosse uma espiral barrada.
É um laboratório valioso por dois motivos. Primeiro, todos os objetos dela estão praticamente à mesma distância de nós, o que elimina a maior fonte de incerteza em astronomia. Segundo, ela tem menos elementos pesados que a Via Láctea, condição parecida com a de galáxias do universo jovem. Foi nela que explodiu a SN 1987A, e é nela que fica a Nebulosa da Tarântula.
O que reparar nesta imagem
- A Nebulosa da TarântulaA mancha brilhante numa das pontas é a maior região de formação estelar de todo o Grupo Local de galáxias.
- A barra centralApesar de irregular, ela tem uma estrutura alongada de estrelas atravessando o corpo, resto do que talvez fosse uma espiral barrada.
- Os aglomerados espalhadosPontos concentrados por todo o corpo da galáxia são aglomerados de estrelas, muitos deles bem mais jovens que os globulares da Via Láctea.
Que tamanho é isso, de verdade
Este recorte do céu é cerca de 2 vezes mais largo que a Lua cheia. O recorte fotografado mede 1,1 graus de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 15.025 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 160.000 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta do fim da última era glacial.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, baixo, perto do horizonte, a 6° de altura, na direção S.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 44 graus acima do horizonte, e ele nunca chega a se pôr.
Este é um dos poucos objetos do acervo que dá para encontrar a olho nu, em céu escuro. O que você vai ver é bem mais pálido e menor que a imagem: telescópios acumulam luz por horas, e o olho não.
Uma coisa que quase ninguém sabe
Ela e a Pequena Nuvem de Magalhães só são visíveis do hemisfério sul e da faixa equatorial. Quem mora na Europa ou nos Estados Unidos nunca vê nenhuma das duas.
Outras imagens deste objeto

Crédito ESO/M.-R. Cioni/VISTA Magellanic Cloud survey. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0

Crédito ESO/M.-R. Cioni/VISTA Magellanic Cloud survey. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0

Crédito ESA/Hubble & NASA Acknowledgement: Josh Barrington ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, and D. Gouliermis (University of Heidelberg) Acknowledgement: Luca Limatola ESA/Hubble CC BY 4.0
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Nebulosa da Tarântula
Crédito NASA, ESA, ESO, D. Lennon and E. Sabbi (ESA/STScI), J. Anderson, S. E. de Mink, R. van der Marel, T. Sohn, and N. Walborn (STScI), N. Bastian (Excellence Cluster, Munich), L. Bedin (INAF, Padua), E. Bressert (ESO), P. Crowther (Sheffield), A. de Koter (Amsterdam), C. Evans (UKATC/STFC, Edinburgh), A. Herrero (IAC, Tenerife), N. Langer (AifA, Bonn), I. Platais (JHU) and H. Sana (Amsterdam) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Supernova 1987A
- Região de formação estelar N79
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, O. Nayak, M. Meixner ESA/Webb CC BY 4.0
- Nebulosa NGC 2014
Crédito NASA, ESA, and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado R136
- Galáxia NGC 1672
Crédito NASA, ESA ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia de Andrômeda
Crédito NASA, ESA, J. Dalcanton (University of Washington, USA), B. F. Williams (University of Washington, USA), L. C. Johnson (University of Washington, USA), the PHAT team, and R. Gendler. ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Sombrero
Crédito ESA/Hubble & NASA, K. Noll ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Redemoinho
Crédito NASA, ESA, S. Beckwith (STScI), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Cata-vento
Crédito Image: European Space Agency & NASA Acknowledgements: Project Investigators for the original Hubble data: K.D. Kuntz (GSFC), F. Bresolin (University of Hawaii), J. Trauger (JPL), J. Mould (NOAO), and Y.-H. Chu (University of Illinois, Urbana) Image processing: Davide De Martin (ESA/Hubble) CFHT image: Canada-France-Hawaii Telescope/J.-C. Cuillandre/Coelum NOAO image: George Jacoby, Bruce Bohannan, Mark Hanna/NOAO/AURA/NSF ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Charuto
Crédito NASA, ESA, CSA, A. Smercina (STScI), T. Williams (University of Manchester). Image processing: A. Pagan (STScI). ESA/Webb CC BY 4.0
- Galáxia de Bode
Crédito NASA, ESA, A. Zezas (CfA), and A. Filippenko (UC Berkeley) Acknowledgment: Hubble Heritage Team (STScI/AURA) & O. Fox (University of California, Berkeley) ESA/Hubble CC BY 4.0
Perguntas frequentes
Dá para ver a Grande Nuvem de Magalhães do Brasil?
Dá, e sem instrumento nenhum, desde que o céu esteja escuro. Ela fica bem ao sul, então quanto mais ao sul do Brasil você estiver, mais alta ela aparece. Em cidade grande a poluição luminosa a apaga completamente.
É uma nuvem ou uma galáxia?
É uma galáxia, com bilhões de estrelas. O nome de nuvem vem da aparência: a olho nu ela parece um pedaço de nuvem que não se move em relação às estrelas.
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Grande Nuvem de Magalhães. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/grande-nuvem-de-magalhaes. Consultado em: 23/08/2026.











