Nebulosa de emissão
Nebulosa NGC 3603
Um aglomerado compacto com algumas das estrelas mais massivas já pesadas, a 20.000 anos-luz, escavando a nuvem em que nasceu.

- Tipo
- Nebulosa de emissãoSIMBAD: OpC
- Distância
- 20.000 anos-luzdeclarada pelo publicador da imagem, em 2010
- Constelação
- QuilhaCar
- Tamanho no céu
- 4,7 minutos de arcoextensão catalogada no SIMBAD
- Observado por
- Very Large Telescope, Hubble Space Telescope, DSS
- Imagem publicada
- fevereiro de 2010
- Original do acervo
- 2.129 × 2.148 px5 megapixels
NGC 3603 é uma região de formação estelar na constelação da Quilha, a cerca de 20.000 anos-luz da Terra segundo a distância declarada pelo publicador das imagens. Ela costuma ser descrita como um dos casos mais extremos da Via Láctea: numa área pequena, algumas centenas de estrelas jovens estão concentradas, e entre elas há várias com massa dezenas de vezes maior que a do Sol. Essa densidade de estrelas gigantes é rara na nossa galáxia e mais parecida com o que se vê em regiões de explosão de formação estelar em outras galáxias.
O SIMBAD classifica a entrada como aglomerado aberto, e a classificação faz sentido: o que domina o objeto é o agrupamento de estrelas. Este acervo trata a página como nebulosa de emissão porque as imagens mostram sobretudo o gás aceso em volta, escavado e ionizado pela radiação desse aglomerado. Os dois nomes descrevem o mesmo lugar por ângulos diferentes.
A distância é o dado que muda a leitura de tudo. A 20.000 anos-luz, NGC 3603 está muito mais longe que os berçários famosos da vizinhança solar, e mesmo assim aparece como uma estrutura clara nas imagens. Isso só acontece porque o conjunto é intrinsecamente muito luminoso. Os 4,7 minutos de arco registrados pelo SIMBAD, combinados com essa distância, correspondem a uma extensão física da ordem de algumas dezenas de anos-luz.
O que faz esse aglomerado ser extremo?
Aglomerados jovens são comuns na galáxia, mas a maioria contém poucas estrelas realmente massivas, ou nenhuma. Estrelas de massa muito alta são raras porque a distribuição de massas na formação estelar favorece fortemente os objetos pequenos: para cada estrela gigante, nascem muitas estrelas modestas. Encontrar várias gigantes juntas exige que a nuvem original fosse muito grande e muito densa.
NGC 3603 é um desses casos. No núcleo do aglomerado estão concentradas estrelas de tipo espectral O, as mais quentes e luminosas da sequência principal, além de estrelas Wolf-Rayet, que representam um estágio avançado em que a estrela já perdeu boa parte das camadas externas e expõe material processado no interior.
Algumas dessas estrelas fazem parte de sistemas binários eclipsantes, situação que permite algo raro em astronomia: medir massa diretamente, pela mecânica das órbitas, sem depender de modelos de evolução estelar. Medições assim em NGC 3603 colocaram algumas de suas estrelas entre as mais massivas já pesadas de forma direta na Via Láctea.
Como estrelas massivas destroem o próprio berçário?
Uma estrela de massa alta afeta a vizinhança de três maneiras que se somam. A primeira é a radiação ultravioleta, que ioniza o hidrogênio em volta e aquece o gás, fazendo com que ele se expanda e escape. A segunda é o vento estelar: estrelas O e Wolf-Rayet lançam matéria continuamente a velocidades altíssimas, empurrando fisicamente o material próximo. A terceira, no fim da vida, é a explosão de supernova.
O efeito combinado é uma cavidade. O aglomerado varre o gás em torno de si, abre um espaço praticamente limpo e comprime o material restante nas bordas dessa cavidade. É por isso que imagens de regiões assim mostram, tipicamente, um vazio central com estrelas e paredes de gás denso mais afastadas, muitas vezes com pilares apontando para o centro.
Essa autodestruição tem consequência prática para a formação estelar. Ao expulsar o gás, o aglomerado remove a matéria-prima de novas estrelas e ainda enfraquece a gravidade que mantinha o conjunto unido, porque boa parte da massa total do sistema estava no gás e não nas estrelas. Muitos aglomerados jovens se dispersam por causa disso.
Por que a versão infravermelha muda tudo?
A imagem do acervo feita em 1999 com o instrumento ISAAC, no VLT do ESO, opera no infravermelho próximo, e a diferença em relação às imagens em luz visível é grande. Regiões de formação estelar são carregadas de poeira, e poeira bloqueia luz visível de forma muito mais eficiente que luz infravermelha.
Na prática, a imagem infravermelha enxerga através de parte da poeira e revela estrelas que a luz visível não mostra. Isso muda a contagem e muda a estatística. Se a única informação disponível fosse a imagem visível, a população de estrelas de massa baixa do aglomerado ficaria subestimada, porque justamente as estrelas menores e mais frias são as mais fáceis de esconder.
Contar as estrelas pequenas importa para uma pergunta específica: um ambiente extremo produz estrelas na mesma proporção de massas que um ambiente calmo? A resposta afeta desde estimativas de massa de galáxias distantes até modelos de quanto gás vira estrela ao longo do tempo. NGC 3603 é um dos laboratórios usados para testar isso na nossa própria galáxia.
O que é a estrela com anel ao lado do aglomerado?
Perto do aglomerado central existe uma estrela supergigante azul conhecida como Sher 25, cercada por uma estrutura de gás em forma de anel com material adicional acima e abaixo, num arranjo que lembra uma ampulheta. Ela chama atenção porque essa geometria é parecida com a que cerca a Supernova 1987A, na Grande Nuvem de Magalhães.
A semelhança levantou uma pergunta direta: seria Sher 25 uma candidata a repetir o roteiro de 1987A, ou seja, explodir ainda no estágio de supergigante azul? Estrelas massivas normalmente passam por uma fase de supergigante vermelha antes do colapso, e o caso de 1987A foi surpreendente justamente por fugir desse esquema.
A comparação é útil mesmo sem resposta. Anéis assim registram episódios de perda de massa anteriores, em que a estrela expeliu material de forma não esférica, provavelmente sob influência de rotação rápida ou de uma companheira. Estudar o anel de Sher 25 é uma forma de investigar o que aconteceu com a progenitora de 1987A antes da explosão, com a vantagem de que a estrela ainda está lá para ser observada.
Como comparar as imagens do acervo entre si?
A imagem do ESO de 2010, com o instrumento FORS1, cobre 9 por 9 minutos de arco em luz visível. É a mais larga das três e situa o aglomerado dentro da nuvem, mostrando as paredes de gás em volta e a extensão da região ionizada.
A imagem do Hubble de 2007, com a câmera ACS, cobre 3,2 por 3,3 minutos de arco com filtros em 435, 550 e 850 nanômetros. O ganho aqui é resolução: as estrelas do núcleo aparecem separadas umas das outras, o que num aglomerado tão compacto é a diferença entre contar objetos e ver uma mancha.
A imagem do ESO de 1999, com o ISAAC, cobre 3,4 por 3,4 minutos de arco no infravermelho. Fecha o conjunto oferecendo a terceira leitura: mesma área da imagem do Hubble, faixa espectral diferente, e um censo estelar que inclui objetos invisíveis na luz visível.
Os números deste objeto
| Distância | 20.000 anos-luzdeclarada pelo publicador das imagens |
|---|---|
| Constelação | Quilha (Car) |
| Identificação principal | NGC 3603SIMBAD |
| Classificação | aglomerado aberto no SIMBAD, tratado aqui como nebulosa de emissão |
| Tamanho aparente | 4,7 minutos de arcoSIMBAD |
| Coordenadas J2000 | AR 168,7411 graus, Dec -61,2422 graus |
| Desvio para o vermelho | z = 0,00015 |
| Imagens no acervo | 3 |
O que reparar nesta imagem
- A concentração de estrelas no centroO núcleo do aglomerado é denso a ponto de virar mancha em imagens de baixa resolução. Na foto do Hubble, as estrelas aparecem separadas umas das outras.
- A cavidade escavada no gásEm volta do aglomerado há um espaço relativamente limpo, aberto pela radiação e pelos ventos das estrelas massivas. As paredes de gás denso ficam afastadas do centro.
- Os pilares apontando para dentroOnde o gás resistiu melhor, sobraram colunas alongadas que apontam na direção do aglomerado. É o mesmo processo de erosão que forma estruturas parecidas em outras nebulosas.
- A diferença entre visível e infravermelhoCompare a imagem do Hubble de 2007 com a do ISAAC de 1999. O infravermelho atravessa parte da poeira e mostra estrelas que simplesmente não aparecem na luz visível.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 3,5 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 9,0 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 27,3 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 20.000 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta do fim da última era glacial.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 29° de altura, na direção SO.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 52 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Quanto já se olhou para aqui
- 4.436registros do Hubble
- 107registros do James Webb
Contagem de observações arquivadas no Mikulski Archive for Space Telescopes, o repositório público operado pelo Space Telescope Science Institute, para uma busca num raio de 2,4 minutos de arco em torno da coordenada deste objeto. Um registro é um produto de observação, e não uma noite de telescópio nem uma fotografia: uma única campanha científica costuma render dezenas deles. O número serve para comparar a atenção que cada objeto recebeu, não para contar fotos.
O que ainda não se sabe
A distância de NGC 3603 não é um número consensual: trabalhos diferentes chegam a valores que variam de forma significativa, e como distância entra no cálculo de luminosidade e de massa, essa incerteza se propaga para quase tudo o que se afirma sobre o aglomerado. Também segue aberta a questão do limite superior de massa estelar, ou seja, qual a maior massa que uma estrela pode ter ao nascer, tema em que os objetos de NGC 3603 aparecem com frequência na literatura. Um terceiro ponto sem resposta é se o aglomerado permanecerá gravitacionalmente ligado depois de expulsar o gás restante ou se vai se dispersar ao longo das próximas dezenas de milhões de anos.
Divulgação que só conta o que já está resolvido dá a impressão errada de que a astronomia acabou. Ela não acabou, e este bloco existe para separar o que está estabelecido do que continua em disputa entre pesquisadores.
Uma coisa que quase ninguém sabe
A imagem mais antiga do acervo para este objeto é de outubro de 1999, feita com o instrumento ISAAC no VLT. A mais recente é de fevereiro de 2010. Entre uma e outra passaram-se pouco mais de dez anos, tempo em que o aglomerado praticamente não mudou de aparência: numa região com dezenas de milhares de anos-luz de percurso de luz e milhões de anos de idade, uma década é literalmente nada.
Outras imagens deste objeto

Crédito NASA, ESA and the Hubble Heritage (STScI/AURA)-ESA/Hubble Collaboration ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA and the Hubble Heritage (STScI/AURA)-ESA/Hubble Collaboration ESA/Hubble CC BY 4.0


Crédito NASA, ESA, and the Digitized Sky Survey 2. Acknowledgment: Davide De Martin (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, R. O'Connell (University of Virginia), F. Paresce (National Institute for Astrophysics, Bologna, Italy), E. Young (Universities Space Research Association/Ames Research Center), the WFC3 Science Oversight Committee, and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito A. Fujii ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito Wolfgang Brandner (JPL/IPAC), Eva K. Grebel (Univ. Washington), You-Hua Chu (Univ. Illinois Urbana-Champaign), and NASA/ESA ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA and Wolfgang Brandner (MPIA), Boyke Rochau (MPIA) and Andrea Stolte (University of Cologne) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA and the Hubble Heritage (STScI/AURA)-ESA/Hubble Collaboration ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA and Wolfgang Brandner (MPIA), Boyke Rochau (MPIA) and Andrea Stolte (University of Cologne) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito Illustration Credit: NASA, ESA, and Z. Levay (STScI). Science Credit: NASA, ESA, R. O'Connell (University of Virginia), F. Paresce (National Institute for Astrophysics, Bologna, Italy), E. Young (Universities Space Research Association/Ames Research Center), the WFC3 Science Oversight Committee, and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
Vídeo de Nebulosa NGC 3603
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Nebulosa de Carina
Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of California, Berkeley), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Westerlund 2
Crédito NASA, ESA, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA), A. Nota (ESA/STScI), and the Westerlund 2 Science Team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado NGC 3293
- Aglomerado NGC 3532
Crédito ESO/Digitized Sky Survey 2. Acknowledgement: Davide De Martin ESO CC BY 4.0
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Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of Arizona, Tucson), and J. Morse (BoldlyGo Institute, New York) ESA/Hubble CC BY 4.0
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- Nebulosa de Órion
- Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia
Crédito ESO/Digitized Sky Survey 2. Acknowledgment: Davide De Martin. ESA/Hubble CC BY 4.0
- Nebulosa da Lagoa
Crédito NSF–DOE Vera C. Rubin Observatory/NOIRLab/SLAC/AURA NOIRLab CC BY 4.0
- Nebulosa Ômega
Crédito NASA, H. Ford (JHU), G. Illingworth (UCSC/LO), M.Clampin (STScI), G. Hartig (STScI), the ACS Science Team, and ESAThe ACS Science Team: H. Ford, G. Illingworth, M. Clampin, G. Hartig, T. Allen, K. Anderson, F. Bartko, N. Benitez, J. Blakeslee, R. Bouwens, T. Broadhurst, R. Brown, C. Burrows, D. Campbell, E. Cheng, N. Cross, P. Feldman, M. Franx, D. Golimowski, C. Gronwall, R. Kimble, J. Krist, M. Lesser, D. Magee, A. Martel, W. J. McCann, G. Meurer, G. Miley, M. Postman, P. Rosati, M. Sirianni, W. Sparks, P. Sullivan, H. Tran, Z. Tsvetanov, R. White, and R. Woodruff. ESA/Hubble CC BY 4.0
- Glóbulos de Thackeray
Crédito ESO/VPHAS+ team. Acknowledgement: CASU ESO CC BY 4.0
- Região de formação estelar N79
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, O. Nayak, M. Meixner ESA/Webb CC BY 4.0
Perguntas frequentes
- O que é NGC 3603?
- NGC 3603 é uma região de formação estelar na constelação da Quilha, a cerca de 20.000 anos-luz da Terra segundo a distância declarada pelo publicador das imagens. Ela reúne um aglomerado compacto de estrelas jovens, várias delas com massa dezenas de vezes maior que a do Sol, e a nuvem de gás ionizado que esse aglomerado está escavando. O SIMBAD classifica a entrada como aglomerado aberto, e este acervo a trata editorialmente como nebulosa de emissão porque é o gás que domina as imagens.
- Por que NGC 3603 é comparada a regiões de outras galáxias?
- Porque a concentração de estrelas muito massivas numa área pequena é rara na Via Láctea e mais típica das regiões de formação intensa observadas em galáxias externas. Estudar NGC 3603 é, na prática, ter acesso próximo a um fenômeno que normalmente só se observa a milhões de anos-luz, sem conseguir separar estrelas individuais. A proximidade relativa permite contar estrelas uma a uma e medir massas em sistemas binários.
- Como se mede a massa de uma estrela em NGC 3603?
- O método mais confiável usa sistemas binários eclipsantes, ou seja, pares de estrelas que passam periodicamente uma na frente da outra vistas da Terra. Acompanhando a variação de brilho e a variação de velocidade nas linhas espectrais, é possível resolver a mecânica orbital e obter as massas diretamente, sem depender de modelos de evolução estelar. Medições assim em NGC 3603 colocaram algumas de suas estrelas entre as mais massivas já pesadas de forma direta na nossa galáxia.
- O que é Sher 25?
- Sher 25 é uma estrela supergigante azul localizada perto do aglomerado central de NGC 3603, cercada por um anel de gás com material adicional acima e abaixo, num arranjo em forma de ampulheta. A geometria lembra a que existe em torno da Supernova 1987A, o que levantou a pergunta de se Sher 25 poderia explodir ainda como supergigante azul. Anéis assim registram episódios anteriores de perda de massa não esférica, associados a rotação rápida ou à presença de uma companheira.
- Por que a imagem infravermelha mostra mais estrelas?
- Porque a poeira interestelar bloqueia luz visível com muito mais eficiência do que bloqueia infravermelho. Em regiões de formação estelar, que são carregadas de poeira, uma parte considerável das estrelas fica escondida na luz visível, e as mais afetadas são justamente as menores e mais frias. A imagem do ISAAC de 1999 enxerga através de parte dessa poeira, o que muda a contagem e permite avaliar quantas estrelas de massa baixa o aglomerado realmente contém.
- Dá para observar NGC 3603 com telescópio amador?
- Sim, com limitações. NGC 3603 fica na constelação da Quilha, com declinação em torno de menos 61 graus, o que a torna bem posicionada para observadores do hemisfério sul, inclusive do Brasil. Em céu escuro e com abertura razoável, aparece como uma mancha nebulosa pequena com um adensamento estelar no meio. A estrutura interna, os pilares e a separação das estrelas do núcleo exigem a resolução de instrumentos como o Hubble ou o VLT.
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Nebulosa NGC 3603. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/nebulosa-ngc-3603. Consultado em: 23/08/2026.











