Nebulosa de emissão
Nebulosa NGC 3603
Um dos aglomerados de estrelas jovens mais densos da galáxia, cercado pela nuvem que o gerou.

Crédito NASA, ESA and the Hubble Heritage (STScI/AURA)-ESA/Hubble Collaboration ESA/Hubble CC BY 4.0
- Tipo
- Nebulosa de emissãoSIMBAD: OpC
- Distância
- 20.000 anos-luz
- Constelação
- QuilhaCar
- Tamanho no céu
- 4,7 minutos de arco
- Observado por
- Hubble Space Telescope, Very Large Telescope
- Imagem publicada
- outubro de 2007
- Original do acervo
- 3.885 × 3.904 px15 megapixels
NGC 3603 é uma região de formação estelar gigantesca na constelação da Quilha, com um dos aglomerados de estrelas jovens mais densos conhecidos na Via Láctea. Ele reúne milhares de estrelas, várias delas entre as mais massivas da galáxia.
O aglomerado é jovem, com talvez um ou dois milhões de anos, e já limpou uma cavidade enorme no gás em volta com seus ventos e radiação. As paredes dessa cavidade aparecem como pilares e cristas de gás erodido.
Por ter estrelas de massas muito variadas nascidas ao mesmo tempo e à mesma distância, ele é usado para testar modelos de evolução estelar: é possível comparar diretamente o que a massa faz com o destino de uma estrela.
Ela fica a cerca de vinte mil anos-luz e é uma das poucas regiões da nossa galáxia onde dá para estudar um aglomerado tão massivo sem sair da Via Láctea. Ambientes com essa densidade de estrelas gigantes são comuns em galáxias com surto de formação estelar, e raros por aqui. NGC 3603 serve de ponte entre o que se observa em casa e o que se vê em galáxias distantes.
O que reparar nesta imagem
- O aglomerado centralUma concentração densa de estrelas azuis e brancas, muito jovens e muito massivas.
- Os pilares nas bordasRestos da nuvem original, esculpidos pela radiação do aglomerado.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulluz visível · ACS · B435 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · ACS · V550 nmolho enxerga
- Vermelhoinfravermelho · ACS · I850 nminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 9,6 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 3,2 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 27,3 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 20.000 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta do fim da última era glacial.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 36° de altura, na direção SO.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 52 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Nebulosa de Carina
Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of California, Berkeley), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Westerlund 2
Crédito NASA, ESA, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA), A. Nota (ESA/STScI), and the Westerlund 2 Science Team The original observations of Westerlund 2 were obtained by the science team: Antonella Nota (ESA/STScI), Elena Sabbi (STScI), Eva Grebel and Peter Zeidler (Astronomisches Rechen-Institut Heidelberg), Monica Tosi (INAF, Osservatorio Astronomico di Bologna), Alceste Bonanos (National Observatory of Athens, Astronomical Institute), Carol Christian (STScI/AURA) and Selma de Mink (University of Amsterdam). Follow-up observations were made by the Hubble Heritage team: Zoltan Levay (STScI), Max Mutchler, Jennifer Mack, Lisa Frattare, Shelly Meyett, Mario Livio, Carol Christian (STScI/AURA), and Keith Noll (NASA/GSFC). ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado NGC 3293
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- Eta Carinae
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Crédito NASA, ESA and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0
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- Glóbulos de Thackeray
Crédito ESO/VPHAS+ team. Acknowledgement: CASU ESO CC BY 4.0
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Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, O. Nayak, M. Meixner ESA/Webb CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Nebulosa NGC 3603. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/nebulosa-ngc-3603. Consultado em: 23/08/2026.










