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Nebulosa de emissão

Glóbulos de Thackeray

Nuvens escuras e compactas recortadas contra uma região brilhante, num cabo de guerra entre gravidade e radiação.

Glóbulos de Thackeray, nebulosa de emissão registrada pelo VLT Survey Telescope
“The Running Chicken Nebula”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito ESO/VPHAS+ team. Acknowledgement: CASU ESO CC BY 4.0

Tipo
Nebulosa de emissãoSIMBAD: OpC
Distância
6.523 anos-luz
Constelação
CentauroCen
Tamanho no céu
Observado por
VLT Survey Telescope, Very Large Telescope, Hubble Space Telescope
Imagem publicada
dezembro de 2023
Original do acervo
42.057 × 37.010 px1557 megapixels

Os Glóbulos de Thackeray são manchas escuras e densas dentro de IC 2944, uma região de formação estelar na constelação do Centauro. Foram catalogados nos anos 1950 por A. D. Thackeray, que observava do hemisfério sul.

Glóbulos assim são nuvens de gás e poeira densas o bastante para bloquear completamente a luz atrás delas. A questão em aberto é se estão colapsando para formar estrelas ou se estão sendo destruídas pela radiação das estrelas massivas em volta antes de conseguir.

Nos casos estudados aqui, a radiação parece estar vencendo: os glóbulos estão sendo evaporados. Alguns já se fragmentaram em pedaços menores, o que sugere que não vão sobreviver tempo suficiente para colapsar.

O nome homenageia A. D. Thackeray, que trabalhou no observatório Radcliffe, na África do Sul, numa época em que o céu do hemisfério sul era pouco catalogado. Boa parte dos objetos mais espetaculares do céu austral só entrou nos catálogos no século 20, porque a astronomia moderna nasceu na Europa e demorou a montar observatórios abaixo do equador.

O que reparar nesta imagem

  • As manchas pretasNão são buracos: são nuvens densas na frente do gás brilhante.
  • As bordas irregularesSinal de erosão. A radiação das estrelas próximas está arrancando material das superfícies.

Por que esta imagem tem essas cores

Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Azulluz visível · OmegaCAM · u350 nminvisível ao olho
  • Cianoluz visível · OmegaCAM · g480 nmolho enxerga
  • Verdeluz visível · OmegaCAM · r625 nmolho enxerga
  • Vermelholuz visível · OmegaCAM · H-alpha659 nmolho enxerga
  • Vermelholuz visível · OmegaCAM · i770 nminvisível ao olho

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESO junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Este recorte do céu é cerca de 4,8 vezes mais largo que a Lua cheia. O recorte fotografado mede 2,5 graus de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

A luz desta imagem levou 6.523 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da época em que a escrita foi inventada na Mesopotâmia.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 38° de altura, na direção SO.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 50 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Outras imagens deste objeto

Glóbulos de Thackeray, nebulosa de emissão registrada pelo Very Large Telescope
Very Large Telescope, instrumento FORS1.

Crédito ESO CC BY 4.0

Glóbulos de Thackeray, nebulosa de emissão registrada pelo Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento WFPC2.

Crédito NASA/ESA and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Centaurus A

    Crédito NASA, ESA, CSA, STScI. Image Processing: A. Pagan (STScI), J. Depasquale (STScI), M. Garcia Marin (ESA Office at STScI) ESA/Webb CC BY 4.0

  • Ômega Centauri

    Crédito ESA/Hubble & NASA, M. Häberle (MPIA) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia NGC 4945

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Aglomerado NGC 3766

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa de Órion

    Crédito NASA, ESA, M. Robberto ( Space Telescope Science Institute/ESA) and the Hubble Space Telescope Orion Treasury Project Team ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa da Lagoa

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa NGC 3603

    Crédito NASA, ESA and the Hubble Heritage (STScI/AURA)-ESA/Hubble Collaboration ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Região de formação estelar N79

    Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, O. Nayak, M. Meixner ESA/Webb CC BY 4.0

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Glóbulos de Thackeray. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/globulos-de-thackeray. Consultado em: 23/08/2026.