Nebulosa de emissão
Glóbulos de Thackeray
Manchas escuras de gás denso recortadas contra uma nebulosa acesa no Centauro, sendo dissolvidas pela mesma luz que as torna visíveis.

Crédito ESO/VPHAS+ team. Acknowledgement: CASU ESO CC BY 4.0
- Tipo
- Nebulosa de emissãoSIMBAD: OpC
- Distância
- 6.500 anos-luzdeclarada pelo publicador da imagem, em 2023
- Constelação
- CentauroCen
- Observado por
- VLT Survey Telescope, Hubble Space Telescope, Very Large Telescope
- Imagem publicada
- dezembro de 2023
- Original do acervo
- 42.057 × 37.010 px1557 megapixels
Os Glóbulos de Thackeray são nuvens pequenas, densas e opacas que aparecem em silhueta contra o brilho da nebulosa IC 2944, na constelação do Centauro, a cerca de 6.523 anos-luz da Terra segundo a distância declarada pelo publicador das imagens. Não são buracos no gás. São blocos de material tão carregados de poeira que barram a luz que vem de trás, e é exatamente por isso que aparecem como recortes pretos numa imagem colorida.
A região maior em que eles moram é conhecida popularmente como Nebulosa da Galinha Correndo, apelido que vem do contorno geral do complexo em imagens de campo muito largo. Os catálogos registram a área com mais de um número, entre eles IC 2944 e IC 2948, e o SIMBAD classifica a entrada principal como aglomerado aberto. Este acervo trata a página como nebulosa de emissão porque é o gás aceso, e não o aglomerado, que domina as imagens.
O nome dos glóbulos homenageia o astrônomo A. D. Thackeray, que os identificou em meados do século 20 observando o céu do sul. O caso ficou famoso quando o Hubble registrou a região em 2002 com a câmera WFPC2 e mostrou que as manchas escuras não são blocos lisos: têm bordas irregulares, sinais de fragmentação e aparência de coisa que está sendo desgastada por fora.
O que é um glóbulo de Bok?
Glóbulos escuros como esses pertencem a uma família de objetos que ganhou o nome de glóbulos de Bok, em referência ao astrônomo Bart Bok, que chamou atenção para eles em meados do século 20. São concentrações compactas de gás molecular e poeira, frias e densas, muitas vezes pequenas em comparação com a nuvem-mãe em que estão mergulhadas.
O interesse por elas nasceu de uma hipótese direta: se uma nuvem precisa colapsar para virar estrela, glóbulos densos e isolados seriam candidatos naturais a estar no meio desse processo. Em vários casos essa expectativa se confirmou, e observações em infravermelho revelaram estrelas em formação dentro de glóbulos que pareciam vazios na luz visível.
O detalhe é que ser denso não garante virar estrela. Um glóbulo só colapsa se a gravidade própria vencer a pressão interna do gás e a pressão que vem de fora. Quando esse equilíbrio pende para o outro lado, o glóbulo pode simplesmente ser desmanchado. Os de IC 2944 estão bem no meio dessa disputa, e é isso que os torna interessantes.
Por que eles aparecem pretos na imagem?
A cor preta não é uma propriedade do material, é uma consequência da geometria. Atrás dos glóbulos existe uma nebulosa de emissão brilhante, gás ionizado pela radiação ultravioleta das estrelas quentes da região. Essa emissão funciona como uma tela acesa. Qualquer coisa opaca que se interponha entre a tela e o observador aparece como silhueta.
A opacidade vem da poeira. Grãos sólidos de dimensões micrométricas absorvem e espalham luz visível com eficiência, e uma coluna densa deles bloqueia praticamente tudo. É o mesmo motivo pelo qual faixas escuras cortam a imagem da Via Láctea a olho nu: não são regiões sem estrelas, são regiões com poeira na frente das estrelas.
A prova de que se trata de bloqueio, e não de ausência, vem do infravermelho. Comprimentos de onda mais longos atravessam a poeira com muito mais facilidade, e observações infravermelhas de glóbulos escuros costumam revelar material e, às vezes, estrelas jovens onde a imagem visível mostrava apenas um vazio negro.
Eles vão virar estrelas ou desaparecer?
Essa é a pergunta central sobre os Glóbulos de Thackeray, e ela não está resolvida. De um lado, a compressão causada pela radiação e pelos ventos das estrelas quentes vizinhas pode empurrar o gás para dentro e ajudar o colapso, num mecanismo conhecido como formação estelar induzida. De outro, a mesma radiação evapora as camadas externas e vai removendo massa do glóbulo continuamente.
Qual dos dois efeitos ganha depende de números que são difíceis de medir justamente porque o objeto é opaco. É preciso saber a massa total do glóbulo, quão concentrada ela está, qual a pressão do gás ionizado em volta e há quanto tempo o processo começou. Pequenas diferenças nessas quantidades mudam completamente o desfecho.
As imagens de alta resolução acrescentaram um dado desfavorável ao cenário otimista: os glóbulos maiores parecem ser compostos por vários fragmentos parcialmente separados, e não por um bloco único e coeso. Fragmentos menores têm menos gravidade própria e resistem menos à evaporação. A leitura mais comum hoje é que boa parte desse material tende a se dissipar antes de formar estrelas, mas isso é uma expectativa, não uma medição.
Que região é essa vista de longe?
Três imagens do acervo trabalham em escalas radicalmente diferentes, e comparar as três é a melhor forma de entender onde os glóbulos ficam. A imagem do ESO de 2023, feita com a câmera OmegaCAM, cobre 150 por 132 minutos de arco. Isso equivale a cerca de dois graus e meio de céu, o suficiente para caber quase cinco Luas cheias lado a lado.
Nessa vista larga, a Nebulosa da Galinha Correndo aparece inteira, com suas faixas de gás avermelhado, aglomerados de estrelas jovens espalhados e várias manchas escuras. Os filtros declarados incluem uma banda estreita em 659 nanômetros, centrada na linha H-alfa do hidrogênio, que é o que dá o tom vermelho dominante a esse tipo de imagem.
A imagem do VLT de 2013, com o instrumento FORS1, faz a ponte, com 7,2 por 7,2 minutos de arco. E o retrato do Hubble de 2002 fecha o zoom em 2,5 por 2,5 minutos de arco. Um objeto que na vista larga é uma pinta escura vira, no recorte do Hubble, uma estrutura com bordas, fissuras e textura própria.
Por que essa região fica bem visível do Brasil?
IC 2944 fica na constelação do Centauro, com declinação em torno de menos 63 graus. Declinação é a coordenada que corresponde à latitude, projetada na esfera celeste, e um objeto com declinação muito negativa passa alto no céu para quem está no hemisfério sul e nunca sobe no horizonte de boa parte do hemisfério norte.
Na prática, isso coloca a região entre os alvos privilegiados de quem observa do Brasil. Ela fica na mesma vizinhança de céu que a Nebulosa de Carina e o Cruzeiro do Sul, num trecho especialmente rico da faixa da Via Láctea. Não por acaso, duas dessas três imagens saíram de observatórios do Chile.
Vale a ressalva de expectativa. A olho nu ou com binóculo, o que se enxerga naquela direção é o brilho geral da Via Láctea e alguns aglomerados. A nebulosa exige céu escuro e, de preferência, filtro adequado; os glóbulos escuros não aparecem em equipamento amador, porque medem apenas alguns segundos de arco cada um.
Os números deste objeto
| Distância | 6.523 anos-luzdeclarada pelo publicador das imagens |
|---|---|
| Constelação | Centauro (Cen) |
| Identificação principal | IC 2944SIMBAD |
| Outros nomes | IC 2948, Nebulosa da Galinha Correndo |
| Classificação | aglomerado aberto no SIMBAD, tratado aqui como nebulosa de emissão |
| Tamanho aparente | não registrado pelo SIMBAD |
| Coordenadas J2000 | AR 174,5833 graus, Dec -63,3728 graus |
| Imagens no acervo | 3 |
O que reparar nesta imagem
- As bordas irregulares dos glóbulosNo recorte do Hubble, o contorno das manchas escuras não é liso. Há reentrâncias e pedaços quase soltos, sinais de material sendo removido de fora para dentro.
- O gás vermelho ao redorO fundo brilhante vem da linha H-alfa do hidrogênio, em 659 nanômetros na imagem do ESO. É esse fundo aceso que transforma nuvens opacas em silhuetas.
- A mudança de escala entre as três imagensCompare os campos: 150 minutos de arco na vista do ESO, 7,2 na do VLT e 2,5 na do Hubble. O mesmo objeto vira ponto, mancha e estrutura conforme o zoom.
- As estrelas azuladas espalhadasAs estrelas mais quentes da região são as responsáveis pela ionização do gás e pela erosão dos glóbulos. Elas aparecem mais azuis porque são mais quentes, não porque estão mais perto.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulluz visível · OmegaCAM · u350 nminvisível ao olho
- Cianoluz visível · OmegaCAM · g480 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · OmegaCAM · r625 nmolho enxerga
- Vermelholuz visível · OmegaCAM · H-alpha659 nmolho enxerga
- Vermelholuz visível · OmegaCAM · i770 nminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESO junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Este recorte do céu é cerca de 4,8 vezes mais largo que a Lua cheia. O recorte fotografado mede 2,5 graus de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
A luz desta imagem levou 6.500 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da época em que a escrita foi inventada na Mesopotâmia.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 50° de altura daqui.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 50 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Quanto já se olhou para aqui
- 7registros do Hubble
Contagem de observações arquivadas no Mikulski Archive for Space Telescopes, o repositório público operado pelo Space Telescope Science Institute, para uma busca num raio de 1,2 minutos de arco em torno da coordenada deste objeto. Um registro é um produto de observação, e não uma noite de telescópio nem uma fotografia: uma única campanha científica costuma render dezenas deles. O número serve para comparar a atenção que cada objeto recebeu, não para contar fotos.
O que ainda não se sabe
Não há consenso sobre o destino dos glóbulos. As duas possibilidades continuam na mesa: a compressão pela radiação vizinha pode desencadear colapso e formação de estrelas, ou a evaporação pode remover o material antes disso. Decidir exige medir massa, densidade interna e pressão externa com precisão que a opacidade da poeira dificulta em luz visível. Também segue em aberto a estrutura interna: as observações de alta resolução sugerem que os glóbulos maiores são conjuntos de fragmentos parcialmente separados, e não blocos únicos, o que muda bastante o cálculo de quem vence a disputa entre gravidade e erosão.
Divulgação que só conta o que já está resolvido dá a impressão errada de que a astronomia acabou. Ela não acabou, e este bloco existe para separar o que está estabelecido do que continua em disputa entre pesquisadores.
Uma coisa que quase ninguém sabe
O apelido Nebulosa da Galinha Correndo só faz algum sentido em imagens de campo muito largo, como a de 150 minutos de arco feita com a OmegaCAM. No recorte do Hubble, que cobre 2,5 minutos de arco, não há forma de ave nenhuma: o zoom é tão fechado que a silhueta que deu nome ao complexo fica inteiramente fora do quadro.
Outras imagens deste objeto

Crédito NASA/ESA and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0


Crédito Copyright Anglo-Australian Observatory, Photograph by David Malin ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito Copyright Anglo-Australian Observatory, Photograph by David Malin ESA/Hubble CC BY 4.0
Vídeo de Glóbulos de Thackeray
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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.
Outros objetos em Centauro
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Centaurus A
- Ômega Centauri
Crédito ESO/INAF-VST/OmegaCAM. Acknowledgement: A. Grado, L. Limatola/INAF-Capodimonte Observatory ESO CC BY 4.0
- Galáxia NGC 4945
- Aglomerado NGC 3766
- Nebulosa de Órion
- Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia
Crédito ESO/Digitized Sky Survey 2. Acknowledgment: Davide De Martin. ESA/Hubble CC BY 4.0
- Nebulosa da Lagoa
Crédito NSF–DOE Vera C. Rubin Observatory/NOIRLab/SLAC/AURA NOIRLab CC BY 4.0
- Nebulosa Ômega
Crédito NASA, H. Ford (JHU), G. Illingworth (UCSC/LO), M.Clampin (STScI), G. Hartig (STScI), the ACS Science Team, and ESAThe ACS Science Team: H. Ford, G. Illingworth, M. Clampin, G. Hartig, T. Allen, K. Anderson, F. Bartko, N. Benitez, J. Blakeslee, R. Bouwens, T. Broadhurst, R. Brown, C. Burrows, D. Campbell, E. Cheng, N. Cross, P. Feldman, M. Franx, D. Golimowski, C. Gronwall, R. Kimble, J. Krist, M. Lesser, D. Magee, A. Martel, W. J. McCann, G. Meurer, G. Miley, M. Postman, P. Rosati, M. Sirianni, W. Sparks, P. Sullivan, H. Tran, Z. Tsvetanov, R. White, and R. Woodruff. ESA/Hubble CC BY 4.0
- Nebulosa NGC 3603
- Região de formação estelar N79
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, O. Nayak, M. Meixner ESA/Webb CC BY 4.0
Perguntas frequentes
- O que são os Glóbulos de Thackeray?
- Os Glóbulos de Thackeray são nuvens compactas de gás molecular e poeira que aparecem como manchas escuras contra o brilho da nebulosa IC 2944, na constelação do Centauro, a cerca de 6.523 anos-luz da Terra segundo a distância declarada pelo publicador das imagens. Elas são opacas porque a poeira bloqueia a luz visível que vem de trás. O nome homenageia o astrônomo A. D. Thackeray, que as identificou em meados do século 20 observando o céu do sul.
- Por que os glóbulos parecem buracos na nebulosa?
- A aparência de buraco é um efeito de silhueta. Atrás deles existe gás ionizado brilhante, que funciona como uma tela acesa. Os glóbulos são densos em poeira, e grãos de poeira absorvem e espalham luz visível com muita eficiência, bloqueando quase tudo que vem de trás. O resultado é uma mancha preta com contorno definido. Observações em infravermelho, que atravessa a poeira, mostram que ali existe material, e não vazio.
- Vão nascer estrelas dentro dos Glóbulos de Thackeray?
- Não há resposta fechada. Dois processos competem: a radiação das estrelas quentes vizinhas comprime o gás e pode desencadear o colapso, mas essa mesma radiação evapora as camadas externas e remove massa. Imagens de alta resolução sugerem que os glóbulos maiores são formados por fragmentos parcialmente separados, e fragmentos menores resistem menos à erosão. A leitura mais comum hoje é que boa parte do material deve se dissipar antes de virar estrela, mas isso é expectativa, não medição.
- O que é a Nebulosa da Galinha Correndo?
- Nebulosa da Galinha Correndo é o apelido popular do complexo de gás e estrelas jovens catalogado como IC 2944 e IC 2948, na constelação do Centauro. O nome vem do contorno geral da região em imagens de campo muito largo, que para alguns observadores lembra a silhueta de uma ave em movimento. Os Glóbulos de Thackeray são um detalhe pequeno dentro desse complexo, visíveis apenas em recortes de alta resolução como o do Hubble.
- Por que o SIMBAD classifica IC 2944 como aglomerado aberto?
- Porque a entrada do catálogo se refere ao agrupamento de estrelas jovens da região, e não à nuvem de gás. As duas coisas ocupam o mesmo lugar no céu e descrevem aspectos diferentes do mesmo complexo: as estrelas nasceram da nuvem e agora a iluminam e a erodem. Este acervo adota editorialmente a classificação de nebulosa de emissão porque é o gás aceso que domina as imagens publicadas. Nenhuma das duas classificações está errada.
- Dá para ver os Glóbulos de Thackeray do Brasil?
- A região é bem posicionada para o Brasil, com declinação em torno de menos 63 graus, o que a coloca alta no céu do hemisfério sul, na mesma vizinhança da Nebulosa de Carina e do Cruzeiro do Sul. A nebulosa em si pode ser captada em céu escuro com equipamento adequado e filtro de banda estreita. Os glóbulos, porém, medem apenas alguns segundos de arco e não aparecem em telescópio amador: eles só se resolvem em imagens como a do Hubble.
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Glóbulos de Thackeray. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/globulos-de-thackeray. Consultado em: 23/08/2026.









