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Região do céu

Centro da Via Láctea

A região mais densa e mais movimentada da nossa galáxia, invisível em luz visível e revelada em infravermelho.

Centro da Via Láctea, região do céu registrada pelo Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy
“One million stars — towards the dark heart of the Milky Way*”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito ESO/VISTA. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0

Tipo
Região do céuSIMBAD: reg
Distância
26.000 anos-luz
Constelação
SagitárioSgr
Tamanho no céu
Observado por
Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy, James Webb Space Telescope, Very Large Telescope
Imagem publicada
dezembro de 2009
Original do acervo
24.245 × 15.566 px377 megapixels

O centro da Via Láctea fica na direção da constelação de Sagitário, e do Brasil ele passa bem alto no céu de inverno. A olho nu, o que se vê é a parte mais espessa e brilhante da faixa da Via Láctea. O que não se vê é o centro em si: a poeira do disco bloqueia praticamente toda a luz visível vinda de lá.

Em infravermelho a história muda. Instrumentos que enxergam nessa faixa atravessam a poeira e revelam uma região extraordinariamente densa: milhões de estrelas em poucos anos-luz, nuvens moleculares gigantescas, remanescentes de supernova e, no meio de tudo, o buraco negro supermassivo Sagittarius A*.

O James Webb observou parte dessa região e encontrou estruturas que ainda não estão explicadas, incluindo filamentos alinhados de forma inesperada e formação estelar em lugares onde os modelos não previam que ela pudesse ocorrer.

O que reparar nesta imagem

  • A densidade estelarCada ponto é uma estrela, e a concentração é milhares de vezes maior que na vizinhança do Sol.
  • As nuvens escurasPoeira densa em primeiro plano, bloqueando até parte da luz infravermelha.

Que tamanho é isso, de verdade

Este recorte do céu é cerca de 4,4 vezes mais largo que a Lua cheia. O recorte fotografado mede 2,3 graus de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

A luz desta imagem levou 26.000 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta do fim da última era glacial.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, bem alto, a 53° de altura, na direção L.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 85 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Outras imagens deste objeto

Centro da Via Láctea, região do céu registrada pelo James Webb Space Telescope
James Webb Space Telescope, instrumento MIRI.

Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, F. Peißker, J. Lu, F. Yusef-Zadeh, N. B. Sabha, C. Chan ESA/Webb CC BY 4.0

Centro da Via Láctea, região do céu registrada pelo Very Large Telescope
Very Large Telescope, instrumento NACO.

Crédito ESO/S. Gillessen et al. ESO CC BY 4.0

Montagem de várias imagens de Centro da Via Láctea, região do céuMontagem de várias imagens

Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, F. Peißker, J. Lu, F. Yusef-Zadeh, N. B. Sabha, C. Chan ESA/Webb CC BY 4.0

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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Nebulosa da Lagoa

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa Ômega

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa da Aranha Vermelha

    Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, J. H. Kastner (Rochester Institute of Technology) ESA/Webb CC BY 4.0

  • Aglomerado Messier 54

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Terzan 5

    Crédito ESO/F. Ferraro ESO CC BY 4.0

  • Aglomerado Messier 18

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Campo Ultraprofundo do Hubble

    Crédito NASA, ESA, and S. Beckwith (STScI) and the HUDF Team ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Campo COSMOS

    Crédito ESO/UltraVISTA team. Acknowledgement: TERAPIX/CNRS/INSU/CASU ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Campo Profundo Chandra Sul

    Crédito ESO/ Mario Nonino, Piero Rosati and the ESO GOODS Team ESO CC BY 4.0

  • Abell 2744, o Aglomerado de Pandora

    Crédito NASA, ESA, and J. Lotz, M. Mountain, A. Koekemoer, and the HFF Team (STScI). ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado Abell 370

    Crédito NASA, ESA, and B. Sunnquist and J. Mack (STScI)Acknowledgment: NASA, ESA, and J. Lotz (STScI) and the HFF Team ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado de Coma

    Crédito NASA, ESA, J. Mack, and J. Madrid et al. ESA/Hubble CC BY 4.0

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Centro da Via Láctea. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/centro-da-via-lactea. Consultado em: 23/08/2026.