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ObservatórioAstronomia

Região do céu

Centro da Via Láctea

A região mais densa da nossa galáxia, a cerca de 27 mil anos-luz em Sagitário, com um buraco negro de quatro milhões de massas solares.

Centro da Via Láctea, região do céu, em imagem do Hubble Space Telescope
"The galactic centre", como o acervo nomeou esta imagem.Esta imagem em infravermelho do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA mostra o centro da Via Láctea, a 27.000 anos-luz da Terra. Usando os recursos em infravermelho do Hubble, astrônomos conseguiram enxergar através da poeira que normalmente encobre a vista dessa região interessante.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA, and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA) Acknowledgment: NASA, ESA, T. Do and A. Ghez (UCLA), and V. Bajaj (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

Tipo
Região do céuSIMBAD: reg
Distância
26.000 anos-luzdeclarada pelo publicador da imagem, em 2026
Constelação
SagitárioSgr
Observado por
Hubble Space Telescope, Spitzer Space Telescope, James Webb Space Telescope
Imagem publicada
março de 2016
Original do acervo
5.174 × 4.469 px23 megapixels
Dois telescópios, o mesmo objeto

Veja Centro da Via Láctea pelo Hubble e pelo James Webb

Os dois fotografaram este objeto, e o resultado não é a mesma imagem em qualidade diferente. O Hubble registra sobretudo a luz que o olho enxerga; o Webb enxerga infravermelho, que atravessa a poeira e mostra o que estava escondido atrás dela. Arraste a divisória e veja a poeira sumir.

Comparar as duas imagens
Centro da Via Láctea, em imagem do Hubble
Hubble

Crédito NASA, ESA, and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA) Acknowledgment: NASA, ESA, T. Do and A. Ghez (UCLA), and V. Bajaj (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

Centro da Via Láctea, em imagem do James Webb
James Webb

Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, F. Peißker, F. Yusef-Zadeh, N. B. Sabha, C. Chan ESA/Webb CC BY 4.0

O centro da Via Láctea fica na direção da constelação de Sagitário, nas coordenadas AR 266,415 graus e Dec -29,0061 graus, a cerca de 27 mil anos-luz da Terra segundo a distância declarada pelo publicador das imagens. É a região mais densa da galáxia em estrelas, em gás e em atividade, e também uma das mais difíceis de observar: entre nós e ela existe tanta poeira interestelar que praticamente nenhuma luz visível atravessa o caminho.

Todo o conhecimento sobre essa região veio de contornar esse bloqueio. Em infravermelho e em ondas de rádio a poeira deixa de ser opaca, e foi por essas janelas que se descobriu o que existe ali: um aglomerado estelar nuclear extraordinariamente denso e, no meio dele, um buraco negro supermassivo com cerca de quatro milhões de massas solares, chamado Sagitário A asterisco.

A confirmação da existência desse buraco negro é um dos resultados mais sólidos da astrofísica recente. Ela não veio de uma imagem, e sim de décadas de acompanhamento paciente de estrelas individuais orbitando um ponto invisível. O acervo desta página reúne 12 imagens da região, feitas em faixas que vão do infravermelho próximo ao infravermelho médio e aos raios X, com campos que variam de mais de dois graus a menos de meio minuto de arco.

Como se prova que existe um buraco negro ali

A estratégia foi observar as estrelas mais próximas do centro por tempo suficiente para medir as órbitas delas. Uma dessas estrelas completa uma volta em torno do ponto central em cerca de dezesseis anos, e passa muito perto no ponto de maior aproximação. Acompanhar uma órbita inteira exigiu duas décadas de campanhas em telescópios grandes, com óptica adaptativa para vencer a turbulência da atmosfera.

Com a órbita traçada, a massa sai da mecânica celeste: o tamanho e o período determinam quanta massa está sendo orbitada. O resultado foi de aproximadamente quatro milhões de massas solares num volume pequeno o bastante para caber dentro dessa órbita. Nenhum objeto conhecido além de um buraco negro reúne tanta massa em tão pouco espaço. O trabalho rendeu o Nobel de Física de 2020.

A imagem em rádio veio depois e por outro caminho. Uma rede de radiotelescópios espalhada por vários continentes, operando de forma sincronizada como se fosse um único instrumento do tamanho da Terra, produziu em 2022 a imagem do anel de material aquecido em volta de Sagitário A asterisco. O buraco negro em si não aparece, porque não emite luz; o que a imagem mostra é o brilho em torno da região escura central.

Por que a luz visível não atravessa

A linha de visada até o centro atravessa o disco da galáxia por dezenas de milhares de anos-luz, e ao longo desse percurso encontra nuvem após nuvem de poeira interestelar. A absorção acumulada é tão grande que a luz visível chega reduzida por um fator de bilhões. Não é escuridão por falta de fonte, é escuridão por bloqueio.

A solução é mudar de comprimento de onda. Grãos de poeira interestelar têm tamanho comparável ao comprimento de onda da luz visível, e é por isso que a bloqueiam com tanta eficiência. Ondas mais longas passam por eles com muito menos perda: no infravermelho próximo já se enxerga através da poeira, e em rádio a região fica essencialmente transparente.

O resultado prático aparece na imagem feita com a câmera VIRCAM, que cobre 137,9 por 88,5 minutos de arco e registra da ordem de um milhão de estrelas invisíveis em luz comum. O mesmo pedaço de céu, fotografado com filtro visível, mostraria um campo estelar comum cortado por manchas escuras. Trocar de faixa não é ajuste de gosto: é a diferença entre ver e não ver.

O mesmo campo em três faixas diferentes

Três imagens do acervo cobrem exatamente a mesma área de 21 por 10 minutos de arco em torno do centro, com instrumentos diferentes, e comparar as três é a melhor aula sobre o que cada faixa do espectro mostra. Uma é do telescópio infravermelho Spitzer, com a câmera IRAC, em quatro filtros entre 3.600 e 8.000 nanômetros. Outra é do Hubble, com a câmera NICMOS, em 1.870 e 1.900 nanômetros. A terceira é do observatório de raios X Chandra, com o instrumento ACIS.

Cada uma responde a um material diferente. O infravermelho médio do Spitzer registra poeira morna e moléculas grandes de carbono aquecidas pela radiação das estrelas, e desenha as nuvens onde as estrelas nascem. O filtro do Hubble em 1.870 nanômetros isola uma linha de emissão do hidrogênio, e por isso marca onde o gás está ionizado, ou seja, onde estrelas quentes estão despejando energia agora.

O Chandra mostra o que nenhuma das outras vê: gás a milhões de graus e fontes compactas de alta energia. Nenhum dos três instrumentos sozinho descreveria a região, e a imagem combinada divulgada em 2009 existe para deixar essa sobreposição explícita, cada faixa entrando com uma cor.

O que o James Webb viu em IRS 3

Em 2026 o James Webb divulgou imagens de uma fonte infravermelha catalogada da região central, conhecida como IRS 3, com as câmeras NIRCam e MIRI, em campos de 1,8 por 1,3 e de 3,6 por 3,4 minutos de arco. São recortes minúsculos, e é essa aproximação que permite separar objetos individuais no meio da multidão estelar.

A escolha dos filtros conta o que se procurava. No infravermelho próximo, dois deles isolam emissão de hidrogênio molecular, em 2.120 e 3.230 nanômetros, e outro isola uma linha do hidrogênio ionizado em 4.050 nanômetros. Gás molecular e gás ionizado marcam regiões físicas distintas, e ver as duas no mesmo campo mostra a fronteira entre elas.

No infravermelho médio a lógica muda. O filtro em 7.700 nanômetros pega a emissão de moléculas orgânicas grandes presentes na poeira, e o filtro em 10.000 nanômetros cai sobre a faixa em que grãos de silicato absorvem luz. Medir quanto de luz falta nessa faixa é uma forma de pesar a poeira no caminho, o que importa muito num lugar onde a poeira é o principal obstáculo.

Um buraco negro surpreendentemente discreto

A concentração de estrelas na região central não tem paralelo no resto da galáxia. Em vez dos poucos anos-luz que separam estrelas na vizinhança do Sol, ali as separações caem drasticamente, e separar objetos individuais exige óptica adaptativa ou telescópio espacial. A imagem mais fechada do acervo, feita com o instrumento NACO, cobre apenas 0,4 por 0,4 minuto de arco, e é nesse recorte que as estrelas de órbita rápida foram acompanhadas.

Comparado aos núcleos ativos de outras galáxias, Sagitário A asterisco é modesto. Núcleos ativos podem brilhar mais que a galáxia inteira em torno deles, alimentados por um fluxo contínuo de matéria. O nosso consome muito pouco material para a massa que tem, e por isso emite pouco. A região registra clarões esporádicos, mas nada que se compare a um quasar.

Essa discrição tem consequência prática para quem vive aqui. Um buraco negro não exerce atração especial à distância, e o Sistema Solar orbita o centro respondendo à massa combinada de tudo que está mais para dentro. A contribuição do buraco negro nesse total é pequena.

Os números deste objeto

Identificação principalNAME Galactic CenterSIMBAD
Distância27.000 anos-luzdeclarada pelo publicador das imagens
ConstelaçãoSagitário (Sgr)
Tiporegião do céuSIMBAD
Coordenadas J2000AR 266,415 graus, Dec -29,0061 grausSIMBAD
Objeto centralSagitário A asterisco
Massa centralcerca de 4 milhões de massas solaresconsenso da literatura
Menor campo do acervo0,4 x 0,4 minuto de arcometadado da imagem do NACO
Imagens no acervo12
Produtos de observação no MAST1.014 do Hubble, 1.276 do James Webb e 1 do GALEXraio de 0,02 grau em torno da posição

O que reparar nesta imagem

  • A densidade de pontosQuase todo ponto nas imagens infravermelhas é uma estrela. Em luz visível, a maioria deles some, apagada pela poeira do caminho.
  • As faixas escurasAs zonas sem estrelas não estão vazias: são nuvens de poeira densa que bloqueiam até parte do infravermelho e recortam o campo.
  • O avermelhamento geralA tonalidade das estrelas ali é distorcida pela poeira, que absorve mais luz azul que vermelha ao longo do caminho. A cor real delas é outra.
  • A mudança brutal de escalaCompare o campo de mais de dois graus do VISTA com o recorte de 0,4 minuto de arco do NACO. É o mesmo lugar visto com ampliações que diferem por centenas de vezes.

Por que esta imagem tem essas cores

Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Azulinfravermelho · WFC3 · H2O/CH4 continuum1,27 µminvisível ao olho
  • Verdeinfravermelho · WFC3 · H2O/CH4 line1,38 µminvisível ao olho
  • Vermelhoinfravermelho · WFC3 · H2O and NH31,53 µminvisível ao olho

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Cerca de 4,8 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 6,5 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

A luz desta imagem levou 26.000 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta do fim da última era glacial.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, bem alto, a 84° de altura, na direção SO.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 85 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Quanto já se olhou para aqui

  • 1.014registros do Hubble
  • 1.276registros do James Webb
  • 1registros do GALEX

Contagem de observações arquivadas no Mikulski Archive for Space Telescopes, o repositório público operado pelo Space Telescope Science Institute, para uma busca num raio de 1,2 minutos de arco em torno da coordenada deste objeto. Um registro é um produto de observação, e não uma noite de telescópio nem uma fotografia: uma única campanha científica costuma render dezenas deles. O número serve para comparar a atenção que cada objeto recebeu, não para contar fotos.

O que ainda não se sabe

Não há explicação fechada para a presença de estrelas jovens e massivas tão perto do buraco negro, já que a maré gravitacional ali deveria impedir nuvens de gás de colapsar. Também segue em investigação por que Sagitário A asterisco consome tão pouco material comparado ao que está disponível na região. Até o valor da distância continua sendo refinado: estimativas modernas convergem para a faixa entre 26 mil e 27 mil anos-luz, e o número exato afeta todas as massas e tamanhos calculados a partir dele.

Divulgação que só conta o que já está resolvido dá a impressão errada de que a astronomia acabou. Ela não acabou, e este bloco existe para separar o que está estabelecido do que continua em disputa entre pesquisadores.

Uma coisa que quase ninguém sabe

A luz que chega hoje do centro da galáxia partiu de lá há cerca de 27 mil anos. Qualquer coisa acontecendo ali neste momento só será observável daqui a outros 27 mil anos. As estrelas cuja órbita provou a existência do buraco negro completaram, desde que a luz saiu, mais de mil e seiscentas voltas que ninguém daqui jamais verá.

Outras imagens deste objeto

Centro da Via Láctea, região do céu, em imagem do Spitzer Space Telescope
Spitzer Space Telescope, instrumento IRAC.As observações em luz infravermelha do Telescópio Espacial Spitzer oferecem uma vista detalhada e espetacular da região do centro galáctico. O núcleo rodopiante da nossa galáxia abriga centenas de milhares de estrelas que não podem ser vistas em luz visível.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, JPL-Caltech, E. Churchwell (University of Wisconsin, USA), SSC and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0

Centro da Via Láctea, região do céu, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento NICMOS.Embora seja mais conhecido por suas imagens em luz visível, o Telescópio Espacial Hubble também observa numa faixa limitada da luz infravermelha. O centro galáctico está marcado pela mancha brilhante no canto inferior direito. Ao longo do lado esquerdo há grandes arcos de gás morno, aquecidos por aglomerados de estrelas massivas e brilhantes.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA, Q.D. Wang (Univ. of Massachusetts, Amherst, USA) and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0

Centro da Via Láctea, região do céu, em imagem do Spitzer Space Telescope
Spitzer Space Telescope, instrumento IRAC.Esta imagem infravermelha colorida composta do centro da nossa galáxia, a Via Láctea, revela uma nova população de estrelas massivas e novos detalhes de estruturas complexas no gás quente ionizado que rodopia nos 300 anos-luz centrais.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA and Q.D. Wang (University of Massachusetts, Amherst) ESA/Hubble CC BY 4.0

Centro da Via Láctea, região do céu, em imagem do James Webb Space Telescope
James Webb Space Telescope, instrumento MIRI.Esta imagem reúne dados da NIRCam (Near Infrared Camera) e do MIRI (Mid Infrared Instrument) do Webb para captar a vista mais detalhada até hoje, em infravermelho médio, do campo que abriga a estrela altamente evoluída IRS 3, a apenas 0,55 ano-luz de Sagittarius A*, o buraco negro supermassivo central da galáxia Via Láctea.Descrição do acervo ESA/Webb, traduzida.

Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, F. Peißker, J. Lu, F. Yusef-Zadeh, N. B. Sabha, C. Chan ESA/Webb CC BY 4.0

Centro da Via Láctea, região do céu, em imagem do James Webb Space Telescope
James Webb Space Telescope, instrumento MIRI.Esta imagem reúne dados do MIRI (Mid Infrared Instrument) do Webb para captar a vista mais detalhada até hoje, em infravermelho médio, do campo que abriga a estrela altamente evoluída IRS 3, a apenas 0,55 ano-luz de Sagittarius A*, o buraco negro supermassivo central da galáxia Via Láctea.Descrição do acervo ESA/Webb, traduzida.

Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, F. Peißker, F. Yusef-Zadeh, N. B. Sabha, C. Chan ESA/Webb CC BY 4.0

Centro da Via Láctea, região do céu, em imagem do James Webb Space Telescope
James Webb Space Telescope, instrumento NIRCam.Esta imagem reúne dados da NIRCam (Near Infrared Camera) do Webb para captar a vista mais detalhada até hoje, em infravermelho médio, do campo que abriga a estrela altamente evoluída IRS 3, a apenas 0,55 ano-luz de Sagittarius A*, o buraco negro supermassivo central da galáxia Via Láctea.Descrição do acervo ESA/Webb, traduzida.

Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, F. Peißker, J. Lu ESA/Webb CC BY 4.0

Centro da Via Láctea, região do céu, em imagem do Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy
Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy, instrumento VIRCAM.Com este notável mosaico do VISTA olhamos fundo no coração empoeirado da nossa própria galáxia, a Via Láctea, na constelação de Sagitário (o Arqueiro). Cerca de um milhão de estrelas aparecem nesta imagem, a maioria delas invisível em imagens de luz visível.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ESO/VISTA. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0

Centro da Via Láctea, região do céu, em imagem do Chandra
Chandra, instrumento ACIS.Os raios X detectados pelo Chandra X-ray Observatory expõem uma abundância de objetos exóticos e de estruturas de alta energia. Nesta imagem, o rosa representa raios X de menor energia e o azul indica energia mais alta. Centenas de pequenos pontos mostram a emissão de material em torno de buracos negros e de outros objetos estelares densos.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, CXC, D. Wang (University of Massachusetts, Amherst, USA) and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0

Centro da Via Láctea, região do céu, em imagem do Very Large Telescope
Very Large Telescope, instrumento NACO.As partes centrais da nossa Galáxia, a Via Láctea, observadas no infravermelho próximo com o instrumento NACO do Very Large Telescope do ESO. Acompanhando os movimentos das estrelas mais centrais por mais de 16 anos, astrônomos conseguiram determinar a massa do buraco negro supermassivo que se esconde ali.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ESO/S. Gillessen et al. ESO CC BY 4.0

Montagem de várias imagens de Centro da Via Láctea, região do céu, em imagem do Visible and Infrared Survey Telescope for AstronomyMontagem de várias imagens
Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy, instrumento VIRCAM.Esta visão em infravermelho da parte central da Via Láctea, do levantamento VVV do VISTA, foi etiquetada para mostrar uma seleção das muitas nebulosas e aglomerados desta parte do céu. Messier 8 (a Nebulosa da Lagoa), Messier 20 (a Nebulosa Trífida), NGC 6357 (a Nebulosa Guerra e Paz) e NGC 6334 (a Nebulosa Pata de Gato) são todas nebulosas fáceis de ver.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ESO/VVV Survey/D. MinnitiAcknowledgement: Ignacio Toledo, Martin Kornmesser ESO CC BY 4.0

Montagem de várias imagens de Centro da Via Láctea, região do céuMontagem de várias imagens
Esta imagem mostra a localização da estrela altamente evoluída IRS 3, que fica a apenas 0,55 ano-luz de Sagittarius A*, o buraco negro supermassivo central da Via Láctea. As imagens mostram uma visão progressivamente mais próxima da região, usando dados obtidos do solo e do espaço.Descrição do acervo ESA/Webb, traduzida.

Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, NOIRLab/NSF/AURA/E. Slawik/M. Zamani, ESO/S. Guisard, NASA/JPL-Caltech/S. Stolovy (Spitzer Science Center/Caltech), F. Peißker, J. Lu ESA/Webb CC BY 4.0

Vídeo de Centro da Via Láctea

O player do YouTube só carrega depois que você clica, e sem cookie de rastreio. Vídeo publicado por European Southern Observatory (ESO); o conteúdo é do canal, e não do ValorFinal.

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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

Outros objetos em Sagitário

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Nebulosa da Lagoa

    Crédito NSF–DOE Vera C. Rubin Observatory/NOIRLab/SLAC/AURA NOIRLab CC BY 4.0

  • Nebulosa Ômega

    Crédito NASA, H. Ford (JHU), G. Illingworth (UCSC/LO), M.Clampin (STScI), G. Hartig (STScI), the ACS Science Team, and ESAThe ACS Science Team: H. Ford, G. Illingworth, M. Clampin, G. Hartig, T. Allen, K. Anderson, F. Bartko, N. Benitez, J. Blakeslee, R. Bouwens, T. Broadhurst, R. Brown, C. Burrows, D. Campbell, E. Cheng, N. Cross, P. Feldman, M. Franx, D. Golimowski, C. Gronwall, R. Kimble, J. Krist, M. Lesser, D. Magee, A. Martel, W. J. McCann, G. Meurer, G. Miley, M. Postman, P. Rosati, M. Sirianni, W. Sparks, P. Sullivan, H. Tran, Z. Tsvetanov, R. White, and R. Woodruff. ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Nebulosa da Aranha Vermelha

    Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, J. H. Kastner (Rochester Institute of Technology) ESA/Webb CC BY 4.0

  • Aglomerado Messier 54

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Terzan 5

    Crédito NASA/ESA/Hubble/F. Ferraro ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado Messier 18

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Campo Ultraprofundo do Hubble

    Crédito NASA, ESA, and S. Beckwith (STScI) and the HUDF Team ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Campo COSMOS

    Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, R. Naidu (MIT), Image Processing: J. DePasquale (STScI) ESA/Webb CC BY 4.0

  • Campo Profundo Chandra Sul

    Crédito NASA, ESA, G. Illingworth and D. Magee (University of California, Santa Cruz), K. Whitaker (University of Connecticut), R. Bouwens (Leiden University), P. Oesch (University of Geneva), and the Hubble Legacy Field team. ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Abell 2744, o Aglomerado de Pandora

    Crédito NASA, ESA, ESO, CXC, and D. Coe (STScI)/J. Merten (Heidelberg/Bologna) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado Abell 370

    Crédito NASA, ESA, A. Koekemoer, M. Jauzac, C. Steinhardt, and the BUFFALO team ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado de Coma

    Crédito NASA, ESA, Digitized Sky Survey 2 Acknowledgement: Davide De Martin ESA/Hubble CC BY 4.0

Perguntas frequentes

O que é Sagitário A asterisco?
Sagitário A asterisco é o buraco negro supermassivo situado no centro da Via Láctea, com massa estimada em cerca de quatro milhões de vezes a do Sol. O nome vem da constelação em cuja direção ele aparece no céu, e o asterisco distingue a fonte compacta de rádio das estruturas maiores da mesma região. A existência dele foi estabelecida pelo acompanhamento das órbitas de estrelas que giram em torno de um ponto sem luz.
A Terra corre risco por causa do buraco negro central?
Não. O Sistema Solar está a cerca de 27 mil anos-luz do centro galáctico e orbita a galáxia respondendo à massa combinada de tudo que está mais para dentro, não especificamente ao buraco negro. Um buraco negro não tem poder de sucção especial: a gravidade dele à distância é a mesma que a de qualquer massa equivalente. Se fosse substituído por estrelas de massa igual, nossa órbita não mudaria.
Por que não conseguimos ver o centro da galáxia a olho nu?
Porque a poeira interestelar entre nós e o centro absorve praticamente toda a luz visível ao longo do caminho. Olhando para a direção de Sagitário em céu escuro, o que se vê é a faixa da Via Láctea com regiões escuras cortando-a, e essas manchas são exatamente as nuvens que bloqueiam a visão. Só em infravermelho e em rádio a região se torna acessível.
A que distância fica o centro da Via Láctea?
A distância declarada pelo publicador das imagens deste acervo é de 27 mil anos-luz. O valor é obtido por métodos independentes, entre eles o acompanhamento das órbitas de estrelas em torno do buraco negro central e a medição de estrelas variáveis de brilho conhecido na região. As estimativas modernas convergem para a faixa entre 26 mil e 27 mil anos-luz, com margens de erro de alguns por cento.
Como foi feita a imagem do buraco negro?
Por uma rede de radiotelescópios distribuídos em vários continentes, operando de forma sincronizada para funcionar como um único instrumento do tamanho da Terra. Essa técnica é o que fornece a resolução necessária para enxergar uma estrutura tão pequena a 27 mil anos-luz. O que a imagem mostra não é o buraco negro em si, que não emite luz, e sim o anel de material aquecido em torno dele, com uma região escura central correspondente à sombra.
O que o James Webb acrescentou sobre o centro da Via Láctea?
O Webb trouxe imagens em faixas do infravermelho inacessíveis a telescópios anteriores, com resolução alta. As observações de 2026 sobre a fonte IRS 3 combinaram as câmeras NIRCam e MIRI em filtros que isolam hidrogênio molecular, hidrogênio ionizado, moléculas orgânicas na poeira e a faixa em que grãos de silicato absorvem luz. Esse conjunto permite separar gás, poeira e estrelas num lugar onde tudo se sobrepõe na mesma linha de visada.
Dá para observar alguma coisa do centro galáctico com telescópio amador?
O buraco negro e o aglomerado nuclear estão fora de alcance: são invisíveis em luz visível por causa da poeira, e nenhuma abertura amadora muda isso. A direção, porém, é uma das mais ricas do céu. A região de Sagitário concentra nuvens estelares densas, aglomerados e nebulosas brilhantes ao alcance de instrumentos modestos, e do Brasil ela passa alto no céu do inverno, em condições muito melhores que as do hemisfério norte.

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Centro da Via Láctea. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/centro-da-via-lactea. Consultado em: 23/08/2026.