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Estrela supergigante azul

Eta Carinae

Uma estrela que quase se destruiu numa erupção observada em 1843, e que deve terminar como supernova.

Eta Carinae, estrela supergigante azul registrada pelo MPG/ESO 2.2-metre telescope
“Panoramic view of the WR 22 and Eta Carinae regions of the Carina Nebula*”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito ESO CC BY 4.0

Tipo
Estrela supergigante azulSIMBAD: s*b
Distância
7.500 anos-luz
Constelação
QuilhaCar
Tamanho no céu
Observado por
MPG/ESO 2.2-metre telescope, Very Large Telescope Interferometer, Hubble Space Telescope
Imagem publicada
junho de 2013
Original do acervo
14.576 × 7.100 px103 megapixels

Eta Carinae é uma das estrelas mais massivas e mais instáveis conhecidas na Via Láctea. Na verdade são duas, orbitando uma à outra, e a principal tem algo em torno de cem vezes a massa do Sol.

Entre 1837 e 1856 ela passou por um evento que ficou conhecido como a Grande Erupção. O brilho aumentou tanto que ela chegou a ser a segunda estrela mais brilhante do céu, atrás apenas de Sirius, e depois desapareceu da vista a olho nu. Não foi uma supernova: a estrela sobreviveu. O que ela fez foi expelir uma quantidade de material equivalente a várias vezes a massa do Sol, num evento que teria destruído qualquer estrela menor.

Esse material forma hoje a Nebulosa do Homúnculo, dois lóbulos de gás em expansão de cada lado da estrela, com um disco fino no meio. É um dos objetos mais estudados do céu do sul, e o Hubble o acompanha há décadas para medir a expansão.

Eta Carinae é uma das candidatas mais prováveis a supernova na nossa vizinhança. Quando isso acontecer, será visível durante o dia. Não há como prever quando: pode ser amanhã ou daqui a um milhão de anos.

O que reparar nesta imagem

  • Os dois lóbulosMaterial ejetado na erupção de 1843, ainda se expandindo a centenas de quilômetros por segundo.
  • O disco entre elesMaterial que saiu pelo equador da estrela, mais lento e mais fino que o dos polos.
  • A própria estrelaNo meio, escondida no gás que ela mesma expeliu. Praticamente toda a luz que vemos foi reprocessada por esse material.

Que tamanho é isso, de verdade

Este recorte do céu é cerca de 1,9 vezes mais largo que a Lua cheia. O recorte fotografado mede 58 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

A luz desta imagem levou 7.500 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da época em que a escrita foi inventada na Mesopotâmia.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 33° de altura, na direção SO.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 54 graus acima do horizonte.

Este é um dos poucos objetos do acervo que dá para encontrar a olho nu, em céu escuro. O que você vai ver é bem mais pálido e menor que a imagem: telescópios acumulam luz por horas, e o olho não.

Uma coisa que quase ninguém sabe

A Grande Erupção liberou quase tanta energia quanto uma supernova, mas a estrela não morreu. Eventos assim são chamados de supernovas impostoras, e Eta Carinae é o exemplo de referência.

Outras imagens deste objeto

Eta Carinae, estrela supergigante azul registrada pelo Very Large Telescope Interferometer
Very Large Telescope Interferometer, instrumento AMBER.

Crédito ESO CC BY 4.0

Eta Carinae, estrela supergigante azul registrada pelo Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento ACS.

Crédito ESA/Hubble & NASA ESA/Hubble CC BY 4.0

Eta Carinae, estrela supergigante azul registrada pelo Very Large Telescope
Very Large Telescope, instrumento NACO.

Crédito ESO CC BY 4.0

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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Nebulosa de Carina

    Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of California, Berkeley), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Nebulosa NGC 3603

    Crédito NASA, ESA and the Hubble Heritage (STScI/AURA)-ESA/Hubble Collaboration ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Westerlund 2

    Crédito NASA, ESA, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA), A. Nota (ESA/STScI), and the Westerlund 2 Science Team The original observations of Westerlund 2 were obtained by the science team: Antonella Nota (ESA/STScI), Elena Sabbi (STScI), Eva Grebel and Peter Zeidler (Astronomisches Rechen-Institut Heidelberg), Monica Tosi (INAF, Osservatorio Astronomico di Bologna), Alceste Bonanos (National Observatory of Athens, Astronomical Institute), Carol Christian (STScI/AURA) and Selma de Mink (University of Amsterdam). Follow-up observations were made by the Hubble Heritage team: Zoltan Levay (STScI), Max Mutchler, Jennifer Mack, Lisa Frattare, Shelly Meyett, Mario Livio, Carol Christian (STScI/AURA), and Keith Noll (NASA/GSFC). ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado NGC 3293

    Crédito ESO/G. Beccari ESO CC BY 4.0

  • Aglomerado NGC 3532

    Crédito ESO/G. Beccari ESO CC BY 4.0

  • AG Carinae

    Crédito NASA, ESA and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Betelgeuse

    Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/E. O’Gorman/P. Kervella ESO CC BY 4.0

  • Fomalhaut

    Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/L. Matrà/M. A. MacGregor ESO CC BY 4.0

  • Beta Pictoris

    Crédito ESO/A.-M. Lagrange ESO CC BY 4.0

  • V838 Monocerotis

    Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (AURA/STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • R Sculptoris

    Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/M. Maercker et al. ESO CC BY 4.0

Perguntas frequentes

Eta Carinae vai explodir?

Quase certamente sim, mas ninguém sabe quando. Ela é massiva demais para terminar de outra forma. As estimativas variam de imediato a alguns milhões de anos, o que em termos práticos significa que não dá para prever.

A explosão dela seria perigosa para a Terra?

Não. Ela está a milhares de anos-luz, distância suficiente para que os efeitos na Terra sejam apenas visuais. Ela ficaria visível durante o dia por semanas.

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Eta Carinae. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/eta-carinae. Consultado em: 23/08/2026.