Estrela supergigante azul
Eta Carinae
Um sistema estelar instável na Quilha que quase explodiu em 1843 e hoje está envolto na nuvem que expeliu naquele episódio.

Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of Arizona, Tucson), and J. Morse (BoldlyGo Institute, New York) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Tipo
- Estrela supergigante azulSIMBAD: s*b
- Distância
- 7.500 anos-luzdeclarada pelo publicador da imagem, em 2019
- Constelação
- QuilhaCar
- Observado por
- Hubble Space Telescope, MPG/ESO 2.2-metre telescope, Very Large Telescope Interferometer
- Imagem publicada
- julho de 2019
- Original do acervo
- 1.779 × 1.805 px3 megapixels
Eta Carinae fica na constelação da Quilha, nas coordenadas AR 161,26 graus e Dec -59,68 graus, a cerca de 7.500 anos-luz, dentro da Nebulosa de Carina. Não é uma estrela: são pelo menos duas, orbitando uma à outra num período de cerca de cinco anos e meio, e a maior delas está entre os objetos mais massivos e mais luminosos conhecidos da Via Láctea.
Entre 1837 e 1856 esse sistema passou pelo episódio conhecido como a Grande Erupção. O brilho aumentou tanto que, em 1843, Eta Carinae chegou a ser a segunda estrela mais brilhante do céu, atrás apenas de Sirius. Depois o brilho caiu, e por décadas ela quase sumiu da vista.
A estrela não morreu naquele evento. O que ela fez foi expelir uma quantidade enorme de matéria, que hoje forma a nuvem bipolar apelidada de Homúnculo. Essa nuvem explica por que o objeto escureceu: a poeira da erupção absorve boa parte da luz antes que ela chegue até nós. O acervo reúne doze imagens do sistema, a mais antiga de 1991 e a mais recente já com telescópios que resolvem a região onde os ventos das duas estrelas colidem.
O que foi a Grande Erupção de 1843
Foi um evento sem paralelo direto na astronomia moderna. Uma estrela liberou, em poucos anos, energia comparável à de uma supernova fraca, e sobreviveu. Esse tipo de fenômeno recebeu o nome de supernova impostora, porque imita uma explosão sem destruir a estrela.
O mecanismo não está resolvido. Uma linha de explicação envolve instabilidade numa estrela tão massiva que a pressão da própria radiação quase vence a gravidade. Outra atribui o episódio a uma interação violenta entre as duas estrelas na passagem mais próxima da órbita. As duas hipóteses podem ser parcialmente verdadeiras, e nenhuma delas prevê quando o próximo episódio ocorreria.
O registro histórico tem valor científico direto. Navegadores e astrônomos do hemisfério sul anotaram o brilho de Eta Carinae ano a ano durante o século 19, e essa série de estimativas visuais é hoje a única medida disponível da curva de luz do evento. Poucos fenômenos violentos da Via Láctea têm documentação contemporânea desse tipo.
Por que uma estrela tão massiva é instável
Estrelas se sustentam pelo equilíbrio entre a gravidade, que puxa para dentro, e a pressão da fusão nuclear, que empurra para fora. Em estrelas de massa muito alta, a pressão de radiação cresce desproporcionalmente, porque a luminosidade aumenta muito mais rápido que a massa.
Existe um limite prático a partir do qual a pressão da radiação sobre as camadas externas fica próxima da gravidade que as segura, e uma perturbação pequena basta para arrancar material. Por isso estrelas assim vivem pouco: o Sol tem expectativa de dez bilhões de anos, e objetos com dezenas de massas solares queimam o combustível em poucos milhões.
A companheira complica o quadro. As duas estrelas do sistema sopram ventos intensos que colidem numa região entre elas, e essa colisão produz emissão em raios X que varia ao longo da órbita de cinco anos e meio. Na passagem mais próxima, o vento da estrela maior chega a envolver a menor, e o sistema inteiro muda de comportamento por algumas semanas. Acompanhar esses ciclos é a maneira de estudar as duas separadamente, já que nenhuma imagem as separa.
Como se observa uma estrela envolta na própria poeira
Em luz visível comum se vê sobretudo o Homúnculo, não a estrela. Uma saída é a interferometria, usada na imagem feita com o instrumento AMBER: a luz coletada por telescópios separados é combinada de modo que o conjunto se comporte como um instrumento muito maior. Assim se chegou perto o bastante para examinar a zona onde os ventos das duas estrelas colidem.
Outra saída é mudar de comprimento de onda. A imagem do Hubble de 2019 usa filtros em 280 nanômetros, na linha do magnésio ionizado, em 336 e em 658, na linha do nitrogênio ionizado. O ultravioleta é útil justamente porque o gás em volta da estrela emite ali, o que permite mapear material que a luz visível não destaca. A imagem de 2012, com a câmera ACS, empilha quatro filtros ultravioleta antes de chegar ao visível.
O arquivo público do MAST registra 4.382 produtos de observação do Hubble e 708 do James Webb num raio de 0,02 grau em torno destas coordenadas. Produto de observação não é noite de telescópio, e sim arquivo processado, mas o volume indica o tamanho do esforço: poucas estrelas isoladas receberam tanta atenção instrumental.
O eco de luz que trouxe 1843 de volta
O acervo guarda duas imagens de campo próximo, uma de março de 2003 e outra de maio de 2010, identificadas como a região do eco de luz de Eta Carinae e o clareamento desse eco. Elas registram um fenômeno que parece impossível: parte da luz emitida durante a Grande Erupção chegando até nós mais de um século e meio depois do evento.
A explicação é geométrica. A luz que veio direto da estrela para a Terra chegou no século 19 e foi vista pelos observadores da época. Outra parte partiu em direções diferentes, bateu em nuvens de poeira dos arredores e foi refletida para cá. Esse caminho é mais longo, e quanto maior o desvio, mais tarde a luz chega. Décadas depois, aquelas nuvens vão clareando uma após a outra, e cada uma devolve um pedaço do evento original.
O valor disso é enorme. Em 1843 ninguém tinha como registrar o espectro da erupção, porque a técnica ainda não existia na forma moderna. A luz refletida, ao chegar agora, pode ser decomposta com instrumentos atuais, o que permite medir temperatura e velocidade do material expelido num episódio que aconteceu antes de a astrofísica ser capaz de medi-lo. É a coisa mais próxima de observar o passado que a astronomia consegue fazer.
Eta Carinae vai explodir
A expectativa é que sim. Uma estrela com essa massa termina a vida em colapso do núcleo, produzindo uma supernova ou um evento ainda mais energético. A imagem do Hubble de 2012 foi divulgada como prévia de uma supernova futura, e a descrição é justa.
Não há como prever a data. A escala pode ser de séculos ou de centenas de milhares de anos, porque nada no que se observa hoje indica em que estágio da queima nuclear o núcleo se encontra. Vale lembrar que a luz que vemos partiu de lá há cerca de 7.500 anos: o evento pode já ter ocorrido sem que tenhamos como saber.
Uma medida sobreviveu à Grande Erupção e continua útil. Imagens do Hubble separadas por anos mostram o Homúnculo se expandindo, e uma das primeiras divulgações do acervo, de 1996, trata exatamente disso. Medindo a velocidade de expansão e o tamanho atual da nuvem, é possível voltar no tempo até o instante em que todo aquele material estava concentrado na estrela. A conta cai na década de 1840, o que confirma, por geometria, o que os registros visuais da época já diziam.
Os números deste objeto
| Identificação principal | eta CarSIMBAD |
|---|---|
| Classificação | sistema estelar binárioSIMBAD |
| Constelação | Quilha (Car) |
| Coordenadas J2000 | AR 161,2648 graus, Dec -59,6844 graus |
| Distância | 7.500 anos-luzdeclarada pelo publicador das imagens |
| Desvio | 0,00008 negativo, cerca de 24 km/s de aproximaçãoSIMBAD |
| Grande Erupção | 1837 a 1856, com pico em 1843 |
| Região | Nebulosa de Carina, NGC 3372 |
| Outra designação | IRAS 10431-5925 |
| Imagens no acervo | 12 |
O que reparar nesta imagem
- Os dois lobos do HomúnculoAs duas bolhas opostas com uma cintura no meio são o material expelido no século 19, ainda em expansão a centenas de quilômetros por segundo.
- A cintura equatorialO disco fino que separa os lobos indica que a ejeção foi bloqueada no plano equatorial e canalizada para os polos.
- O entorno na Nebulosa de CarinaEm campo largo, o sistema aparece imerso numa região gigantesca de gás e poeira com muitas outras estrelas massivas.
- O eco de luz nas imagens de 2003 e 2010Manchas do entorno que clareiam de um ano para outro. Não é a estrela mudando: é luz da erupção do século 19 refletida por nuvens de poeira, chegando com atraso.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulultravioleta · WFC3 · Mg II280 nminvisível ao olho
- Verdeluz visível · WFC3 · u336 nminvisível ao olho
- Vermelholuz visível · WFC3 · NII658 nmolho enxerga
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 46 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 40 segundos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
A luz desta imagem levou 7.500 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da época em que a escrita foi inventada na Mesopotâmia.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 54° de altura daqui.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 54 graus acima do horizonte.
Este é um dos poucos objetos do acervo que dá para encontrar a olho nu, em céu escuro. O que você vai ver é bem mais pálido e menor que a imagem: telescópios acumulam luz por horas, e o olho não.
Quanto já se olhou para aqui
- 4.382registros do Hubble
- 708registros do James Webb
Contagem de observações arquivadas no Mikulski Archive for Space Telescopes, o repositório público operado pelo Space Telescope Science Institute, para uma busca num raio de 1,2 minutos de arco em torno da coordenada deste objeto. Um registro é um produto de observação, e não uma noite de telescópio nem uma fotografia: uma única campanha científica costuma render dezenas deles. O número serve para comparar a atenção que cada objeto recebeu, não para contar fotos.
O que ainda não se sabe
A causa da Grande Erupção continua sem explicação unânime, disputada entre modelos de instabilidade em estrela única e de interação entre as duas estrelas. Também seguem em aberto a massa de cada componente, já que nenhuma imagem separa as duas, e o desfecho final, que pode ser uma supernova comum, um evento mais energético ou um colapso direto sem explosão visível. E como a luz que chega hoje partiu há cerca de 7.500 anos, nada do que se observa informa sobre o estado atual do sistema.
Divulgação que só conta o que já está resolvido dá a impressão errada de que a astronomia acabou. Ela não acabou, e este bloco existe para separar o que está estabelecido do que continua em disputa entre pesquisadores.
Uma coisa que quase ninguém sabe
O metadado desta entrada registra como designação alternativa IRAS 10431-5925, um nome vindo de um levantamento infravermelho que catalogou o céu por coordenadas. A presença dela na lista não é acaso: a poeira do Homúnculo absorve a luz da estrela e a reemite em infravermelho, o que faz de Eta Carinae uma das fontes mais notáveis do céu nessa faixa, apesar de aparecer discreta a olho nu.
Outras imagens deste objeto

Crédito ESA/Hubble & NASA ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito Jon Morse (University of Colorado), Kris Davidson (University of Minnesota), and NASA/ESA ESA/Hubble CC BY 4.0


Crédito J. Hester/Caltech & NASA/ESA ESA/Hubble CC BY 4.0


Crédito NOAO, AURA, NSF, and N. Smith (University of Arizona) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito J. Hester/Arizona state University, NASA/ESA ESA/Hubble CC BY 4.0


Crédito Jon Morse (University of Colorado), and NASA/ESA ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NOAO, AURA, NSF, and N. Smith (University of Arizona) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, NOAO, and A. Rest (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0
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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Nebulosa de Carina
Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of California, Berkeley), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Nebulosa NGC 3603
- Westerlund 2
Crédito NASA, ESA, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA), A. Nota (ESA/STScI), and the Westerlund 2 Science Team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado NGC 3293
- Aglomerado NGC 3532
Crédito ESO/Digitized Sky Survey 2. Acknowledgement: Davide De Martin ESO CC BY 4.0
- AG Carinae
Crédito ESA/Hubble and NASA, A. Nota, C. Britt ESA/Hubble CC BY 4.0
- Betelgeuse
Crédito ESO/Digitized Sky Survey 2. Acknowledgment: Davide De Martin. ESA/Hubble CC BY 4.0
- Fomalhaut
Crédito NASA, ESA, P. Kalas (UC Berkeley), J. DePasquale (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Beta Pictoris
Crédito NASA, ESA, D. Golimowski (Johns Hopkins University), D. Ardila (IPAC), J. Krist (JPL), M. Clampin (GSFC), H. Ford (JHU), and G. Illingworth (UCO/Lick) and the ACS Science Team ESA/Hubble CC BY 4.0
- V838 Monocerotis
Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (AURA/STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0
- R Sculptoris
Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/M. Maercker et al. ESO CC BY 4.0
Perguntas frequentes
- Eta Carinae é uma estrela só?
- Não. Eta Carinae é um sistema com pelo menos duas estrelas, orbitando uma à outra num período de cerca de cinco anos e meio. A componente principal é extremamente massiva e luminosa, e a companheira também é uma estrela quente e de grande porte. A confirmação veio da observação de variações regulares na emissão do sistema, especialmente em raios X, sincronizadas com o período orbital.
- Por que Eta Carinae ficou tão brilhante em 1843?
- Porque passou por um episódio eruptivo em que expeliu uma quantidade enorme de matéria em poucos anos, liberando energia comparável à de uma supernova fraca sem se destruir. Esse tipo de evento é chamado de supernova impostora. O brilho observado da Terra chegou a tornar Eta Carinae a segunda estrela mais brilhante do céu, e depois caiu quando a poeira formada na ejeção passou a bloquear a luz.
- Eta Carinae oferece perigo para a Terra?
- Não. A distância declarada é de cerca de 7.500 anos-luz, muito além da faixa em que uma supernova poderia afetar a biosfera terrestre. As estimativas de risco costumam considerar distâncias de algumas dezenas de anos-luz para efeitos biológicos relevantes. Se Eta Carinae explodir, o efeito visível daqui será um ponto muito brilhante no céu, sem consequência física para o planeta.
- Dá para ver Eta Carinae do Brasil?
- A constelação da Quilha é bem posicionada para observadores do hemisfério sul, e a Nebulosa de Carina é visível a olho nu em céu escuro como uma mancha difusa na Via Láctea. A estrela em si está hoje muito mais fraca que no século 19, porque a poeira expelida na Grande Erupção absorve boa parte da luz. Um telescópio pequeno já mostra a região, e o Homúnculo exige bastante aumento.
- O que é a Nebulosa do Homúnculo?
- A Nebulosa do Homúnculo é a nuvem bipolar de gás e poeira que envolve Eta Carinae, formada pelo material expelido durante a Grande Erupção do século 19. Ela tem o formato de duas bolhas opostas separadas por uma cintura estreita e continua se expandindo a centenas de quilômetros por segundo. É um dos raros casos em que se observa diretamente material ejetado por um evento datado historicamente.
- O que é um eco de luz e por que ele aparece aqui?
- Eco de luz é a luz de um evento que não veio direto até nós: partiu em outra direção, refletiu em nuvens de poeira e chegou depois, porque percorreu um caminho mais longo. Em Eta Carinae, duas imagens do acervo, de 2003 e de 2010, mostram esse efeito. A luz da Grande Erupção de 1843 continua chegando refletida mais de um século e meio depois, o que permite analisar com instrumentos atuais um evento que a técnica da época não conseguia medir.
- Como se sabe que o Homúnculo foi expelido no século 19?
- Por medida direta de expansão. Imagens do Hubble separadas por anos mostram a nuvem crescendo, e uma das divulgações do acervo, de 1996, trata exatamente disso. Conhecendo a velocidade de expansão e o tamanho atual, dá para calcular quando todo aquele material estava concentrado na estrela. A conta aponta para a década de 1840, coincidindo com a Grande Erupção registrada por observadores da época.
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Eta Carinae. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/eta-carinae. Consultado em: 23/08/2026.










