Estrela de carbono
R Sculptoris
Uma estrela moribunda que expeliu material em espiral, desenhando a órbita de uma companheira invisível.

Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/M. Maercker et al. ESO CC BY 4.0
- Tipo
- Estrela de carbonoSIMBAD: C*
- Distância
- 1.500 anos-luz
- Constelação
- EscultorScl
- Tamanho no céu
- Observado por
- Atacama Large Millimeter/submillimeter Array, Very Large Telescope Interferometer, Hubble Space Telescope
- Imagem publicada
- outubro de 2012
- Original do acervo
- 3.600 × 2.250 px8 megapixels
R Sculptoris é uma gigante vermelha no fim da vida, do tipo que perde massa continuamente por um vento estelar. Observações feitas com o conjunto ALMA, no Chile, revelaram algo inesperado no material em volta: uma espiral.
Vento estelar deveria sair em cascas esféricas. Uma espiral só aparece se a estrela estiver orbitando algo, porque o movimento orbital enrola o material que está sendo expelido, do mesmo jeito que um aspersor giratório desenha espirais na água.
A companheira nunca foi vista diretamente. Ela foi inferida inteiramente a partir da forma do gás, o que é um exemplo elegante de como estruturas revelam o que não se enxerga.
As camadas da espiral também guardam um registro temporal: elas mostram que a estrela passou por um pulso térmico, um evento de queima intensa, cerca de 1.800 anos atrás.
O que reparar nesta imagem
- A espiral de gásCada volta corresponde a uma órbita da companheira invisível em torno da estrela.
- A casca externaMaterial expelido num pulso térmico há cerca de 1.800 anos, que envolve toda a espiral.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Pseudocolorondas milimétricas · ALMA Band 7870 µminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESO junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
A luz desta imagem levou 1.500 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da chegada das primeiras naus portuguesas ao litoral brasileiro.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 81° de altura daqui.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 81 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
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Crédito ESA/Hubble & NASA ESA/Hubble CC BY 4.0
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Créditos das imagens desta página
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- Galáxia do Escultor
- Galáxia NGC 300
- Abell 2744, o Aglomerado de Pandora
Crédito NASA, ESA, and J. Lotz, M. Mountain, A. Koekemoer, and the HFF Team (STScI). ESA/Hubble CC BY 4.0
- Eta Carinae
- Betelgeuse
Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/E. O’Gorman/P. Kervella ESO CC BY 4.0
- Fomalhaut
Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/L. Matrà/M. A. MacGregor ESO CC BY 4.0
- Beta Pictoris
- V838 Monocerotis
Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (AURA/STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0
- AG Carinae
Crédito NASA, ESA and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. R Sculptoris. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/r-sculptoris. Consultado em: 23/08/2026.








