Estrela supergigante vermelha
Betelgeuse
A supergigante vermelha no ombro de Órion, que escureceu em 2019 e gerou boato de supernova iminente.

Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/E. O’Gorman/P. Kervella ESO CC BY 4.0
- Tipo
- Estrela supergigante vermelhaSIMBAD: s*r
- Distância
- 600 anos-luz
- Constelação
- ÓrionOri
- Tamanho no céu
- Observado por
- Atacama Large Millimeter/submillimeter Array, Very Large Telescope
- Imagem publicada
- junho de 2017
- Original do acervo
- 4.000 × 4.000 px16 megapixels
Betelgeuse é a estrela alaranjada no ombro de Órion, uma das mais brilhantes do céu e uma das poucas grandes e próximas o bastante para ter o disco resolvido por telescópios. Ela é uma supergigante vermelha: se estivesse no lugar do Sol, a superfície dela ultrapassaria a órbita de Marte.
No fim de 2019 e começo de 2020 ela escureceu de forma dramática, perdendo mais de metade do brilho. A imprensa do mundo inteiro especulou que estaria prestes a explodir. As observações que se seguiram contaram outra história: a estrela havia expelido uma quantidade grande de material da superfície, esse material esfriou e virou poeira, e a nuvem de poeira passou na frente dela.
Ela vai explodir como supernova em algum momento, isso é certo. Mas escala de tempo estelar não é escala humana: pode ser em cem mil anos. Quando acontecer, será visível durante o dia e projetará sombras à noite.
O que reparar nesta imagem
- O disco resolvidoPoucas estrelas além do Sol têm o disco visível como algo além de um ponto. Betelgeuse é uma delas.
- A assimetria da superfícieAs imagens mostram manchas de brilho desigual. São células de convecção gigantescas, cada uma do tamanho da órbita da Terra.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Laranjaondas milimétricas · Band 7 · 338 GHz890 µminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESO junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 1292 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 1,4 segundos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
A luz desta imagem levou 600 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da chegada das primeiras naus portuguesas ao litoral brasileiro.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 59° de altura daqui.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 59 graus acima do horizonte.
Este é um dos poucos objetos do acervo que dá para encontrar a olho nu, em céu escuro. O que você vai ver é bem mais pálido e menor que a imagem: telescópios acumulam luz por horas, e o olho não.
Uma coisa que quase ninguém sabe
A distância de Betelgeuse é mal conhecida, com estimativas entre 500 e 700 anos-luz. Isso significa que, se ela explodisse hoje, a luz poderia levar séculos para chegar. Ou pode já ter explodido.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Nebulosa de Órion
Crédito NASA, ESA, M. Robberto ( Space Telescope Science Institute/ESA) and the Hubble Space Telescope Orion Treasury Project Team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Nebulosa Cabeça de Cavalo
- Eta Carinae
- Fomalhaut
Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/L. Matrà/M. A. MacGregor ESO CC BY 4.0
- Beta Pictoris
- V838 Monocerotis
Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (AURA/STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0
- AG Carinae
Crédito NASA, ESA and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0
- R Sculptoris
Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/M. Maercker et al. ESO CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Betelgeuse. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/betelgeuse. Consultado em: 23/08/2026.







