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Aglomerado aberto

Aglomerado NGC 3293

Um aglomerado jovem na Quilha onde a diferença de destino entre estrelas de massas diferentes já é visível.

Aglomerado NGC 3293, aglomerado aberto registrada pelo MPG/ESO 2.2-metre telescope
“The star cluster NGC 3293”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito ESO/G. Beccari ESO CC BY 4.0

Tipo
Aglomerado abertoSIMBAD: OpC
Distância
8.000 anos-luz
Constelação
QuilhaCar
Tamanho no céu
13 minutos de arco
Observado por
MPG/ESO 2.2-metre telescope
Imagem publicada
julho de 2014
Original do acervo
8.682 × 8.436 px73 megapixels

NGC 3293 é um aglomerado aberto jovem na constelação da Quilha, com cerca de dez milhões de anos. É um dos mais bonitos do céu do sul e fica na mesma região da Nebulosa de Carina.

A maioria das estrelas ainda é azul e quente, mas uma delas já virou supergigante vermelha. Todas nasceram juntas, da mesma nuvem, com a mesma composição. A única diferença é a massa inicial, e ela é suficiente para separar destinos: a mais massiva já está no fim da vida enquanto as outras mal começaram.

Por isso aglomerados abertos jovens são ferramentas didáticas tão boas. Eles são um experimento controlado que a natureza montou sozinha.

Ele fica perto da Nebulosa de Carina, no céu do sul, e provavelmente nasceu do mesmo complexo de nuvens. Regiões assim produzem aglomerados em sequência ao longo de milhões de anos, o que permite comparar grupos de idades diferentes originados do mesmo material. É o mais perto que se chega de um experimento controlado em astronomia.

O que reparar nesta imagem

  • A estrela vermelha destoanteMesma idade das azuis, destino diferente. A massa inicial decidiu.
  • O gás remanescenteRestos da nuvem que formou o aglomerado, ainda não completamente dissipados.

Que tamanho é isso, de verdade

Este recorte do céu tem quase o mesmo tamanho aparente da Lua cheia. O recorte fotografado mede 34 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 30,3 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.

A luz desta imagem levou 8.000 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da época em que a escrita foi inventada na Mesopotâmia.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 32° de altura, na direção SO.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 55 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Baixar esta imagem

A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Nebulosa de Carina

    Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of California, Berkeley), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Nebulosa NGC 3603

    Crédito NASA, ESA and the Hubble Heritage (STScI/AURA)-ESA/Hubble Collaboration ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Westerlund 2

    Crédito NASA, ESA, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA), A. Nota (ESA/STScI), and the Westerlund 2 Science Team The original observations of Westerlund 2 were obtained by the science team: Antonella Nota (ESA/STScI), Elena Sabbi (STScI), Eva Grebel and Peter Zeidler (Astronomisches Rechen-Institut Heidelberg), Monica Tosi (INAF, Osservatorio Astronomico di Bologna), Alceste Bonanos (National Observatory of Athens, Astronomical Institute), Carol Christian (STScI/AURA) and Selma de Mink (University of Amsterdam). Follow-up observations were made by the Hubble Heritage team: Zoltan Levay (STScI), Max Mutchler, Jennifer Mack, Lisa Frattare, Shelly Meyett, Mario Livio, Carol Christian (STScI/AURA), and Keith Noll (NASA/GSFC). ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado NGC 3532

    Crédito ESO/G. Beccari ESO CC BY 4.0

  • Eta Carinae

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • AG Carinae

    Crédito NASA, ESA and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Caixa de Joias

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Westerlund 1

    Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, M. Zamani (ESA/Webb), M. G. Guarcello (INAF-OAPA) and the EWOCS team ESA/Webb CC BY 4.0

  • Aglomerado NGC 6604

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Aglomerado Messier 18

    Crédito ESO CC BY 4.0

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Aglomerado NGC 3293. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/aglomerado-ngc-3293. Consultado em: 23/08/2026.