Estrela de movimento próprio alto
Beta Pictoris
A primeira estrela em que se fotografou um disco de detritos, e um dos primeiros sistemas com planeta observado diretamente.

- Tipo
- Estrela de movimento próprio altoSIMBAD: PM*
- Distância
- 70 anos-luz
- Constelação
- Cavalete do PintorPic
- Tamanho no céu
- Observado por
- Very Large Telescope, ESO 3.6-metre telescope
- Imagem publicada
- outubro de 2014
- Original do acervo
- 3.000 × 1.929 px6 megapixels
Beta Pictoris é uma estrela jovem, com talvez vinte milhões de anos, e ficou famosa em 1984 por ser a primeira em que se conseguiu fotografar diretamente um disco de detritos. Foi uma confirmação visual de algo que até então era só teoria: sistemas planetários se formam a partir de discos em volta de estrelas jovens.
Décadas depois, telescópios do ESO no Chile conseguiram observar diretamente um planeta orbitando dentro desse disco. Fotografar planetas fora do Sistema Solar é extremamente difícil, porque a estrela é bilhões de vezes mais brilhante, e este foi um dos primeiros casos bem-sucedidos.
O disco é visto quase exatamente de perfil, o que ajuda: ele aparece como uma linha fina atravessando o campo, e as distorções nessa linha são pistas sobre os corpos que a perturbam.
O que reparar nesta imagem
- O disco visto de perfilUma linha fina de poeira atravessando a imagem, com a estrela mascarada no meio.
- A deformação do discoEle não é perfeitamente plano, e a inclinação de parte dele denuncia a presença de planetas.
Que tamanho é isso, de verdade
A luz desta imagem levou 70 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era há poucos anos.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 62° de altura daqui.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 62 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
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Créditos das imagens desta página
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- Eta Carinae
- Betelgeuse
Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/E. O’Gorman/P. Kervella ESO CC BY 4.0
- Fomalhaut
Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/L. Matrà/M. A. MacGregor ESO CC BY 4.0
- V838 Monocerotis
Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (AURA/STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0
- AG Carinae
Crédito NASA, ESA and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0
- R Sculptoris
Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/M. Maercker et al. ESO CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Beta Pictoris. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/beta-pictoris. Consultado em: 23/08/2026.





