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ObservatórioAstronomia

Aglomerado aberto

Westerlund 2

Um aglomerado jovem e compacto na Quilha, com algumas das estrelas mais massivas já pesadas da Via Láctea, escondido atrás da poeira do disco galáctico.

Westerlund 2, aglomerado aberto, em imagem do Hubble Space Telescope
"The star cluster Westerlund 2", como o acervo nomeou esta imagem.Esta imagem mostra a cintilante peça central do tributo aos 25 anos do Hubble. Westerlund 2 é um aglomerado gigante de cerca de 3000 estrelas, a 20.000 anos-luz de distância, na constelação de Carina. A câmera de imagem no infravermelho próximo do Hubble atravessa o véu de poeira que envolve o berçário estelar, dando aos astrônomos uma visão clara da densa concentração de estrelas no aglomerado central.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA), A. Nota (ESA/STScI), and the Westerlund 2 Science Team ESA/Hubble CC BY 4.0

Tipo
Aglomerado abertoSIMBAD: OpC
Distância
20.000 anos-luzdeclarada pelo publicador da imagem, em 2025
Constelação
QuilhaCar
Tamanho no céu
2,4 minutos de arcoextensão catalogada no SIMBAD
Observado por
Hubble Space Telescope, James Webb Space Telescope, Digitized Sky Survey 2
Imagem publicada
abril de 2015
Original do acervo
3.000 × 2.000 px6 megapixels
Dois telescópios, o mesmo objeto

Veja Westerlund 2 pelo Hubble e pelo James Webb

Os dois fotografaram este objeto, e o resultado não é a mesma imagem em qualidade diferente. O Hubble registra sobretudo a luz que o olho enxerga; o Webb enxerga infravermelho, que atravessa a poeira e mostra o que estava escondido atrás dela. Arraste a divisória e veja a poeira sumir.

Comparar as duas imagens
Westerlund 2, em imagem do Hubble
Hubble

Crédito NASA, ESA, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA), A. Nota (ESA/STScI), and the Westerlund 2 Science Team ESA/Webb CC BY 4.0

Westerlund 2, em imagem do James Webb
James Webb

Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, V. Almendros-Abad, M. Guarcello, K. Monsch, and the EWOCS team. ESA/Webb CC BY 4.0

Westerlund 2 é um aglomerado aberto na constelação da Quilha, a cerca de 20 mil anos-luz da Terra segundo a distância declarada pelo publicador das imagens. No SIMBAD ele aparece como Cl Westerlund 2, e nos metadados das fotos surgem também os nomes Gum 29 e RCW 49, que na verdade se referem à nuvem de gás em volta, e WR 20a, que é uma estrela específica dentro dele. Essa mistura de nomes é comum em regiões de formação estelar: o aglomerado, a nebulosa e as estrelas notáveis costumam ter catálogos próprios.

O tamanho aparente registrado é de 2,4 minutos de arco, menos de um décimo da largura da Lua cheia. Combinando esse ângulo com a distância declarada, o núcleo do aglomerado tem algo em torno de 14 anos-luz de extensão. Dentro desse espaço apertado se aglomeram milhares de estrelas, incluindo dezenas de estrelas muito quentes e massivas. Para efeito de comparação, 14 anos-luz é pouco mais que o triplo da distância entre o Sol e a estrela mais próxima dele.

A idade estimada para Westerlund 2 é de cerca de um a dois milhões de anos, o que em termos estelares é praticamente agora. As estrelas mais massivas do aglomerado ainda estão na primeira fase da vida, queimando hidrogênio, e já estão dissolvendo a nuvem que as gerou. É esse conjunto de circunstâncias que faz do objeto um laboratório: dá para ver, no mesmo campo, estrelas gigantes prontas e material que ainda não virou estrela nenhuma.

Por que este aglomerado é tão difícil de ver?

As coordenadas J2000 são ascensão reta de 155,99 graus e declinação de menos 57,76 graus. Essa declinação coloca Westerlund 2 bem dentro da faixa da Via Láctea vista do hemisfério sul, na mesma região do céu que abriga a Nebulosa de Carina. Estar no plano da galáxia significa estar atrás de um caminho longo de gás e poeira, e a poeira absorve e espalha luz visível com muita eficiência.

O efeito é forte o bastante para mudar a estratégia de observação. Nas imagens do Hubble presentes no acervo, os filtros usados são 555 nanômetros no verde visível, 814 nanômetros já no limite do vermelho e 1.250 nanômetros no infravermelho próximo. Esse último filtro não existe por capricho: ele é o que permite enxergar através de parte da poeira e alcançar estrelas que a luz visível não entrega.

A imagem do Webb divulgada em 2025 leva o mesmo raciocínio adiante, com filtros que vão de 1.150 a 11.300 nanômetros. Quanto mais longo o comprimento de onda, mais transparente a poeira se torna, e mais fundo dentro do aglomerado a observação chega. É por isso que o mesmo campo de 2,1 por 2,1 minutos de arco, fotografado por Hubble e por Webb no mesmo dia de divulgação, produz duas imagens com contagens de estrelas bem diferentes.

O que torna Westerlund 2 excepcional?

A raridade não está no número de estrelas, e sim no tipo delas. Estrelas de altíssima massa são pouco frequentes porque nascem em menor quantidade e vivem pouco, na casa de poucos milhões de anos. Um aglomerado com um a dois milhões de anos ainda tem todas as suas estrelas massivas vivas, e Westerlund 2 concentra dezenas delas num volume pequeno. Encontrar essa combinação de juventude e riqueza na Via Láctea é incomum.

A estrela WR 20a, citada nos metadados das imagens, é o exemplo mais estudado. Trata-se de um sistema duplo de estrelas do tipo Wolf-Rayet que se eclipsam mutuamente vistas da Terra. Eclipse é a situação mais favorável possível para a astronomia estelar: quando duas estrelas passam uma na frente da outra, dá para deduzir massa e raio das duas diretamente da forma da curva de brilho e do movimento espectral, sem depender de modelo teórico.

O resultado dessas medições coloca as duas componentes de WR 20a na casa de 80 massas solares cada, o que faz do sistema uma das poucas balanças confiáveis para estrelas de altíssima massa. Estrelas do tipo Wolf-Rayet estão numa fase avançada: perderam as camadas externas de hidrogênio em ventos violentos e exibem no espectro o material processado das camadas internas.

Como o vento das estrelas esculpe a nuvem?

Uma estrela de dezenas de massas solares emite a maior parte da energia em ultravioleta e perde massa continuamente num vento estelar rápido. Os dois efeitos atacam o gás em volta de formas diferentes. A radiação ultravioleta arranca elétrons dos átomos de hidrogênio e aquece a nuvem, fazendo o gás quente se expandir e escapar. O vento acrescenta um empurrão mecânico, varrendo o material como uma pá.

Somando dezenas de estrelas massivas atuando ao mesmo tempo, o resultado é uma cavidade aberta no meio da nuvem molecular, que é o que se catalogou como RCW 49 e Gum 29. As bordas dessa cavidade não são lisas. Onde o gás era mais denso, ele resiste mais e ainda faz sombra para o material atrás, produzindo colunas alongadas que apontam todas para as estrelas responsáveis pela erosão.

Esse processo tem um lado destrutivo e um lado criativo, e os dois acontecem juntos. A mesma pressão que dissolve a nuvem também comprime bolsões de gás e pode empurrá-los ao colapso, gerando estrelas novas nas bordas. Determinar qual dos dois efeitos vence em cada região é uma das perguntas práticas que levam telescópios a voltarem ao mesmo alvo década após década.

O que muda entre a imagem do Hubble e a do Webb?

O acervo traz um par especialmente útil: duas imagens divulgadas na mesma data, em 2025, cobrindo exatamente o mesmo campo de 2,1 por 2,1 minutos de arco. Uma é do Hubble, com as câmeras ACS e WFC3, em 555, 814 e 1.250 nanômetros. A outra é do Webb, com NIRCam e MIRI, em onze filtros que vão de 1.150 a 11.300 nanômetros. Mesmo pedaço de céu, mesmo momento de publicação, faixas do espectro completamente diferentes.

Na versão do Hubble, a poeira aparece como estrutura: nuvens, cortinas, colunas com contorno definido. As estrelas visíveis são as que estão na frente ou nas bordas. Na versão do Webb, a mesma poeira fica parcialmente transparente e o campo se enche de pontos que simplesmente não existiam na imagem anterior. Essas estrelas sempre estiveram lá; o que mudou foi o comprimento de onda usado para procurá-las.

Dois filtros do Webb merecem atenção porque não medem estrelas. Os de 3.350 e 11.300 nanômetros correspondem a emissão de moléculas orgânicas grandes, os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, que absorvem ultravioleta das estrelas e devolvem energia em infravermelho. Onde esses filtros acendem, existe poeira sendo irradiada, e o mapa resultante mostra a distribuição do próprio material bruto da nuvem.

Que tamanho ele tem no céu e de verdade?

Os 2,4 minutos de arco registrados no SIMBAD são um número pequeno. A Lua cheia ocupa cerca de 31 minutos de arco, então Westerlund 2 cabe treze vezes na largura dela. Essa pequenez aparente não vem de o aglomerado ser miúdo, e sim da distância: 20 mil anos-luz é uma distância grande mesmo para padrões da Via Láctea.

A conta de conversão é direta. Um objeto que ocupa 2,4 minutos de arco a 20 mil anos-luz tem cerca de 14 anos-luz de extensão. Isso posiciona o aglomerado numa escala humana de comparação astronômica: dentro de um raio de 14 anos-luz do Sol existem poucas estrelas, quase todas pequenas e frias. No mesmo espaço, Westerlund 2 concentra milhares delas, incluindo gigantes que emitem centenas de milhares de vezes mais energia que o Sol.

As imagens do acervo cobrem campos de 2,1 por 2,1 minutos de arco nas versões de 2025 e de 7,4 por 5,6 minutos de arco na versão de 2015 do Hubble. Só a última, feita para marcar os 25 anos do telescópio, envolve o aglomerado inteiro com folga e ainda mostra parte da nebulosa em volta.

Os números deste objeto

Distância20.000 anos-luzdeclarada pelo publicador das imagens
ConstelaçãoQuilha (Car)
Identificação principalCl Westerlund 2SIMBAD
ClassificaçãoOpC, aglomerado abertoSIMBAD
Outros nomes no metadadoGum 29, RCW 49, WR 20a
Tamanho aparente2,4 minutos de arcoSIMBAD
Coordenadas J2000AR 155,9921 graus, Dec -57,7636 graus
Imagens no acervo3

O que reparar nesta imagem

  • A cavidade em volta das estrelas centraisRepare que o gás recua nas proximidades das estrelas mais brilhantes. Não é falha da imagem: a radiação e o vento das estrelas massivas empurraram o material para longe, abrindo uma bolha.
  • As colunas apontando para o centroAs pontas de gás denso que sobrevivem à erosão apontam todas para o mesmo lugar. A direção delas entrega onde estão as estrelas que estão dissolvendo a nuvem.
  • Quantas estrelas cada versão mostraCompare a imagem do Hubble e a do Webb do mesmo campo de 2,1 minutos de arco. As estrelas a mais no infravermelho sempre estiveram lá, escondidas atrás da poeira.
  • As cores das estrelas mais brilhantesAs estrelas azuladas e muito luminosas do centro são as massivas, com poucos milhões de anos de vida e destino de supernova. As avermelhadas costumam ser objetos de fundo, avermelhados pela poeira do caminho.

Por que esta imagem tem essas cores

Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Azulluz visível · ACS · V555 nmolho enxerga
  • Verdeluz visível · ACS · I814 nminvisível ao olho
  • Vermelhoinfravermelho · WFC3 · J1,25 µminvisível ao olho

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Cerca de 9,9 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 3,1 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 14 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.

A luz desta imagem levou 20.000 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta do fim da última era glacial.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 56° de altura daqui.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 56 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Quanto já se olhou para aqui

  • 298registros do Hubble
  • 524registros do James Webb

Contagem de observações arquivadas no Mikulski Archive for Space Telescopes, o repositório público operado pelo Space Telescope Science Institute, para uma busca num raio de 1,2 minutos de arco em torno da coordenada deste objeto. Um registro é um produto de observação, e não uma noite de telescópio nem uma fotografia: uma única campanha científica costuma render dezenas deles. O número serve para comparar a atenção que cada objeto recebeu, não para contar fotos.

O que ainda não se sabe

A distância até Westerlund 2 foi objeto de divergência considerável na literatura, com estimativas que variaram de forma significativa conforme o método aplicado, e isso importa porque massa e luminosidade das estrelas dependem diretamente dela. A idade exata do aglomerado também não está fechada, e há discussão sobre se todas as estrelas nasceram no mesmo episódio ou em ondas sucessivas. Outra questão em aberto é quanto da formação estelar nas bordas da cavidade foi provocada pela compressão do gás pelas estrelas centrais, em vez de ter começado por conta própria.

Divulgação que só conta o que já está resolvido dá a impressão errada de que a astronomia acabou. Ela não acabou, e este bloco existe para separar o que está estabelecido do que continua em disputa entre pesquisadores.

Uma coisa que quase ninguém sabe

A imagem do Hubble de 2015 no acervo foi escolhida para marcar os 25 anos do telescópio em órbita. Ela cobre 7,4 por 5,6 minutos de arco, um campo mais de dez vezes maior em área do que as imagens de 2025 do mesmo alvo, e por isso é a única do acervo que mostra o aglomerado inteiro dentro da nuvem que o gerou.

Outras imagens deste objeto

Westerlund 2, aglomerado aberto, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento ACS.Esta imagem do aglomerado Westerlund 2 e de seus arredores, feita pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, foi divulgada para celebrar o 25º ano do Hubble em órbita e um quarto de século de novas descobertas, imagens deslumbrantes e ciência excepcional.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA), A. Nota (ESA/STScI), and the Westerlund 2 Science Team The original observations of Westerlund 2 were obtained by the science team: Antonella Nota (ESA/STScI), Elena Sabbi (STScI), Eva Grebel and Peter Zeidler (Astronomisches Rechen-Institut Heidelberg), Monica Tosi (INAF, Osservatorio Astronomico di Bologna), Alceste Bonanos (National Observatory of Athens, Astronomical Institute), Carol Christian (STScI/AURA) and Selma de Mink (University of Amsterdam). Follow-up observations were made by the Hubble Heritage team: Zoltan Levay (STScI), Max Mutchler, Jennifer Mack, Lisa Frattare, Shelly Meyett, Mario Livio, Carol Christian (STScI/AURA), and Keith Noll (NASA/GSFC). ESA/Hubble CC BY 4.0

Westerlund 2, aglomerado aberto, em imagem do James Webb Space Telescope
James Webb Space Telescope, instrumento NIRCam.O último destaque da ESA/Webb Picture of the Month de 2025 apresenta uma região de aparência festiva, repleta de nuvens de gás brilhantes e milhares de estrelas cintilantes. Esse aglomerado estelar, conhecido como Westerlund 2, fica num criadouro estelar conhecido como Gum 29, a 20.000 anos-luz da Terra, na constelação de Carina (a Quilha).Descrição do acervo ESA/Webb, traduzida.

Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, V. Almendros-Abad, M. Guarcello, K. Monsch, and the EWOCS team. ESA/Webb CC BY 4.0

Westerlund 2, aglomerado aberto, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento ACS.Esta imagem do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA mostra parte do aglomerado estelar Westerlund 2 que foi destaque como a imagem dos 25 anos do Hubble em 2015. A imagem completa e seus detalhes podem ser explorados aqui. [Descrição da imagem: Um aglomerado de estrelas dentro de uma grande nebulosa.Descrição do acervo ESA/Webb, traduzida.

Crédito NASA, ESA, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA), A. Nota (ESA/STScI), and the Westerlund 2 Science Team ESA/Webb CC BY 4.0

Westerlund 2, aglomerado aberto, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento ACS.Esta imagem mostra a região de formação estelar Gum 29, que cerca o aglomerado estelar Westerlund 2. Este é um trecho da nova imagem do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA de Westerlund 2 e de seus arredores, divulgada para celebrar os 25 anos do Hubble.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA), A. Nota (ESA/STScI), and the Westerlund 2 Science Team ESA/Hubble CC BY 4.0

Westerlund 2, aglomerado aberto, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento ACS.Esta imagem mostra um exemplo dos pilares que cercam o aglomerado estelar Westerlund 2. Esses pilares são compostos de gás e poeira densos, têm alguns anos-luz de altura e apontam para o aglomerado central. Acredita-se que sejam incubadoras de novas estrelas.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA), A. Nota (ESA/STScI), and the Westerlund 2 Science Team ESA/Hubble CC BY 4.0

Westerlund 2, aglomerado aberto, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento ACS.Os pontos vermelhos espalhados pela paisagem cósmica captada nesta imagem do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA são uma rica população de estrelas em formação que ainda estão envoltas em seus casulos de gás e poeira. Esses fetos estelares ainda não acenderam o hidrogênio em seus núcleos para brilhar como estrelas.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA), A. Nota (ESA/STScI), and the Westerlund 2 Science Team ESA/Hubble CC BY 4.0

Westerlund 2, aglomerado aberto, em imagem do Digitized Sky Survey 2
Digitized Sky Survey 2.Esta imagem do Digitized Sky Survey mostra o aglomerado estelar Westerlund 2 e seus arredores. Uma nova imagem de Westerlund 2 foi divulgada para celebrar os 25 anos do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA, Digitized Sky Survey 2 ESA/Hubble CC BY 4.0

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Nebulosa de Carina

    Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of California, Berkeley), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Nebulosa NGC 3603

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Aglomerado NGC 3293

    Crédito ESO/G. Beccari ESO CC BY 4.0

  • Aglomerado NGC 3532

    Crédito ESO/Digitized Sky Survey 2. Acknowledgement: Davide De Martin ESO CC BY 4.0

  • Eta Carinae

    Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of Arizona, Tucson), and J. Morse (BoldlyGo Institute, New York) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • AG Carinae

    Crédito ESA/Hubble and NASA, A. Nota, C. Britt ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Caixa de Joias

    Crédito ESO ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Westerlund 1

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  • Aglomerado NGC 6604

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  • Aglomerado Messier 18

    Crédito ESO CC BY 4.0

Perguntas frequentes

O que é Westerlund 2?
Westerlund 2 é um aglomerado estelar aberto na constelação da Quilha, a cerca de 20 mil anos-luz da Terra segundo a distância declarada pelo publicador das imagens. Tem apenas 2,4 minutos de arco de tamanho aparente, o que corresponde a algo em torno de 14 anos-luz de extensão real. A idade estimada é de um a dois milhões de anos, e nesse espaço pequeno se concentram milhares de estrelas, incluindo dezenas de objetos muito quentes e massivos que ainda estão no início da vida.
Por que Westerlund 2 é difícil de observar?
Porque fica no plano da Via Láctea, a 20 mil anos-luz, com muito gás e poeira no caminho. A poeira absorve e espalha luz visível com grande eficiência, e o efeito aumenta quanto mais curto o comprimento de onda. Por isso as imagens do acervo recorrem a filtros no infravermelho, de 1.250 nanômetros no Hubble até 11.300 nanômetros no Webb. Quanto mais longo o comprimento de onda, mais transparente a poeira fica e mais estrelas do aglomerado aparecem.
O que é a estrela WR 20a?
WR 20a é um sistema duplo de estrelas do tipo Wolf-Rayet dentro de Westerlund 2, citado nos metadados das imagens. As duas componentes se eclipsam mutuamente vistas da Terra, situação que permite deduzir massa e raio diretamente da curva de brilho e do movimento espectral. As medições colocam cada estrela na casa de 80 massas solares, o que torna o par uma das balanças mais confiáveis já obtidas para estrelas de altíssima massa. Wolf-Rayet é uma fase avançada, em que a estrela já perdeu as camadas externas de hidrogênio.
Qual a diferença entre Westerlund 2, RCW 49 e Gum 29?
São nomes de coisas distintas no mesmo lugar do céu. Westerlund 2 é o aglomerado, ou seja, o conjunto de estrelas ligadas pela gravidade. RCW 49 e Gum 29 são designações de catálogo para a nuvem de gás ionizado em volta, a nebulosa que as estrelas do aglomerado iluminam e dissolvem. WR 20a, que também aparece nos metadados, é uma estrela dupla específica dentro do aglomerado. A confusão entre esses nomes é comum em regiões de formação estelar, onde cada componente ganhou catálogo próprio.
Dá para ver Westerlund 2 com telescópio amador?
É um alvo exigente. Com 2,4 minutos de arco de tamanho aparente, forte avermelhamento pela poeira e 20 mil anos-luz de distância, o aglomerado aparece em instrumentos amadores como um adensamento discreto de estrelas fracas, sem a estrutura de gás que as imagens de telescópio mostram. A região fica na constelação da Quilha, que é alta no céu do hemisfério sul, então a posição favorece observadores brasileiros. A nebulosa em volta exige filtro específico e céu bem escuro.
Por que as imagens do Hubble e do Webb do mesmo aglomerado são tão diferentes?
Porque cobrem faixas diferentes do espectro. A imagem do Hubble usa 555, 814 e 1.250 nanômetros, ou seja, luz visível mais uma janela no infravermelho próximo. A do Webb usa onze filtros entre 1.150 e 11.300 nanômetros, inteiramente no infravermelho. Comprimentos de onda longos atravessam a poeira que bloqueia a luz visível, então o Webb registra estrelas que o Hubble não alcança. Nenhuma das duas mostra cor real: em ambos os casos, cada filtro recebeu uma cor no processamento.
As estrelas de Westerlund 2 vão explodir?
As mais massivas, sim, e num prazo curto em termos astronômicos. Estrelas com dezenas de massas solares consomem o combustível nuclear em poucos milhões de anos e terminam a vida em colapso do núcleo. Como o aglomerado tem entre um e dois milhões de anos, nenhuma delas chegou ao fim ainda, mas as maiores estão bem perto disso na escala estelar. Não há data prevista para nenhuma explosão específica, e a 20 mil anos-luz o evento seria inofensivo para a Terra.

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Westerlund 2. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/westerlund-2. Consultado em: 23/08/2026.