Estrela de movimento próprio alto
Fomalhaut
Uma estrela cercada por anéis de detritos, num dos sistemas planetários em formação mais bem fotografados.

Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/L. Matrà/M. A. MacGregor ESO CC BY 4.0
- Tipo
- Estrela de movimento próprio altoSIMBAD: PM*
- Distância
- 25 anos-luz
- Constelação
- Peixe AustralPsA
- Tamanho no céu
- 13 segundos de arco
- Observado por
- Atacama Large Millimeter/submillimeter Array, James Webb Space Telescope
- Imagem publicada
- maio de 2017
- Original do acervo
- 3.191 × 2.064 px7 megapixels
Fomalhaut é uma das estrelas mais brilhantes do céu e fica na constelação do Peixe Austral, alta no céu brasileiro na primavera. Ela é jovem, com algumas centenas de milhões de anos, e está cercada por um sistema de detritos.
O Hubble já havia fotografado um anel externo bem definido em volta dela. Quando o James Webb observou o sistema em infravermelho, encontrou muito mais: pelo menos três cinturões concentrados de poeira, aninhados um dentro do outro, além de uma nuvem que pode ser resultado de uma colisão recente entre corpos grandes.
Estruturas assim não se sustentam sozinhas. Anéis bem definidos com bordas nítidas indicam que há corpos massivos, provavelmente planetas, cuja gravidade confina a poeira. É um sistema solar sendo montado, e o nosso passou por algo parecido.
O que reparar nesta imagem
- Os cinturões aninhadosTrês estruturas de poeira em raios diferentes. As bordas nítidas sugerem planetas confinando o material.
- A estrela mascaradaO ponto central é bloqueado de propósito. Sem isso o brilho da estrela apagaria completamente o disco.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Laranjaondas milimétricas · Band 6 · 230.538 GHz1,3 mminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESO junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 45 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 42 segundos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 97,5 unidades astronômicas de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 25 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era há poucos anos.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 84° de altura daqui.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 84 graus acima do horizonte.
Este é um dos poucos objetos do acervo que dá para encontrar a olho nu, em céu escuro. O que você vai ver é bem mais pálido e menor que a imagem: telescópios acumulam luz por horas, e o olho não.
Outras imagens deste objeto

Crédito NASA, ESA, CSA, A. Pagan (STScI), A. Gáspár (University of Arizona) ESA/Webb CC BY 4.0
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Eta Carinae
- Betelgeuse
Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/E. O’Gorman/P. Kervella ESO CC BY 4.0
- Beta Pictoris
- V838 Monocerotis
Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (AURA/STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0
- AG Carinae
Crédito NASA, ESA and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0
- R Sculptoris
Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/M. Maercker et al. ESO CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Fomalhaut. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/fomalhaut. Consultado em: 23/08/2026.





