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Estrela Wolf-Rayet

AG Carinae

Uma estrela em guerra consigo mesma, cercada pelo casulo de gás que ela mesma expeliu.

AG Carinae, estrela wolf-rayet registrada pelo Hubble Space Telescope
“Hubble Celebrates its 31st anniversary with a magnificent view of AG Carinae”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito NASA, ESA and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0

Tipo
Estrela Wolf-RayetSIMBAD: WR*
Distância
15.166 anos-luz
Constelação
QuilhaCar
Tamanho no céu
36 segundos de arco
Observado por
Hubble Space Telescope
Imagem publicada
abril de 2021
Original do acervo
3.687 × 2.276 px8 megapixels

AG Carinae é uma variável luminosa azul, uma classe rara de estrelas extremamente massivas e instáveis. Existem apenas algumas dezenas conhecidas na Via Láctea.

Estrelas assim vivem num equilíbrio precário. A gravidade puxa para dentro e a pressão da radiação empurra para fora, e nelas as duas forças são quase iguais. Quando a radiação vence temporariamente, a estrela expele camadas inteiras de material.

A nebulosa em volta dela tem cerca de cinco anos-luz de diâmetro, aproximadamente a distância entre o Sol e a estrela mais próxima, e foi expelida em uma ou mais dessas erupções há alguns milhares de anos. O Hubble a fotografou para marcar seus 31 anos em órbita.

Variáveis luminosas azuis são raras porque a fase dura pouco. Uma estrela passa por ela durante algumas dezenas de milhares de anos, um piscar de olhos em escala estelar, antes de perder massa suficiente para virar uma estrela Wolf-Rayet e depois explodir. Encontrar algumas dezenas delas na galáxia inteira significa que, a qualquer momento, pouquíssimas estrelas estão nesse estágio.

O que reparar nesta imagem

  • A casca de gásMaterial expelido pela própria estrela, agora se expandindo em volta dela.
  • Os filamentos de poeiraEstruturas moldadas pelo vento estelar que continua soprando contra o material já ejetado.

Por que esta imagem tem essas cores

Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Azulultravioleta · WFC3 · UV275 nminvisível ao olho
  • Cianoluz visível · WFC3 · Strömgren y547 nmolho enxerga
  • Laranjaluz visível · WFC3 · H-alpha + NII657 nmolho enxerga
  • Vermelholuz visível · WFC3 · i845 nminvisível ao olho

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Cerca de 13 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 2,4 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 2,6 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.

A luz desta imagem levou 15.166 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta do fim da última era glacial.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 34° de altura, na direção SO.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 53 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Outras imagens deste objeto

AG Carinae, estrela wolf-rayet registrada pelo Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento WFPC2.

Crédito ESA/Hubble & NASA ESA/Hubble CC BY 4.0

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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Nebulosa de Carina

    Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of California, Berkeley), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Nebulosa NGC 3603

    Crédito NASA, ESA and the Hubble Heritage (STScI/AURA)-ESA/Hubble Collaboration ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Westerlund 2

    Crédito NASA, ESA, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA), A. Nota (ESA/STScI), and the Westerlund 2 Science Team The original observations of Westerlund 2 were obtained by the science team: Antonella Nota (ESA/STScI), Elena Sabbi (STScI), Eva Grebel and Peter Zeidler (Astronomisches Rechen-Institut Heidelberg), Monica Tosi (INAF, Osservatorio Astronomico di Bologna), Alceste Bonanos (National Observatory of Athens, Astronomical Institute), Carol Christian (STScI/AURA) and Selma de Mink (University of Amsterdam). Follow-up observations were made by the Hubble Heritage team: Zoltan Levay (STScI), Max Mutchler, Jennifer Mack, Lisa Frattare, Shelly Meyett, Mario Livio, Carol Christian (STScI/AURA), and Keith Noll (NASA/GSFC). ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado NGC 3293

    Crédito ESO/G. Beccari ESO CC BY 4.0

  • Aglomerado NGC 3532

    Crédito ESO/G. Beccari ESO CC BY 4.0

  • Eta Carinae

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Betelgeuse

    Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/E. O’Gorman/P. Kervella ESO CC BY 4.0

  • Fomalhaut

    Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/L. Matrà/M. A. MacGregor ESO CC BY 4.0

  • Beta Pictoris

    Crédito ESO/A.-M. Lagrange ESO CC BY 4.0

  • V838 Monocerotis

    Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (AURA/STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • R Sculptoris

    Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/M. Maercker et al. ESO CC BY 4.0

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. AG Carinae. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/ag-carinae. Consultado em: 23/08/2026.