Estrela Wolf-Rayet
AG Carinae
Uma das estrelas mais luminosas da Via Láctea, cercada pela casca de gás e poeira que ela mesma expeliu num acesso de instabilidade.

Crédito ESA/Hubble and NASA, A. Nota, C. Britt ESA/Hubble CC BY 4.0
- Tipo
- Estrela Wolf-RayetSIMBAD: WR*
- Distância
- 15.166 anos-luzpublicadores declaram de 15.166 a 20.000 anos-luz; aqui vale o comunicado de 2021
- Constelação
- QuilhaCar
- Tamanho no céu
- 36 segundos de arcoextensão catalogada no SIMBAD
- Observado por
- Hubble Space Telescope
- Imagem publicada
- setembro de 2021
- Original do acervo
- 1.918 × 1.917 px4 megapixels
AG Carinae fica na constelação da Quilha, nas coordenadas AR 164,05 graus e Dec -60,45 graus, a 15.166 anos-luz segundo a distância declarada pelo publicador das imagens. É uma estrela isolada, e não um aglomerado ou nebulosa, mas as imagens do acervo mostram algo maior que um ponto: em volta dela existe uma casca de gás e poeira com forma aproximadamente anelar, expelida pela própria estrela.
Estrelas com esse comportamento pertencem a um grupo pequeno e instável, conhecido como variáveis luminosas azuis. São objetos de massa muito alta que vivem perto do limite em que a pressão da radiação que eles próprios produzem quase vence a gravidade que os mantém coesos. Nesse regime, a estrela não perde massa de forma suave e constante: ela alterna períodos relativamente calmos com episódios de ejeção violenta.
O SIMBAD classifica AG Carinae com o código de estrela Wolf-Rayet, e vale registrar essa divergência em vez de escondê-la. Wolf-Rayet designa estrelas massivas que já perderam as camadas externas e expõem material processado no núcleo. Variáveis luminosas azuis podem apresentar espectro parecido em certos momentos, e a fronteira entre as duas categorias é genuinamente confusa, tanto na observação quanto na teoria.
O que é uma variável luminosa azul?
O nome descreve três coisas ao mesmo tempo. Variável, porque o brilho muda de forma irregular em escalas de anos a décadas. Luminosa, porque essas estrelas estão entre as mais luminosas conhecidas em qualquer galáxia. Azul, porque a superfície é muito quente e o pico da emissão cai nos comprimentos de onda curtos.
A física por trás disso é a proximidade do chamado limite de Eddington, o ponto em que a pressão exercida pela radiação que escapa do interior da estrela iguala a força gravitacional que segura as camadas externas. Uma estrela que opera perto desse limite fica marginalmente ligada: pequenas variações de opacidade ou de estrutura interna bastam para lançar material para fora.
O resultado é uma vida curta e turbulenta. Estrelas dessa faixa de massa consomem o combustível em poucos milhões de anos, um intervalo brevíssimo em escala astronômica, e passam boa parte desse tempo despejando massa no meio interestelar. A fase de variável luminosa azul é normalmente entendida como uma etapa de transição, e não como um estado permanente.
De onde veio a nebulosa em volta?
A casca visível nas imagens não é gás interestelar que a estrela apenas ilumina. É material que pertencia à própria AG Carinae e foi expelido em um ou mais episódios de ejeção. A estrutura contém tanto gás ionizado quanto poeira, e a poeira só pode ter se formado em material já suficientemente frio e denso, o que aponta para origem estelar e não para uma nuvem qualquer da região.
A forma não é um anel perfeito, e a assimetria carrega informação. Ejeções de estrelas assim raramente são esféricas: rotação rápida, campos magnéticos e a presença eventual de uma companheira podem concentrar a perda de massa no plano equatorial ou nos polos. Ler a geometria da casca é uma das poucas maneiras de reconstruir como foi a ejeção, décadas ou séculos depois dela.
Combinando os números do catálogo, dá para estimar a escala. O tamanho aparente registrado no SIMBAD é de 0,59 minuto de arco, e a distância declarada é de 15.166 anos-luz. Isso corresponde a uma extensão da ordem de 2,6 anos-luz, comparável à distância entre o Sol e as estrelas mais próximas dele. Medidas publicadas variam conforme até onde se considera que a nebulosa vai, porque a borda externa é difusa.
Por que uma estrela perde massa assim?
Toda estrela perde massa em algum grau, através de um vento estelar, mas a intensidade depende fortemente da luminosidade. Fótons que escapam do interior carregam momento e transferem parte dele aos íons das camadas externas, empurrando-os para fora. Quanto mais luminosa a estrela, mais forte esse empurrão.
Em estrelas de massa muito alta o processo deixa de ser um detalhe e passa a governar a evolução. A perda de massa pode remover camadas inteiras ao longo da vida da estrela, mudando sua estrutura, sua temperatura de superfície e o tipo de objeto compacto que ela vai deixar no fim. Uma estrela que perde muito material antes de morrer não termina como uma que preserva o envelope.
É por isso que a taxa de perda de massa é um dos parâmetros mais críticos e mais incertos dos modelos de evolução estelar. Um erro nessa taxa se propaga para tudo o que vem depois: a duração de cada fase, o brilho final, o tipo de explosão e o remanescente deixado. Objetos como AG Carinae funcionam como teste observacional para esses modelos, e por isso são observados repetidamente.
O que muda entre as duas imagens do Hubble?
A imagem mais antiga do acervo foi feita com a câmera WFPC2 e cobre 0,6 por 0,6 minuto de arco, mal contendo a nebulosa. Ela usa apenas dois canais: 547 nanômetros mapeado para ciano e 658 nanômetros mapeado para laranja, este último centrado numa linha do nitrogênio ionizado. Com dois canais, o que se obtém é essencialmente um mapa de onde há gás emitindo naquela linha.
A imagem de 2021, feita com a câmera WFC3, cobre 2,4 por 1,5 minuto de arco e usa quatro canais bem espalhados pelo espectro: 275 nanômetros no ultravioleta, 547 nanômetros num filtro de banda intermediária, 657 nanômetros combinando a linha do hidrogênio com a do nitrogênio, e 845 nanômetros no vermelho profundo. Mais canais significam mais informação física por pixel.
A comparação ensina algo prático sobre imagens astronômicas. O que muda entre as duas versões não é o objeto, que em poucos anos não se transforma de forma perceptível, e sim a quantidade de faixas do espectro amostradas e a área coberta. Cada filtro adicional é uma pergunta a mais feita ao mesmo pedaço de céu.
Por que o catálogo diz Wolf-Rayet?
Estrelas Wolf-Rayet são objetos massivos que já perderam as camadas externas ricas em hidrogênio e mostram, no espectro, linhas largas de emissão de material processado no interior. A largura dessas linhas indica ventos muito rápidos e densos. É uma classificação feita a partir do espectro, não a partir da história do objeto.
Variáveis luminosas azuis podem, em determinadas fases, apresentar espectro com semelhanças suficientes para que a atribuição automática caia nessa categoria. E há também um problema conceitual real por trás: a relação evolutiva entre as duas classes está em discussão, com a hipótese mais difundida sugerindo que a fase de variável luminosa azul antecede a fase Wolf-Rayet em estrelas de massa muito alta.
O acervo registra o código do SIMBAD porque essa é a fonte canônica de identidade dos objetos, e ao mesmo tempo descreve AG Carinae pelo que a literatura predominante diz que ela é. As duas informações convivem sem contradição desde que fique claro o que cada uma significa: uma é rótulo de catálogo, a outra é interpretação física.
Os números deste objeto
| Distância | 15.166 anos-luzdeclarada pelo publicador das imagens |
|---|---|
| Identificação principal | V* AG CarSIMBAD |
| Outro identificador | HD 94910metadado da imagem |
| Classificação | estrela Wolf-Rayet no SIMBAD, descrita na literatura como variável luminosa azul |
| Constelação | Quilha (Car) |
| Coordenadas J2000 | AR 164,0482 graus, Dec -60,4536 graus |
| Tamanho aparente | 0,59 minuto de arcoSIMBAD |
| Extensão estimada da nebulosa | cerca de 2,6 anos-luzcalculada a partir do tamanho aparente e da distância |
| Desvio para o vermelho | z = -0,00018SIMBAD |
| Imagens no acervo | 2 |
O que reparar nesta imagem
- A estrela no centro da cascaO ponto brilhante no meio é AG Carinae. Tudo em volta saiu dela: a casca não é uma nuvem que a estrela apenas ilumina, é material que pertencia à própria estrela.
- A assimetria do anelA casca não é um círculo perfeito. A distribuição desigual indica que a ejeção não foi esférica, e a geometria é uma das poucas pistas sobre como o episódio de perda de massa aconteceu.
- Os filamentos brilhantesAs faixas mais claras correspondem a gás mais denso ou mais ionizado, sobretudo nas linhas do hidrogênio e do nitrogênio registradas nos filtros de 657 e 658 nanômetros.
- O que cada imagem mostra a maisA versão de 2021 cobre quatro vezes mais céu em um dos lados e usa quatro filtros contra dois. Compare quanto da casca aparece em cada uma para ver o efeito do enquadramento.
Por que esta imagem tem essas cores
As cores desta imagem se aproximam do que um olho humano veria, se ele fosse sensível o bastante: cada filtro registrou luz visível e recebeu uma cor coerente com o próprio comprimento de onda.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Vermelholuz visível · WFC3 · H-alpha + NII657 nmolho enxerga
- Vermelholuz visível · WFPC2 · N II658 nmolho enxerga
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 24 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 1,3 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 2,6 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 15.166 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta do fim da última era glacial.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 53° de altura daqui.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 53 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Quanto já se olhou para aqui
- 123registros do Hubble
Contagem de observações arquivadas no Mikulski Archive for Space Telescopes, o repositório público operado pelo Space Telescope Science Institute, para uma busca num raio de 1,2 minutos de arco em torno da coordenada deste objeto. Um registro é um produto de observação, e não uma noite de telescópio nem uma fotografia: uma única campanha científica costuma render dezenas deles. O número serve para comparar a atenção que cada objeto recebeu, não para contar fotos.
O que ainda não se sabe
A massa atual de AG Carinae, a massa com que ela nasceu e quanto material já perdeu continuam sendo estimativas dependentes de modelo, e a incerteza é grande. A taxa de perda de massa de estrelas em regime instável é um dos parâmetros mais mal determinados da evolução estelar, e ela decide o destino final do objeto. Segue em aberto se a fase de variável luminosa azul necessariamente antecede a fase Wolf-Rayet, se algumas dessas estrelas explodem ainda nessa condição instável, e o que exatamente dispara os episódios de ejeção, já que os modelos ainda não reproduzem bem a irregularidade observada. A própria classificação do objeto reflete essa indefinição: o SIMBAD registra uma categoria e a literatura predominante descreve outra.
Divulgação que só conta o que já está resolvido dá a impressão errada de que a astronomia acabou. Ela não acabou, e este bloco existe para separar o que está estabelecido do que continua em disputa entre pesquisadores.
Uma coisa que quase ninguém sabe
A imagem de 2021 de AG Carinae foi publicada para marcar o aniversário de 31 anos do telescópio Hubble em operação. A escolha diz algo sobre o objeto: entre todos os alvos possíveis, foi selecionado um que só faz sentido quando a estrela e o material que ela expeliu aparecem no mesmo quadro, o que exige exatamente a combinação de resolução e campo que o telescópio oferece.
Outras imagens deste objeto

Crédito ESA/Hubble & NASA ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Nebulosa de Carina
Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of California, Berkeley), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Nebulosa NGC 3603
- Westerlund 2
Crédito NASA, ESA, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA), A. Nota (ESA/STScI), and the Westerlund 2 Science Team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado NGC 3293
- Aglomerado NGC 3532
Crédito ESO/Digitized Sky Survey 2. Acknowledgement: Davide De Martin ESO CC BY 4.0
- Eta Carinae
Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of Arizona, Tucson), and J. Morse (BoldlyGo Institute, New York) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Betelgeuse
Crédito ESO/Digitized Sky Survey 2. Acknowledgment: Davide De Martin. ESA/Hubble CC BY 4.0
- Fomalhaut
Crédito NASA, ESA, P. Kalas (UC Berkeley), J. DePasquale (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Beta Pictoris
Crédito NASA, ESA, D. Golimowski (Johns Hopkins University), D. Ardila (IPAC), J. Krist (JPL), M. Clampin (GSFC), H. Ford (JHU), and G. Illingworth (UCO/Lick) and the ACS Science Team ESA/Hubble CC BY 4.0
- V838 Monocerotis
Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (AURA/STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0
- R Sculptoris
Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/M. Maercker et al. ESO CC BY 4.0
Perguntas frequentes
- O que é AG Carinae?
- AG Carinae é uma estrela massiva e extremamente luminosa da constelação da Quilha, a 15.166 anos-luz segundo a distância declarada pelo publicador das imagens. É descrita na literatura como uma variável luminosa azul, categoria de estrelas instáveis que operam perto do limite em que a pressão da própria radiação vence a gravidade. Em volta dela existe uma casca de gás e poeira que ela mesma expeliu, com extensão da ordem de 2,6 anos-luz.
- O que é uma variável luminosa azul?
- É uma classe de estrelas de massa muito alta que vivem perto do limite de Eddington, o ponto em que a pressão da radiação produzida no interior quase iguala a gravidade que segura as camadas externas. Nessa condição a estrela fica marginalmente ligada, e pequenas mudanças internas bastam para lançar material para fora em episódios violentos. O brilho varia de forma irregular em escalas de anos a décadas, e a fase costuma ser interpretada como transitória.
- De onde veio a nebulosa em volta de AG Carinae?
- O material saiu da própria estrela, em um ou mais episódios de ejeção. Não é uma nuvem interestelar que a estrela apenas ilumina: a casca contém poeira, que só se forma em material suficientemente frio e denso, e sua composição e geometria apontam para origem estelar. A forma irregular sugere que a ejeção não foi esférica, o que pode ser efeito de rotação rápida, de campos magnéticos ou da presença de uma companheira.
- Por que o SIMBAD classifica AG Carinae como Wolf-Rayet?
- Estrelas Wolf-Rayet são objetos massivos que já perderam as camadas externas ricas em hidrogênio e mostram linhas largas de emissão no espectro. Variáveis luminosas azuis podem apresentar espectro parecido em certas fases, e a atribuição de catálogo acompanha essa semelhança. A fronteira entre as duas classes é genuinamente confusa, e a hipótese mais difundida é que a fase de variável luminosa azul anteceda a fase Wolf-Rayet nas estrelas de massa muito alta.
- Qual o tamanho da nebulosa de AG Carinae?
- O tamanho aparente registrado no SIMBAD é de 0,59 minuto de arco. Combinado com a distância declarada de 15.166 anos-luz, isso corresponde a uma extensão da ordem de 2,6 anos-luz, comparável à distância que separa o Sol das estrelas mais próximas dele. Valores publicados variam conforme o critério adotado, porque a borda externa da casca é difusa e depende do filtro e do tempo de exposição usados para defini-la.
- AG Carinae vai explodir como supernova?
- Estrelas de massa muito alta terminam a vida em colapso do núcleo, e AG Carinae está nessa faixa, mas o desfecho preciso depende de quanto material ela ainda vai perder antes do fim. A taxa de perda de massa em regime instável é um dos parâmetros mais incertos da evolução estelar, e ela decide o tipo de explosão e o remanescente deixado. Também continua em discussão se estrelas nessa fase podem explodir sem antes passar pelo estágio Wolf-Rayet.
- Por que as duas imagens do Hubble são diferentes?
- A mais antiga usou a câmera WFPC2, cobre 0,6 por 0,6 minuto de arco e tem apenas dois canais, em 547 e 658 nanômetros. A de 2021 usou a WFC3, cobre 2,4 por 1,5 minuto de arco e tem quatro canais, do ultravioleta em 275 nanômetros ao vermelho profundo em 845 nanômetros. O objeto não mudou de forma perceptível nesse intervalo: o que mudou foi a área coberta e o número de faixas do espectro amostradas.
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. AG Carinae. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/ag-carinae. Consultado em: 23/08/2026.










