Pular para o conteúdo
ValorFinalObservatório← portal

Aglomerado aberto

Aglomerado NGC 3532

O primeiro objeto observado pelo Telescópio Espacial Hubble, e um dos aglomerados mais ricos do céu do sul.

Aglomerado NGC 3532, aglomerado aberto registrada pelo MPG/ESO 2.2-metre telescope
“The colourful star cluster NGC 3532”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito ESO/G. Beccari ESO CC BY 4.0

Tipo
Aglomerado abertoSIMBAD: OpC
Distância
1.300 anos-luz
Constelação
QuilhaCar
Tamanho no céu
1,1 graus
Observado por
MPG/ESO 2.2-metre telescope
Imagem publicada
novembro de 2014
Original do acervo
8.652 × 8.361 px72 megapixels

NGC 3532 tem uma distinção histórica: foi o primeiro objeto que o Hubble apontou depois de chegar à órbita, em maio de 1990. Foi uma imagem de teste, e foi ela que revelou o problema do espelho.

Ele é um aglomerado aberto rico, com centenas de estrelas visíveis, na constelação da Quilha. John Herschel, que o observou do Cabo da Boa Esperança no século 19, o descreveu como um dos mais bonitos objetos do céu.

É visível a olho nu do Brasil como uma mancha alongada na Via Láctea, e num binóculo se resolve em dezenas de estrelas.

John Herschel passou anos no Cabo da Boa Esperança catalogando o céu austral, trabalho que resultou no primeiro levantamento sistemático desse hemisfério. Boa parte dos objetos que hoje são clássicos do céu brasileiro entrou nos catálogos por causa dessa expedição, quase duzentos anos atrás.

O que reparar nesta imagem

  • A quantidade de estrelasÉ um dos aglomerados abertos mais populosos visíveis a olho nu.
  • As gigantes alaranjadasAlgumas estrelas já evoluíram e se destacam pela cor entre as azuis mais jovens.

Que tamanho é isso, de verdade

Este recorte do céu tem quase o mesmo tamanho aparente da Lua cheia. O recorte fotografado mede 34 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 24,3 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.

A luz desta imagem levou 1.300 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da chegada das primeiras naus portuguesas ao litoral brasileiro.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 35° de altura, na direção SO.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 55 graus acima do horizonte.

Este é um dos poucos objetos do acervo que dá para encontrar a olho nu, em céu escuro. O que você vai ver é bem mais pálido e menor que a imagem: telescópios acumulam luz por horas, e o olho não.

Baixar esta imagem

A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

Outros objetos em Quilha

Continue explorando

Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Nebulosa de Carina

    Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of California, Berkeley), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Nebulosa NGC 3603

    Crédito NASA, ESA and the Hubble Heritage (STScI/AURA)-ESA/Hubble Collaboration ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Westerlund 2

    Crédito NASA, ESA, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA), A. Nota (ESA/STScI), and the Westerlund 2 Science Team The original observations of Westerlund 2 were obtained by the science team: Antonella Nota (ESA/STScI), Elena Sabbi (STScI), Eva Grebel and Peter Zeidler (Astronomisches Rechen-Institut Heidelberg), Monica Tosi (INAF, Osservatorio Astronomico di Bologna), Alceste Bonanos (National Observatory of Athens, Astronomical Institute), Carol Christian (STScI/AURA) and Selma de Mink (University of Amsterdam). Follow-up observations were made by the Hubble Heritage team: Zoltan Levay (STScI), Max Mutchler, Jennifer Mack, Lisa Frattare, Shelly Meyett, Mario Livio, Carol Christian (STScI/AURA), and Keith Noll (NASA/GSFC). ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado NGC 3293

    Crédito ESO/G. Beccari ESO CC BY 4.0

  • Eta Carinae

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • AG Carinae

    Crédito NASA, ESA and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Caixa de Joias

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Westerlund 1

    Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, M. Zamani (ESA/Webb), M. G. Guarcello (INAF-OAPA) and the EWOCS team ESA/Webb CC BY 4.0

  • Aglomerado NGC 6604

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Aglomerado Messier 18

    Crédito ESO CC BY 4.0

Fontes oficiais

Continue explorando

Como citar esta página

ValorFinal. Aglomerado NGC 3532. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/aglomerado-ngc-3532. Consultado em: 23/08/2026.