Estrelas: o que acontece quando você olha de perto
12 objetos no acervo.

A olho nu, estrela é ponto. Nem o melhor telescópio resolve a superfície da maioria delas, porque estão longe demais. O que estas imagens mostram, quase sempre, não é a estrela: é o que ela está fazendo com o que está em volta.
Betelgeuse, no ombro de Órion, é uma das poucas grandes o bastante e próximas o bastante para ter o disco medido. É uma supergigante vermelha no fim da vida, e em 2019 escureceu tanto que gerou boato de supernova iminente. A explicação que os dados sustentaram foi menos dramática e mais interessante: a estrela expeliu uma nuvem de poeira que passou na frente dela.
Eta Carinae é o oposto: uma estrela tão massiva que quase se destruiu numa erupção observada em 1843, quando por alguns anos foi a segunda estrela mais brilhante do céu. O que restou é a Nebulosa do Homúnculo, dois lóbulos de gás em expansão que a estrela cuspiu naquele evento. Ela deve terminar como supernova, e é uma das candidatas mais prováveis da nossa vizinhança.
Há também as estrelas jovens ainda cercadas do disco de gás e poeira em que se formaram, como Beta Pictoris e AB Aurigae. Nesses discos os planetas estão se montando. Imagens assim são a coisa mais próxima de uma fotografia do que aconteceu no Sistema Solar há 4,6 bilhões de anos.
Todos os objetos desta coleção
Eta CarinaeEstrela supergigante azul7.500 anos-luz
BetelgeuseEstrela supergigante vermelha600 anos-luz
FomalhautEstrela de movimento próprio alto25 anos-luz
Beta PictorisEstrela de movimento próprio alto70 anos-luz
V838 MonocerotisVariável cataclísmica20.221 anos-luz
AG CarinaeEstrela Wolf-Rayet15.166 anos-luz
R SculptorisEstrela de carbono1.500 anos-luz
R AquariiEstrela simbiótica1.000 anos-luz
AB AurigaeEstrela Herbig Ae/BeCocheiro
LL Pegasi, a estrela espiralEstrela de carbonoPégaso
RR LyraeVariável RR LyraeLira
R Coronae AustralisEstrela Herbig Ae/Be420 anos-luz
Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Eta Carinae
- Betelgeuse
Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/E. O’Gorman/P. Kervella ESO CC BY 4.0
- Fomalhaut
Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/L. Matrà/M. A. MacGregor ESO CC BY 4.0
- Beta Pictoris
- V838 Monocerotis
Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (AURA/STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0
- AG Carinae
Crédito NASA, ESA and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0
- R Sculptoris
Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/M. Maercker et al. ESO CC BY 4.0
- R Aquarii
Crédito NASA, ESA, M. Stute, M. Karovska, D. de Martin & M. Zamani (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0
- AB Aurigae
- LL Pegasi, a estrela espiral
Crédito ESA/NASA & R. Sahai ESA/Hubble CC BY 4.0
- RR Lyrae
- R Coronae Australis
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Estrelas. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/colecao/estrelas. Consultado em: 23/08/2026.