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Estrelas: o que acontece quando você olha de perto

12 objetos no acervo.

Eta Carinae, estrela supergigante azul registrada pelo MPG/ESO 2.2-metre telescope
Eta Carinae. Uma estrela que quase se destruiu numa erupção observada em 1843, e que deve terminar como supernova.

Crédito ESO CC BY 4.0

A olho nu, estrela é ponto. Nem o melhor telescópio resolve a superfície da maioria delas, porque estão longe demais. O que estas imagens mostram, quase sempre, não é a estrela: é o que ela está fazendo com o que está em volta.

Betelgeuse, no ombro de Órion, é uma das poucas grandes o bastante e próximas o bastante para ter o disco medido. É uma supergigante vermelha no fim da vida, e em 2019 escureceu tanto que gerou boato de supernova iminente. A explicação que os dados sustentaram foi menos dramática e mais interessante: a estrela expeliu uma nuvem de poeira que passou na frente dela.

Eta Carinae é o oposto: uma estrela tão massiva que quase se destruiu numa erupção observada em 1843, quando por alguns anos foi a segunda estrela mais brilhante do céu. O que restou é a Nebulosa do Homúnculo, dois lóbulos de gás em expansão que a estrela cuspiu naquele evento. Ela deve terminar como supernova, e é uma das candidatas mais prováveis da nossa vizinhança.

Há também as estrelas jovens ainda cercadas do disco de gás e poeira em que se formaram, como Beta Pictoris e AB Aurigae. Nesses discos os planetas estão se montando. Imagens assim são a coisa mais próxima de uma fotografia do que aconteceu no Sistema Solar há 4,6 bilhões de anos.

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ValorFinal. Estrelas. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/colecao/estrelas. Consultado em: 23/08/2026.