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ObservatórioAstronomia

Estrelas: o que acontece quando você olha de perto

11 objetos no acervo.

Eta Carinae, estrela supergigante azul, em imagem do Hubble Space Telescope
Eta Carinae. Um sistema estelar instável na Quilha que quase explodiu em 1843 e hoje está envolto na nuvem que expeliu naquele episódio.Telescópios, incluindo o Hubble, monitoram o sistema estelar Eta Carinae há mais de duas décadas. Ele tem sido propenso a erupções violentas, incluindo um episódio na década de 1840 durante o qual o material ejetado formou as bolhas bipolares vistas aqui.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of Arizona, Tucson), and J. Morse (BoldlyGo Institute, New York) ESA/Hubble CC BY 4.0

A olho nu, estrela é ponto. Nem o melhor telescópio resolve a superfície da maioria delas, porque estão longe demais. O que estas imagens mostram, quase sempre, não é a estrela: é o que ela está fazendo com o que está em volta.

Betelgeuse, no ombro de Órion, é uma das poucas grandes o bastante e próximas o bastante para ter o disco medido. É uma supergigante vermelha no fim da vida, e em 2019 escureceu tanto que gerou boato de supernova iminente. A explicação que os dados sustentaram foi menos dramática e mais interessante: a estrela expeliu uma nuvem de poeira que passou na frente dela.

Eta Carinae é o oposto: uma estrela tão massiva que quase se destruiu numa erupção observada em 1843, quando por alguns anos foi a segunda estrela mais brilhante do céu. O que restou é a Nebulosa do Homúnculo, dois lóbulos de gás em expansão que a estrela cuspiu naquele evento. Ela deve terminar como supernova, e é uma das candidatas mais prováveis da nossa vizinhança.

Há também as estrelas jovens ainda cercadas do disco de gás e poeira em que se formaram, como Beta Pictoris e AB Aurigae. Nesses discos os planetas estão se montando. Imagens assim são a coisa mais próxima de uma fotografia do que aconteceu no Sistema Solar há 4,6 bilhões de anos.

Todos os objetos desta coleção

Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Eta Carinae

    Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of Arizona, Tucson), and J. Morse (BoldlyGo Institute, New York) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Betelgeuse

    Crédito ESO/Digitized Sky Survey 2. Acknowledgment: Davide De Martin. ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Fomalhaut

    Crédito NASA, ESA, P. Kalas (UC Berkeley), J. DePasquale (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Beta Pictoris

    Crédito NASA, ESA, D. Golimowski (Johns Hopkins University), D. Ardila (IPAC), J. Krist (JPL), M. Clampin (GSFC), H. Ford (JHU), and G. Illingworth (UCO/Lick) and the ACS Science Team ESA/Hubble CC BY 4.0

  • V838 Monocerotis

    Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (AURA/STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • AG Carinae

    Crédito ESA/Hubble and NASA, A. Nota, C. Britt ESA/Hubble CC BY 4.0

  • R Sculptoris

    Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/M. Maercker et al. ESO CC BY 4.0

  • R Aquarii

    Crédito NASA, ESA, M. Stute, M. Karovska, D. de Martin & M. Zamani (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • AB Aurigae

    Crédito ESO/Boccaletti et al. ESO CC BY 4.0

  • LL Pegasi, a estrela espiral

    Crédito ESA/NASA & R. Sahai ESA/Hubble CC BY 4.0

  • R Coronae Australis

    Crédito ESO CC BY 4.0

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Estrelas. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/colecao/estrelas. Consultado em: 23/08/2026.