Variável cataclísmica
V838 Monocerotis
Uma estrela que brilhou intensamente em 2002 e produziu o eco de luz mais espetacular já registrado.

Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (AURA/STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Tipo
- Variável cataclísmicaSIMBAD: CV*
- Distância
- 20.221 anos-luz
- Constelação
- UnicórnioMon
- Tamanho no céu
- Observado por
- Hubble Space Telescope
- Imagem publicada
- fevereiro de 2005
- Original do acervo
- 3.400 × 3.382 px11 megapixels
Em janeiro de 2002, V838 Monocerotis aumentou de brilho milhares de vezes em poucos dias, chegando brevemente a ser uma das estrelas mais luminosas da galáxia. Depois ela desvaneceu, mas o que veio a seguir foi mais interessante que o clarão.
O Hubble acompanhou a região por anos e registrou uma casca de luz se expandindo em volta da estrela, revelando camada após camada de poeira que já estava lá. Isso é um eco de luz: o flash original iluminou nuvens de poeira em distâncias diferentes, e como a luz de cada nuvem leva tempos diferentes para chegar até nós, o efeito é de uma bolha crescendo.
A nuvem não está se expandindo de verdade. É só a frente de luz varrendo material parado. A sequência de imagens do Hubble entre 2002 e 2006 é uma das mais impressionantes já produzidas pelo telescópio.
A causa do clarão continua discutida. A hipótese mais aceita é a fusão de duas estrelas.
O que reparar nesta imagem
- As camadas de poeiraNão são anéis reais em expansão. É o flash original iluminando material que já estava ali, em distâncias diferentes.
- A estrela centralDepois do evento ela ficou fria e inchada, com aparência de supergigante vermelha.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulluz visível · ACS · B435 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · ACS · V606 nmolho enxerga
- Vermelholuz visível · ACS · I814 nminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 11 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 2,8 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
A luz desta imagem levou 20.221 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta do fim da última era glacial.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 70° de altura daqui.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 70 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Uma coisa que quase ninguém sabe
O eco de luz parece se expandir mais rápido que a velocidade da luz, e não viola nada: nenhum objeto está se movendo. É apenas a ordem em que diferentes partes da nuvem ficam visíveis.
Outras imagens deste objeto

Crédito NASA, European Space Agency, and H.E. Bond (STScI ) ESA/Hubble CC BY 4.0
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Nebulosa Monoceros R2
Crédito ESO/J. Emerson/VISTA. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0
- Eta Carinae
- Betelgeuse
Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/E. O’Gorman/P. Kervella ESO CC BY 4.0
- Fomalhaut
Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/L. Matrà/M. A. MacGregor ESO CC BY 4.0
- Beta Pictoris
- AG Carinae
Crédito NASA, ESA and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0
- R Sculptoris
Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/M. Maercker et al. ESO CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. V838 Monocerotis. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/v838-monocerotis. Consultado em: 23/08/2026.






