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ObservatórioAstronomia

Galáxia em grupo

Galáxia NGC 300

Espiral do grupo do Escultor a 7 milhões de anos-luz, próxima e bem aberta o bastante para se enxergar suas regiões de formação estelar uma a uma.

Galáxia NGC 300, galáxia em grupo, em imagem do MPG/ESO 2.2-metre telescope
"Spiral galaxy NGC 300", como o acervo nomeou esta imagem.Imagem em cores compostas da galáxia espiral próxima NGC 300 e do campo celeste ao redor, obtida em 1999 e 2000 com o Wide-Field Imager (WFI) no telescópio MPG/ESO de 2,2 m, no Observatório de La Silla.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ESO CC BY 4.0

Tipo
Galáxia em grupoSIMBAD: GiG
Distância
7 milhões de anos-luzdeclarada pelo publicador da imagem, em 2008
Constelação
EscultorScl
Tamanho no céu
21 minutos de arcoextensão catalogada no SIMBAD
Classificação
Sc
Observado por
MPG/ESO 2.2-metre telescope, DSS, Hubble Space Telescope
Imagem publicada
agosto de 2002
Original do acervo
4.000 × 3.722 px15 megapixels

NGC 300 é uma galáxia espiral na constelação do Escultor, a 7 milhões de anos-luz segundo a distância declarada pelo publicador das imagens. É uma das galáxias grandes mais próximas da Via Láctea fora do Grupo Local, e essa proximidade tem um efeito prático que domina tudo o que se pode dizer sobre ela: em vez de estudar a galáxia como um borrão médio, é possível separar e medir objetos individuais dentro dela.

O código de tipo que o SIMBAD registra é GiG, galáxia em grupo. NGC 300 pertence ao mesmo agrupamento de galáxias na direção do Escultor de que faz parte NGC 253, e as duas aparecem em partes vizinhas do mesmo céu, embora com distâncias declaradas bem diferentes, 7 e 10,4 milhões de anos-luz. Agrupamentos assim não são estruturas apertadas: são conjuntos frouxos de galáxias ligadas pela gravidade, espalhadas por milhões de anos-luz.

A classificação morfológica é Sc: espiral de braços abertos e frouxos, com bojo central pequeno. Duas das imagens do acervo foram feitas com o mesmo instrumento, o WFI, em 2002 e 2010, e as duas cobrem mais de 30 minutos de arco de lado, mais que suficiente para conter os 20,89 minutos de arco do disco inteiro. É um caso confortável, em que a foto mostra o objeto por completo em vez de um recorte.

Por que uma galáxia próxima ensina mais?

Resolução angular é o quanto de detalhe um telescópio consegue separar. Como o detalhe físico corresponde a um ângulo cada vez menor conforme o objeto se afasta, existe uma distância a partir da qual estrelas individuais deixam de ser distinguíveis e a galáxia vira uma mancha de luz somada.

A 7 milhões de anos-luz, NGC 300 ainda está do lado bom dessa fronteira para telescópios de porte adequado. Isso permite identificar estrelas supergigantes uma a uma, contar regiões de gás ionizado separadamente e estudar como a composição química varia do centro para as bordas do disco. Numa galáxia dez vezes mais distante, tudo isso vira média.

Estrelas variáveis são o caso mais valioso. Cefeidas têm relação conhecida entre período de pulsação e luminosidade real, o que permite usar cada uma delas como referência de distância. Poder identificar Cefeidas individuais numa galáxia é o que transforma uma estimativa grosseira numa medição, e é por isso que galáxias próximas como NGC 300 servem de degrau para calibrar métodos aplicados depois a objetos muito mais distantes.

O que o filtro H-alfa revela no disco?

A imagem de 2002 do acervo lista quatro canais: 451 nanômetros no azul, 539 no verde, 651 no vermelho e 658 nanômetros identificado como H-alfa e atribuído à cor magenta. Os três primeiros são filtros largos, que registram luz das estrelas em faixas amplas. O quarto é diferente: é um filtro estreito, centrado numa única linha de emissão.

A linha H-alfa nasce quando um elétron livre é recapturado por um próton e desce entre níveis de energia dentro do átomo de hidrogênio. Para que isso aconteça em quantidade, é preciso que exista hidrogênio previamente ionizado, e para ionizar hidrogênio em massa é preciso radiação ultravioleta intensa, que só estrelas jovens e muito quentes produzem.

A consequência é direta: cada mancha que acende no canal H-alfa é uma região onde há estrelas massivas recém-formadas. Mapear H-alfa numa galáxia é, na prática, mapear onde a formação estelar está acontecendo agora, e não em média ao longo de bilhões de anos. Num disco Sc como o de NGC 300, essas manchas se alinham ao longo dos braços espirais.

Como o tamanho aparente se compara ao real?

NGC 300 ocupa 20,89 minutos de arco segundo o SIMBAD, cerca de dois terços do diâmetro aparente da Lua cheia. É um valor grande para uma galáxia, e a razão é a proximidade, não o tamanho absoluto. Um objeto físico menor colocado perto ocupa mais céu que um objeto maior colocado longe.

A comparação com as outras galáxias deste conjunto deixa isso claro. Messier 100 ocupa 6,31 minutos de arco, menos de um terço do que NGC 300 ocupa, e nem por isso é fisicamente menor. O par NGC 2207 e IC 2163, a 114 milhões de anos-luz, aparece dentro de campos de cerca de cinco minutos de arco.

Esse é o motivo de essas imagens do acervo terem sido feitas com um instrumento de campo largo. O WFI cobre 30,2 por 30,2 minutos de arco na imagem de 2010 e 34,2 por 31,9 na de 2002. Um instrumento de alta resolução e campo estreito precisaria de várias exposições costuradas para dar conta do mesmo disco.

Por que ela é comparada a espirais maiores?

Galáxias espirais variam muito em massa, e NGC 300 está na faixa das espirais modestas, com bojo pequeno e disco relativamente pouco denso. Isso não a torna menos interessante: pelo contrário, galáxias assim são numerosas no universo, e estudar uma delas de perto ajuda a entender uma população inteira que, mais longe, só aparece como pontinho.

O tipo Sc descreve exatamente esse arranjo. Braços abertos e frouxos indicam que a estrutura espiral é menos apertada, e bojo pequeno indica que a maior parte das estrelas está no disco, não numa concentração central esferoidal. Discos assim costumam conservar mais gás e continuar formando estrelas por mais tempo que galáxias de tipo mais precoce.

O desvio para o vermelho registrado é z = 0,00049, o menor entre as galáxias deste conjunto, equivalente a cerca de 150 quilômetros por segundo. É um número compatível com um objeto vizinho, cuja velocidade medida reflete tanto a expansão do universo quanto o movimento próprio dentro do grupo do Escultor.

Os números deste objeto

Distância7.000.000 anos-luzdeclarada pelo publicador das imagens
ConstelaçãoEscultor (Scl)
Identificação principalNGC 300SIMBAD
Classificaçãogaláxia em grupo (GiG)SIMBAD
MorfologiaSc
Tamanho aparente20,89 minutos de arcoSIMBAD
Desvio para o vermelhoz = 0,00049
Coordenadas J2000AR 13,723 graus, Dec -37,684 graus
Imagens no acervo2

O que reparar nesta imagem

  • As manchas rosadas nos braçosAs manchas que aparecem em tom magenta na imagem de 2002 vêm do filtro estreito de H-alfa, em 658 nanômetros. Cada uma é gás ionizado por estrelas jovens e quentes nascidas ali.
  • Os braços abertos e frouxosA estrutura espiral não é apertada. Braços largamente separados e bojo central pequeno são exatamente o que a classificação Sc descreve.
  • A galáxia inteira dentro do quadroAs duas imagens cobrem mais de 30 minutos de arco de lado e o disco tem 20,89. Aqui a foto mostra o objeto completo, incluindo as bordas onde o brilho cai.
  • Os pontos que não pertencem à galáxiaBoa parte dos pontos brilhantes espalhados pelo campo são estrelas da própria Via Láctea, muito mais próximas, projetadas por acaso na mesma direção.

Por que esta imagem tem essas cores

As cores desta imagem se aproximam do que um olho humano veria, se ele fosse sensível o bastante: cada filtro registrou luz visível e recebeu uma cor coerente com o próprio comprimento de onda.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Azulluz visível · WFI · B451 nmolho enxerga
  • Verdeluz visível · WFI · V539 nmolho enxerga
  • Vermelholuz visível · WFI · R651 nmolho enxerga
  • Magentaluz visível · WFI · H-alpha658 nmolho enxerga

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESO junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Este recorte do céu tem quase o mesmo tamanho aparente da Lua cheia. O recorte fotografado mede 34 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 42.537 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.

A luz desta imagem levou 7 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os primeiros representantes do gênero Homo apareciam na África.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 37° de altura, na direção SE.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 76 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Quanto já se olhou para aqui

  • 904registros do Hubble
  • 728registros do James Webb
  • 8registros do GALEX

Contagem de observações arquivadas no Mikulski Archive for Space Telescopes, o repositório público operado pelo Space Telescope Science Institute, para uma busca num raio de 10 minutos de arco em torno da coordenada deste objeto. Um registro é um produto de observação, e não uma noite de telescópio nem uma fotografia: uma única campanha científica costuma render dezenas deles. O número serve para comparar a atenção que cada objeto recebeu, não para contar fotos.

O que ainda não se sabe

Distâncias de galáxias próximas continuam sendo revisadas conforme os métodos de calibração melhoram, e o valor de 7 milhões de anos-luz declarado pelo publicador carrega incerteza que não vem informada junto. Também segue em discussão a composição exata do grupo do Escultor: quais galáxias estão de fato ligadas gravitacionalmente ao conjunto e quais apenas se projetam na mesma direção do céu é uma pergunta que depende de distâncias individuais precisas, e várias delas ainda não estão bem estabelecidas. A própria estrutura tridimensional do grupo, se é um conjunto compacto ou um filamento alongado visto de ponta, permanece em aberto.

Divulgação que só conta o que já está resolvido dá a impressão errada de que a astronomia acabou. Ela não acabou, e este bloco existe para separar o que está estabelecido do que continua em disputa entre pesquisadores.

Uma coisa que quase ninguém sabe

NGC 300 e NGC 253 aparecem na mesma constelação e pertencem ao mesmo agrupamento de galáxias, mas as distâncias declaradas pelos publicadores diferem em quase metade, 7 contra 10,4 milhões de anos-luz. Grupos de galáxias não são estruturas apertadas: são conjuntos frouxos espalhados por milhões de anos-luz de profundidade.

Outras imagens deste objeto

Galáxia NGC 300, galáxia em grupo, em imagem do MPG/ESO 2.2-metre telescope
MPG/ESO 2.2-metre telescope, instrumento WFI.Esta imagem da espetacular galáxia espiral austral NGC 300 foi obtida com o Wide Field Imager (WFI), no Observatório de La Silla do ESO, no Chile. Ela foi montada a partir de muitas imagens individuais, através de um grande conjunto de filtros diferentes, ao longo de muitas noites de observação, distribuídas por vários anos.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ESO CC BY 4.0

Galáxia NGC 300, galáxia em grupo, em imagem do DSS
DSS.Uma imagem de NGC 300 do Digitized Sky Survey, obtida em solo.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (AURA/STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

Galáxia NGC 300, galáxia em grupo
Combinando dados do DESI Legacy Imaging Surveys e do telescópio Gemini South, astrônomos investigaram três galáxias anãs ultratênues que residem numa região do espaço isolada da influência ambiental de objetos maiores.Descrição do acervo NOIRLab, traduzida.

Crédito DECaLS/DESI Legacy Imaging Surveys/LBNL/DOE & KPNO/CTIO/NOIRLab/NSF/AURAImage Processing: T.A. Rector (University of Alaska Anchorage/NSF NOIRLab), M. Zamani (NSF NOIRLab) & D. de Martin (NSF NOIRLab) NOIRLab CC BY 4.0

Galáxia NGC 300, galáxia em grupo
Combinando dados do DESI Legacy Imaging Surveys e do telescópio Gemini South, astrônomos investigaram três galáxias anãs ultratênues que residem numa região do espaço isolada da influência ambiental de objetos maiores.Descrição do acervo NOIRLab, traduzida.

Crédito DECaLS/DESI Legacy Imaging Surveys/LBNL/DOE & KPNO/CTIO/NOIRLab/NSF/AURAImage Processing: T.A. Rector (University of Alaska Anchorage/NSF NOIRLab), M. Zamani (NSF NOIRLab) & D. de Martin (NSF NOIRLab) NOIRLab CC BY 4.0

Galáxia NGC 300, galáxia em grupo
Combinando dados do DESI Legacy Imaging Surveys e do telescópio Gemini South, astrônomos investigaram três galáxias anãs ultratênues que residem numa região do espaço isolada da influência ambiental de objetos maiores.Descrição do acervo NOIRLab, traduzida.

Crédito DECaLS/DESI Legacy Imaging Surveys/LBNL/DOE & KPNO/CTIO/NOIRLab/NSF/AURAImage Processing: T.A. Rector (University of Alaska Anchorage/NSF NOIRLab), M. Zamani (NSF NOIRLab) & D. de Martin (NSF NOIRLab) NOIRLab CC BY 4.0

Galáxia NGC 300, galáxia em grupo, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento ACS.Nesta vista da galáxia espiral NGC 300, estrelas jovens e azuis estão concentradas em braços espirais que atravessam a imagem na diagonal. As manchas amarelas são gás quente e brilhante, aquecido pela radiação das estrelas jovens e azuis mais próximas.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA, J. Dalcanton and B. Williams (University of Washington) ESA/Hubble CC BY 4.0

Galáxia NGC 300, galáxia em grupo, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento ACS.Miríades de estrelas incrustadas no coração da galáxia próxima NGC 300 podem ser distinguidas uma a uma, como grãos de areia numa praia, nesta imagem do Telescópio Espacial Hubble. A resolução primorosa do telescópio Hubble permite ver as estrelas como pontos individuais de luz, apesar de a galáxia estar a milhões de anos-luz de distância.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (AURA/STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

Galáxia NGC 300, galáxia em grupo, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento ACS.A Advanced Camera for Surveys do Hubble mostra estrelas individuais e também aglomerados de estrelas na galáxia espiral NGC 300, a aproximadamente 7 milhões de anos-luz da Terra. Nesta imagem, veem-se um denso enxame de estrelas, manchas de poeira e um aglomerado estelar brilhante, todos perto do núcleo da galáxia.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA, J. Dalcanton and B. Williams (University of Washington) ESA/Hubble CC BY 4.0

Galáxia NGC 300, galáxia em grupo, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento ACS.A Advanced Camera for Surveys do Hubble mostra estrelas individuais, aglomerados de estrelas e nebulosas na galáxia espiral NGC 300, a aproximadamente 7 milhões de anos-luz da Terra. A imagem mostra uma região de formação estelar alguns milhares de anos-luz mais afastada do centro da galáxia.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA, J. Dalcanton and B. Williams (University of Washington) ESA/Hubble CC BY 4.0

Galáxia NGC 300, galáxia em grupo, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento ACS.A Advanced Camera for Surveys do Hubble mostra estrelas individuais e aglomerados de estrelas na galáxia espiral NGC 300, a aproximadamente 7 milhões de anos-luz da Terra.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA, J. Dalcanton and B. Williams (University of Washington) ESA/Hubble CC BY 4.0

Galáxia NGC 300, galáxia em grupo, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento ACS.Miríades de estrelas incrustadas no coração da galáxia próxima NGC 300 podem ser distinguidas uma a uma, como grãos de areia numa praia, nesta imagem do Telescópio Espacial Hubble. A resolução primorosa do telescópio Hubble permite ver as estrelas como pontos individuais de luz, apesar de a galáxia estar a milhões de anos-luz de distância.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (AURA/STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

Vídeo de Galáxia NGC 300

O player do YouTube só carrega depois que você clica, e sem cookie de rastreio. Vídeo publicado por European Southern Observatory (ESO); o conteúdo é do canal, e não do ValorFinal.

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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Galáxia do Escultor

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • R Sculptoris

    Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/M. Maercker et al. ESO CC BY 4.0

  • Abell 2744, o Aglomerado de Pandora

    Crédito NASA, ESA, ESO, CXC, and D. Coe (STScI)/J. Merten (Heidelberg/Bologna) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia Roda de Carroça

    Crédito NASA, ESA, CSA, STScI ESA/Webb CC BY 4.0

  • Galáxia de Andrômeda

    Crédito ESA/Hubble & Digitized Sky Survey 2. Acknowledgment: Davide De Martin (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia do Sombrero

    Crédito ESA/Hubble & NASA, K. Noll ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia do Redemoinho

    Crédito NASA, ESA, S. Beckwith (STScI), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia do Cata-vento

    Crédito NASA, ESA, CXC, SSC and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia do Triângulo

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Galáxia do Charuto

    Crédito NASA, ESA, CSA, A. Smercina (STScI), T. Williams (University of Manchester). Image processing: A. Pagan (STScI). ESA/Webb CC BY 4.0

Perguntas frequentes

O que é a galáxia NGC 300?
NGC 300 é uma galáxia espiral do tipo Sc na constelação do Escultor, a 7 milhões de anos-luz da Terra segundo a distância declarada pelo publicador das imagens. Pertence ao agrupamento de galáxias do Escultor, o mesmo de NGC 253. Ocupa 20,89 minutos de arco no céu, cerca de dois terços do diâmetro aparente da Lua cheia, e tem braços espirais abertos com bojo central pequeno.
Por que astrônomos estudam tanto galáxias próximas como esta?
Porque a proximidade permite separar objetos individuais em vez de medir apenas a luz somada da galáxia. A 7 milhões de anos-luz é possível identificar estrelas supergigantes uma a uma, contar regiões de gás ionizado separadamente e acompanhar estrelas variáveis. Cefeidas, cuja luminosidade real se deduz do período de pulsação, servem de referência de distância, e galáxias próximas funcionam como degrau para calibrar métodos usados depois em objetos muito mais distantes.
O que são as manchas rosadas na imagem de NGC 300?
As manchas em tom magenta vêm de um filtro estreito centrado em 658 nanômetros, a linha H-alfa do hidrogênio. Essa linha só é emitida em quantidade quando existe hidrogênio ionizado, e para ionizar hidrogênio em massa é preciso radiação ultravioleta de estrelas jovens e muito quentes. Cada mancha, portanto, marca uma região onde a formação estelar está acontecendo agora, e não uma média dos últimos bilhões de anos.
NGC 300 é maior que a Via Láctea?
Não. NGC 300 está na faixa das espirais modestas, com bojo pequeno e disco relativamente pouco denso, bem abaixo do porte da Via Láctea. O tamanho aparente grande no céu, de 20,89 minutos de arco, vem da proximidade e não da dimensão absoluta: um objeto físico menor colocado perto ocupa mais céu que um objeto maior colocado longe. Galáxias desse porte são numerosas no universo.
Qual a diferença entre NGC 300 e NGC 253?
Ambas ficam na constelação do Escultor e pertencem ao mesmo agrupamento de galáxias, mas são objetos distintos. NGC 253 tem distância declarada de 10,4 milhões de anos-luz, morfologia SAB(s)c, é vista quase de perfil e passa por um surto intenso de formação estelar no núcleo. NGC 300 tem distância declarada de 7 milhões de anos-luz, morfologia Sc e é vista de forma mais aberta, com braços frouxos e formação estelar distribuída ao longo do disco.
Dá para ver NGC 300 com telescópio amador?
Em céu bem escuro, um telescópio amador de porte razoável mostra NGC 300 como uma mancha difusa e de brilho baixo. A galáxia é grande no céu, com quase 21 minutos de arco, e essa extensão significa que a luz está espalhada por uma área ampla, o que reduz o brilho superficial e a torna mais sensível à poluição luminosa que objetos compactos. Estrutura espiral detalhada exige tempo de exposição fotográfica.

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Galáxia NGC 300. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/galaxia-ngc-300. Consultado em: 23/08/2026.