Aglomerado de galáxias
Abell 2744, o Aglomerado de Pandora
Quatro aglomerados de galáxias colidindo ao mesmo tempo, funcionando como uma lente gigante para o universo distante.

Crédito NASA, ESA, and J. Lotz, M. Mountain, A. Koekemoer, and the HFF Team (STScI). ESA/Hubble CC BY 4.0
- Tipo
- Aglomerado de galáxiasSIMBAD: ClG
- Distância
- 19.478 unidades astronômicas
- Constelação
- EscultorScl
- Tamanho no céu
- 7,0 minutos de arco
- Observado por
- Hubble Space Telescope
- Imagem publicada
- janeiro de 2014
- Original do acervo
- 3.909 × 4.360 px17 megapixels
- Desvio para o vermelho
- z = 0,306
Abell 2744 é uma colisão em andamento de pelo menos quatro aglomerados de galáxias, um evento tão caótico que rendeu o apelido de Aglomerado de Pandora. A colisão separou os componentes do sistema: o gás quente ficou para trás, as galáxias seguiram adiante, e a matéria escura foi por outro caminho ainda.
Essa separação é uma das melhores evidências observacionais da existência de matéria escura. Se toda a massa estivesse na matéria visível, gás e massa gravitacional teriam ficado no mesmo lugar. A gravidade, medida pelo efeito de lente, está onde não há matéria luminosa nenhuma.
Porque é tão massivo, o aglomerado funciona como uma lente gravitacional gigantesca: a luz de galáxias muito mais distantes, que passa por perto, é entortada e ampliada. O James Webb usou essa lente natural para detectar algumas das galáxias mais distantes já observadas.
O que reparar nesta imagem
- Os arcos alongadosNão são galáxias deformadas: são imagens distorcidas de galáxias muito mais distantes, esticadas pela gravidade do aglomerado.
- As imagens múltiplasA mesma galáxia de fundo às vezes aparece duas ou mais vezes na imagem, em posições diferentes, porque a luz dela contornou o aglomerado por caminhos distintos.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulluz visível · ACS · B435 nmolho enxerga
- Azulluz visível · ACS · V606 nmolho enxerga
- Verdeinfravermelho · ACS · I814 nminvisível ao olho
- Verdeinfravermelho · WFC3 · Y1,05 µminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · WFC3 · J1,25 µminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · WFC3 · H1,4 µminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · WFC3 · W1,6 µminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 16 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 2,0 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 39,7 unidades astronômicas de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 112,5 dias para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era naquela época.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 83° de altura daqui.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 83 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Uma coisa que quase ninguém sabe
A lente gravitacional deste aglomerado amplia a luz de galáxias de fundo em até dezenas de vezes. Sem ela, várias das descobertas mais distantes do James Webb teriam sido impossíveis.
Outras imagens deste objeto

Crédito NASA, ESA, M. Montes (IAC), and J. Lotz, M. Mountain, A. Koekemoer, and the HFF Team (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, D. Harvey (École Polytechnique Fédérale de Lausanne, Switzerland), R. Massey (Durham University, UK), the Hubble SM4 ERO Team, ST-ECF, ESO, D. Coe (STScI), J. Merten (Heidelberg/Bologna), HST Frontier Fields, Harald Ebeling(University of Hawaii at Manoa), Jean-Paul Kneib (LAM)and Johan Richard (Caltech, USA) ESA/Hubble CC BY 4.0
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Galáxia do Escultor
- Galáxia NGC 300
- R Sculptoris
Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/M. Maercker et al. ESO CC BY 4.0
- Aglomerado Abell 370
Crédito NASA, ESA, and B. Sunnquist and J. Mack (STScI)Acknowledgment: NASA, ESA, and J. Lotz (STScI) and the HFF Team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado de Coma
Crédito NASA, ESA, J. Mack, and J. Madrid et al. ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado MACS J0416
Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, J. Diego (Instituto de Física de Cantabria, Spain), J. D’Silva (U. Western Australia), A. Koekemoer (STScI), J. Summers & R. Windhorst (ASU), and H. Yan (U. Missouri) ESA/Webb CC BY 4.0
- Aglomerado MACS J0717
Crédito NASA, ESA, Harald Ebeling (University of Hawaii at Manoa) & Jean-Paul Kneib (LAM) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado Abell 2218
Crédito NASA, ESA, and Johan Richard (Caltech, USA)Acknowledgement: Davide de Martin & James Long (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado Abell S1063
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, H. Atek, M. Zamani (ESA/Webb)Acknowledgement: R. Endsley ESA/Webb CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Abell 2744, o Aglomerado de Pandora. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/aglomerado-de-pandora. Consultado em: 23/08/2026.








