Galáxia
Galáxia do Escultor
Uma das galáxias mais brilhantes do céu depois de Andrômeda, cheia de poeira e formando estrelas em ritmo intenso.

- Tipo
- GaláxiaSIMBAD: SyG
- Distância
- 11 milhões de anos-luz
- Constelação
- EscultorScl
- Tamanho no céu
- 29 minutos de arco
- Classificação
- SAB(s)c
- Observado por
- MPG/ESO 2.2-metre telescope, Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy
- Imagem publicada
- janeiro de 2009
- Original do acervo
- 1.280 × 1.160 px1 megapixels
NGC 253 é a galáxia dominante de um grupo próximo e uma das mais brilhantes do céu inteiro. Ela está inclinada o suficiente para mostrar o disco alongado, e é tão carregada de poeira que ganhou o apelido de Galáxia da Moeda de Prata pelo aspecto granulado.
O centro dela abriga um surto de formação estelar, com nuvens densas produzindo estrelas em ritmo bem acima do normal. Assim como acontece na Galáxia do Charuto, esse processo gera um vento de gás quente saindo do núcleo, que já foi mapeado em raios X e em ondas de rádio.
Fica na constelação do Escultor, alta no céu brasileiro durante a primavera e o verão, e é um dos alvos mais recompensadores para quem tem um telescópio pequeno no hemisfério sul.
O que reparar nesta imagem
- A textura granuladaO aspecto irregular vem da quantidade de poeira misturada às estrelas. Não é ruído da imagem.
- O núcleo densoA região central concentra formação de estrelas intensa, escondida em boa parte pela própria poeira que ela produz.
Que tamanho é isso, de verdade
Este recorte do céu tem quase o mesmo tamanho aparente da Lua cheia. O recorte fotografado mede 33 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 92.281 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 11 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os primeiros representantes do gênero Homo apareciam na África.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 88° de altura daqui.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 88 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Uma coisa que quase ninguém sabe
Foi descoberta em 1783 por Caroline Herschel, uma das primeiras mulheres a receber salário como astrônoma profissional.
Outras imagens deste objeto

Crédito ESO/J. Emerson/VISTA. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Galáxia NGC 300
- R Sculptoris
Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/M. Maercker et al. ESO CC BY 4.0
- Abell 2744, o Aglomerado de Pandora
Crédito NASA, ESA, and J. Lotz, M. Mountain, A. Koekemoer, and the HFF Team (STScI). ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia de Andrômeda
Crédito NASA, ESA, J. Dalcanton (University of Washington, USA), B. F. Williams (University of Washington, USA), L. C. Johnson (University of Washington, USA), the PHAT team, and R. Gendler. ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Sombrero
Crédito ESA/Hubble & NASA, K. Noll ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Redemoinho
Crédito NASA, ESA, S. Beckwith (STScI), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Cata-vento
Crédito Image: European Space Agency & NASA Acknowledgements: Project Investigators for the original Hubble data: K.D. Kuntz (GSFC), F. Bresolin (University of Hawaii), J. Trauger (JPL), J. Mould (NOAO), and Y.-H. Chu (University of Illinois, Urbana) Image processing: Davide De Martin (ESA/Hubble) CFHT image: Canada-France-Hawaii Telescope/J.-C. Cuillandre/Coelum NOAO image: George Jacoby, Bruce Bohannan, Mark Hanna/NOAO/AURA/NSF ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Charuto
Crédito NASA, ESA, CSA, A. Smercina (STScI), T. Williams (University of Manchester). Image processing: A. Pagan (STScI). ESA/Webb CC BY 4.0
- Galáxia de Bode
Crédito NASA, ESA, A. Zezas (CfA), and A. Filippenko (UC Berkeley) Acknowledgment: Hubble Heritage Team (STScI/AURA) & O. Fox (University of California, Berkeley) ESA/Hubble CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Galáxia do Escultor. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/galaxia-do-escultor. Consultado em: 23/08/2026.








