Galáxia em grupo
Galáxia do Triângulo
A terceira maior galáxia do nosso grupo local, e uma das poucas fora da Via Láctea que se pode tentar ver sem telescópio.

- Tipo
- Galáxia em grupoSIMBAD: GiG
- Distância
- 3 milhões de anos-luz
- Constelação
- TriânguloTri
- Tamanho no céu
- 1,0 graus
- Classificação
- SA(s)cd
- Observado por
- VLT Survey Telescope
- Imagem publicada
- agosto de 2014
- Original do acervo
- 19.058 × 15.983 px305 megapixels
Messier 33 forma, com a Via Láctea e Andrômeda, o trio de galáxias grandes do Grupo Local. É bem menor que as outras duas, com talvez quarenta bilhões de estrelas, mas está próxima o suficiente para que telescópios resolvam estrelas individuais nela com facilidade.
Ela tem uma estrutura espiral frouxa, sem o bojo central proeminente que Andrômeda exibe. Galáxias assim são chamadas de espirais de disco puro, e são interessantes justamente por isso: a história delas parece não ter incluído fusões grandes, que é o que costuma construir bojos.
É considerada por muitos observadores o objeto mais distante visível a olho nu, disputando o título com Andrômeda. A diferença é que ela é bem mais difícil: o brilho está espalhado por uma área grande do céu, o que reduz o contraste contra o fundo. Precisa de céu realmente escuro e de saber exatamente onde olhar.
O que reparar nesta imagem
- A ausência de bojoDiferente de Andrômeda, aqui não há uma bola brilhante no centro. O disco vai até o miolo, o que diz algo sobre a história tranquila desta galáxia.
- As regiões de formação estelarAs manchas avermelhadas são nuvens de hidrogênio. Uma delas, NGC 604, é uma das maiores conhecidas em qualquer galáxia.
Que tamanho é isso, de verdade
Este recorte do céu é cerca de 2,2 vezes mais largo que a Lua cheia. O recorte fotografado mede 1,1 graus de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 52.587 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 3 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os primeiros representantes do gênero Homo apareciam na África.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 36° de altura daqui.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 36 graus acima do horizonte.
Este é um dos poucos objetos do acervo que dá para encontrar a olho nu, em céu escuro. O que você vai ver é bem mais pálido e menor que a imagem: telescópios acumulam luz por horas, e o olho não.
Uma coisa que quase ninguém sabe
NGC 604, dentro desta galáxia, tem cerca de 1.500 anos-luz de diâmetro. Se estivesse à distância da Nebulosa de Órion, ocuparia um quarto do céu e projetaria sombras no chão.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Galáxia de Andrômeda
Crédito NASA, ESA, J. Dalcanton (University of Washington, USA), B. F. Williams (University of Washington, USA), L. C. Johnson (University of Washington, USA), the PHAT team, and R. Gendler. ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Sombrero
Crédito ESA/Hubble & NASA, K. Noll ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Redemoinho
Crédito NASA, ESA, S. Beckwith (STScI), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Cata-vento
Crédito Image: European Space Agency & NASA Acknowledgements: Project Investigators for the original Hubble data: K.D. Kuntz (GSFC), F. Bresolin (University of Hawaii), J. Trauger (JPL), J. Mould (NOAO), and Y.-H. Chu (University of Illinois, Urbana) Image processing: Davide De Martin (ESA/Hubble) CFHT image: Canada-France-Hawaii Telescope/J.-C. Cuillandre/Coelum NOAO image: George Jacoby, Bruce Bohannan, Mark Hanna/NOAO/AURA/NSF ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Charuto
Crédito NASA, ESA, CSA, A. Smercina (STScI), T. Williams (University of Manchester). Image processing: A. Pagan (STScI). ESA/Webb CC BY 4.0
- Galáxia de Bode
Crédito NASA, ESA, A. Zezas (CfA), and A. Filippenko (UC Berkeley) Acknowledgment: Hubble Heritage Team (STScI/AURA) & O. Fox (University of California, Berkeley) ESA/Hubble CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Galáxia do Triângulo. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/galaxia-do-triangulo. Consultado em: 23/08/2026.





