Estrela de carbono
LL Pegasi, a estrela espiral
Uma estrela morrendo cujo vento desenhou uma espiral quase perfeita no espaço.

Crédito ESA/NASA & R. Sahai ESA/Hubble CC BY 4.0
- Tipo
- Estrela de carbonoSIMBAD: C*
- Constelação
- PégasoPeg
- Tamanho no céu
- Observado por
- Hubble Space Telescope, Atacama Large Millimeter/submillimeter Array
- Imagem publicada
- setembro de 2010
- Original do acervo
- 1.625 × 1.625 px3 megapixels
LL Pegasi é uma estrela de carbono no fim da vida, perdendo massa continuamente. Em volta dela existe uma das estruturas mais geometricamente perfeitas já fotografadas no espaço: uma espiral com voltas regulares, quase como um desenho técnico.
A explicação é a mesma de R Sculptoris. A estrela tem uma companheira, e enquanto as duas orbitam uma à outra, o material expelido pelo vento estelar é enrolado pelo movimento orbital.
A regularidade das voltas permite medir coisas com precisão incomum. O espaçamento entre elas corresponde ao período orbital do par, e a velocidade de expansão do vento pode ser deduzida da geometria.
A estrela em si é praticamente invisível em luz visível: ela está envolta na própria poeira que produz. A espiral só aparece porque reflete a luz de estrelas ao redor.
O que reparar nesta imagem
- A regularidade das voltasCada volta corresponde a uma órbita completa do par. O espaçamento constante indica um vento estável.
- A ausência da estrela no centroEla está enterrada na própria poeira e não aparece em luz visível.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulluz visível · ACS · V606 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · ACS · Pseudogreen (V+I)814 nminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 23 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 1,4 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 49° de altura daqui.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 49 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Quinteto de Stephan
Crédito NASA, ESA and the Hubble SM4 ERO Team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Eta Carinae
- Betelgeuse
Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/E. O’Gorman/P. Kervella ESO CC BY 4.0
- Fomalhaut
Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/L. Matrà/M. A. MacGregor ESO CC BY 4.0
- Beta Pictoris
- V838 Monocerotis
Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (AURA/STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0
- AG Carinae
Crédito NASA, ESA and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. LL Pegasi, a estrela espiral. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/ll-pegasi. Consultado em: 23/08/2026.






