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ObservatórioAstronomia

Estrela Herbig Ae/Be

R Coronae Australis

Uma estrela variável jovem que ilumina a nuvem escura da Coroa Austral, um dos berçários de estrelas mais próximos do Sol, a 420 anos-luz.

R Coronae Australis, estrela herbig ae/be, em imagem do MPG/ESO 2.2-metre telescope
"The R Coronae Australis region imaged with the Wide Field Imager at La Silla", como o acervo nomeou esta imagem.A próxima região de formação estelar em torno da estrela R Coronae Australis, fotografada pelo Wide Field Imager (WFI) do telescópio MPG/ESO de 2,2 metros, no Observatório de La Silla do ESO, no Chile. Esta imagem, que cobre um campo de 33,7 x 31,9 minutos de arco (cerca do diâmetro da Lua cheia), é a combinação de doze quadros CCD, de 67 megapixels cada, obtidos através dos filtros B, V e R, com quatro exposições de cinco minutos cada.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ESO CC BY 4.0

Tipo
Estrela Herbig Ae/BeSIMBAD: Ae*
Distância
420 anos-luzdeclarada pelo publicador da imagem, em 2010
Constelação
Coroa AustralCrA
Observado por
MPG/ESO 2.2-metre telescope, NSF Víctor M. Blanco 4-meter Telescope
Imagem publicada
junho de 2010
Original do acervo
8.795 × 8.573 px75 megapixels

R Coronae Australis é uma estrela jovem na constelação da Coroa Austral, a 420 anos-luz da Terra segundo a distância declarada pelo publicador das imagens. O SIMBAD a registra como V* R CrA, com o código Ae*, o mesmo que marca as estrelas Herbig Ae: objetos de massa intermediária que ainda não terminaram de se formar e continuam cercados pelo material da nuvem que os gerou.

A estrela não vale sozinha o ingresso. O que faz dessa região um alvo constante de telescópios é a nuvem em que ela está mergulhada, o complexo molecular da Coroa Austral, um dos conjuntos de gás frio e poeira mais próximos do Sistema Solar. Numa distância dessas, cada segundo de arco no céu corresponde a cerca de 130 unidades astronômicas, o que permite separar detalhes que em regiões mais distantes viram borrão.

As duas imagens do acervo são de campo largo e mostram justamente isso: a estrutura da nuvem. A do ESO, feita em 2010 com a câmera WFI em La Silla, cobre quase 35 minutos de arco de lado. A do NOIRLab, feita em 2026 com a câmera DECam, cobre 48,7 por 29,6 minutos de arco, mais largo que a Lua cheia. Não são retratos de uma estrela, são mapas de uma região inteira.

Por que a estrela se chama R?

A letra não é abreviação nem inicial. Ela vem do sistema criado no século 19 para nomear estrelas variáveis, aquelas cujo brilho muda ao longo do tempo. As letras maiúsculas de R a Z foram reservadas para as primeiras variáveis identificadas em cada constelação, seguidas do nome da constelação em latim, no caso genitivo. R Coronae Australis foi a primeira variável catalogada na Coroa Austral, e por isso ficou com a primeira letra da série.

O esquema se esgotou rápido, porque variáveis são muito mais comuns do que se supunha. Depois de Z vieram combinações de duas letras, e quando estas também acabaram passou-se a usar a letra V seguida de um número. Uma estrela chamada V1057, por exemplo, é apenas a variável de número alto de uma constelação farta em variáveis. O sistema é histórico e um tanto desajeitado, mas continua em uso.

Vale um alerta contra a confusão mais comum do céu. R Coronae Australis não tem relação com R Coronae Borealis, que é outra estrela, em outra constelação, num estágio de vida completamente diferente e com um tipo de variabilidade própria. Os nomes se parecem porque as duas constelações se chamam Coroa, uma do sul e outra do norte, e as duas estrelas foram as primeiras variáveis catalogadas em cada uma.

O que é a nuvem molecular da Coroa Austral?

Nuvem molecular é o nome dado a uma concentração de gás interestelar frio e denso o bastante para que o hidrogênio exista na forma de molécula, e não de átomo solto. Nessas condições, com temperaturas poucas dezenas de graus acima do zero absoluto, a gravidade consegue vencer a pressão interna em determinados pontos e o gás desaba, formando estrelas. Toda estrela nasce dentro de uma nuvem assim.

A nuvem da Coroa Austral é uma das mais próximas de nós, e a proximidade é o principal valor científico dela. Estruturas menores ficam resolvidas, estrelas jovens individuais podem ser separadas uma da outra e o mesmo objeto pode ser acompanhado em várias faixas do espectro sem que a resolução se perca. Regiões de formação estelar mais espetaculares existem, mas quase todas estão muito mais longe.

A nuvem também é escura, no sentido literal. Nas imagens de campo largo do acervo, há faixas em que a densidade de estrelas de fundo cai bruscamente, como se alguém tivesse apagado aquele trecho do céu. Nada foi apagado: existe poeira na frente, absorvendo e espalhando a luz das estrelas que estão atrás. Onde a nuvem é mais espessa, o fundo desaparece por completo.

Por que parte da nebulosa é azul e parte é escura?

As duas aparências vêm da mesma poeira, atuando de dois jeitos. Quando os grãos estão entre o observador e uma fonte de luz, eles bloqueiam: o resultado é uma nebulosa escura, um recorte sem estrelas. Quando os grãos estão perto de uma estrela brilhante e ligeiramente ao lado da linha de visada, eles espalham a luz na nossa direção: o resultado é uma nebulosa de reflexão.

A cor azulada das nebulosas de reflexão tem explicação direta. Grãos pequenos espalham luz de comprimento de onda curto com muito mais eficiência do que luz de comprimento longo. A luz azul da estrela é redirecionada em todas as direções, inclusive para cá, enquanto a vermelha segue em frente. É o mesmo mecanismo que faz o céu diurno ser azul e o Sol parecer alaranjado quando está baixo no horizonte.

A distinção importa porque separa dois tipos de nebulosa que muita gente confunde. Uma nebulosa de emissão, como as grandes regiões de hidrogênio ionizado, brilha com luz própria, produzida quando elétrons se recombinam com prótons em comprimentos de onda específicos. Uma nebulosa de reflexão não emite nada: ela devolve luz emprestada. R Coronae Australis é a fonte dessa luz emprestada para a nebulosa de reflexão vizinha, catalogada como NGC 6729.

O que muda entre a imagem de 2010 e a de 2026?

A imagem de 2010 foi feita com a câmera de campo largo WFI, no observatório de La Silla, no Chile, e usa três filtros do sistema fotométrico clássico: azul em 456 nanômetros, verde em 539 e vermelho em 651. São filtros largos, herdeiros de uma tradição que remonta à fotografia em placas, e o resultado se aproxima razoavelmente da percepção de cor de um olho humano bem adaptado.

A imagem de 2026 foi feita com a DECam, câmera montada num telescópio de 4 metros no Chile e projetada originalmente para levantamentos cosmológicos. Os filtros são outros: azul em 473 nanômetros, verde em 642 e vermelho em 784. Essa família de filtros, identificada por letras minúsculas, cobre faixas mais bem separadas e vai mais fundo no vermelho, o que ajuda a enxergar através da poeira e a registrar estrelas frias e avermelhadas.

O campo também cresceu. A imagem do ESO cobre cerca de 35 minutos de arco de lado, e a do NOIRLab chega a 48,7 minutos de arco de largura, mais que a Lua cheia, que tem em torno de 30. A 420 anos-luz, essa largura corresponde a aproximadamente 6 anos-luz de nuvem em um único quadro. É espaço suficiente para mostrar as estruturas escuras, as áreas de reflexão e os aglomerados de estrelas jovens no mesmo enquadramento.

Por que os telescópios voltam tanto a esta região?

O arquivo público do MAST registra, num raio de 0,02 grau em torno da posição de R Coronae Australis, 25 produtos de observação do Hubble e 60 do James Webb. A contagem merece cuidado na leitura: cada produto é um arquivo processado, não uma noite de telescópio, e um único programa de observação pode gerar dezenas deles. Mesmo assim, a proporção diz alguma coisa, e o que ela diz é que o Webb tem interesse ali.

O motivo é combinação de duas vantagens. A primeira é a proximidade: quanto mais perto, mais detalhe físico cabe em cada elemento de imagem. A segunda é que estrelas em formação passam a maior parte da infância enterradas em casulos de gás e poeira, invisíveis em luz visível. Observar em infravermelho é a única forma de enxergar a estrela dentro do casulo, porque comprimentos de onda longos atravessam a poeira que os curtos não atravessam.

Há ainda um terceiro atrativo, que é a química. O gelo que recobre os grãos de poeira em nuvens frias produz assinaturas de absorção no infravermelho, e é possível identificar quais moléculas estão congeladas ali. Nuvens próximas são os melhores laboratórios para esse tipo de trabalho, porque o sinal é forte o bastante para ser dissecado com espectroscopia em vez de apenas fotografado.

Os números deste objeto

Distância420 anos-luzdeclarada pelo publicador das imagens
ConstelaçãoCoroa Austral (CrA)
Identificação principalV* R CrASIMBAD
ClassificaçãoAe*, estrela Herbig AeSIMBAD
Coordenadas J2000AR 285,4737 graus, Dec -36,9523 graus
Campo da imagem do ESO34,9 x 34 minutos de arcocâmera WFI, 2010
Campo da imagem do NOIRLab48,7 x 29,6 minutos de arcocâmera DECam, 2026
Imagens no acervo2
Produtos no arquivo MASTHubble 25, James Webb 60busca num raio de 0,02 grau em torno da posição

O que reparar nesta imagem

  • As faixas sem estrelasOnde a densidade de pontos cai de repente, existe poeira na frente bloqueando o fundo. O contorno dessas áreas escuras é o contorno da parte mais densa da nuvem.
  • O brilho azulado em torno das estrelas jovensAs manchas claras e azuladas são nebulosas de reflexão. A poeira não emite luz própria ali: ela espalha na nossa direção a luz das estrelas vizinhas, e espalha melhor o azul.
  • O contraste entre as duas imagensCompare a versão de 2010 com a de 2026. Filtros mais vermelhos e um telescópio maior mostram mais estrelas dentro das áreas escuras, porque enxergam parcialmente através da poeira.
  • A extensão do campoA imagem da DECam é mais larga que a Lua cheia no céu. Perceber isso ajuda a entender que a página não mostra uma estrela isolada, e sim um trecho grande da Via Láctea.

Por que esta imagem tem essas cores

As cores desta imagem se aproximam do que um olho humano veria, se ele fosse sensível o bastante: cada filtro registrou luz visível e recebeu uma cor coerente com o próprio comprimento de onda.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Azulluz visível · WFI · B456 nmolho enxerga
  • Verdeluz visível · WFI · V539 nmolho enxerga
  • Vermelholuz visível · WFI · R651 nmolho enxerga

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESO junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Este recorte do céu tem quase o mesmo tamanho aparente da Lua cheia. O recorte fotografado mede 35 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

A luz desta imagem levou 420 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era há cerca de um século.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, baixo, perto do horizonte, a 6° de altura, na direção SO.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 77 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Quanto já se olhou para aqui

  • 25registros do Hubble
  • 60registros do James Webb

Contagem de observações arquivadas no Mikulski Archive for Space Telescopes, o repositório público operado pelo Space Telescope Science Institute, para uma busca num raio de 1,2 minutos de arco em torno da coordenada deste objeto. Um registro é um produto de observação, e não uma noite de telescópio nem uma fotografia: uma única campanha científica costuma render dezenas deles. O número serve para comparar a atenção que cada objeto recebeu, não para contar fotos.

O que ainda não se sabe

A distância exata do complexo da Coroa Austral não está fechada. O valor de 420 anos-luz é o declarado pelo publicador das imagens, mas nuvens escuras têm profundidade própria e não estão todas no mesmo plano, de modo que medidas feitas em estrelas diferentes da mesma região não precisam coincidir. Também segue em discussão a natureza da variabilidade de R Coronae Australis: mudanças de brilho em estrelas jovens podem vir de material do disco passando na frente, de episódios de acréscimo mais intenso ou de manchas na superfície, e separar essas causas exige monitoramento longo. A quantidade total de massa da nuvem e quanto dela ainda vai virar estrela permanecem estimativas com margem larga.

Divulgação que só conta o que já está resolvido dá a impressão errada de que a astronomia acabou. Ela não acabou, e este bloco existe para separar o que está estabelecido do que continua em disputa entre pesquisadores.

Uma coisa que quase ninguém sabe

A letra R no nome não abrevia nada. Ela é a primeira de uma sequência reservada, no século 19, às estrelas variáveis de cada constelação, e indica que R Coronae Australis foi a primeira variável catalogada na Coroa Austral. Quando as letras acabaram, os astrônomos passaram a usar a letra V seguida de número.

Outras imagens deste objeto

R Coronae Australis, estrela herbig ae/be, em imagem do NSF Víctor M. Blanco 4-meter Telescope
NSF Víctor M. Blanco 4-meter Telescope, instrumento DECam.Uma vista viva da Nuvem Molecular de Corona Australis, uma das regiões de formação estelar mais próximas da Terra, revela nebulosas brilhantes, faixas escuras de poeira e estrelas recém-nascidas numa cena que lembra A Noite Estrelada, de Van Gogh. À esquerda, o jovem sistema binário R Coronae Australis ilumina o gás e a poeira ao redor, enquanto o reluzente aglomerado globular NGC 6723 brilha no canto superior direito, muito além do berçário estelar próximo.Descrição do acervo NOIRLab, traduzida.

Crédito Dark Energy Survey/DOE/FNAL/DECam/CTIO/NOIRLab/NSF/AURA Image processing: T.A. Rector (University of Alaska Anchorage/NSF NOIRLab), R. Colombari & M. Zamani (NSF NOIRLab) NOIRLab CC BY 4.0

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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Eta Carinae

    Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of Arizona, Tucson), and J. Morse (BoldlyGo Institute, New York) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Betelgeuse

    Crédito ESO/Digitized Sky Survey 2. Acknowledgment: Davide De Martin. ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Fomalhaut

    Crédito NASA, ESA, P. Kalas (UC Berkeley), J. DePasquale (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Beta Pictoris

    Crédito NASA, ESA, D. Golimowski (Johns Hopkins University), D. Ardila (IPAC), J. Krist (JPL), M. Clampin (GSFC), H. Ford (JHU), and G. Illingworth (UCO/Lick) and the ACS Science Team ESA/Hubble CC BY 4.0

  • V838 Monocerotis

    Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (AURA/STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • AG Carinae

    Crédito ESA/Hubble and NASA, A. Nota, C. Britt ESA/Hubble CC BY 4.0

Perguntas frequentes

O que é R Coronae Australis?
R Coronae Australis é uma estrela jovem de massa intermediária na constelação da Coroa Austral, a 420 anos-luz segundo a distância declarada pelo publicador das imagens. O SIMBAD a classifica com o código Ae*, o das estrelas Herbig Ae, que ainda não iniciaram a fusão estável de hidrogênio e continuam cercadas pelo material da nuvem que as formou. A estrela ilumina a nebulosa de reflexão vizinha, catalogada como NGC 6729, e fica mergulhada num dos complexos de gás frio mais próximos do Sol.
R Coronae Australis é a mesma coisa que R Coronae Borealis?
Não, são estrelas diferentes, em constelações diferentes e em estágios de vida opostos. A confusão nasce dos nomes: Coroa Austral e Coroa Boreal são duas constelações distintas, uma no céu do sul e outra no do norte, e a letra R marca em cada uma a primeira estrela variável catalogada. R Coronae Australis é um objeto jovem, ainda em formação. R Coronae Borealis é uma estrela evoluída, conhecida por episódios em que o brilho despenca.
Por que a nuvem da Coroa Austral aparece escura nas fotos?
Porque a poeira interestelar bloqueia a luz das estrelas que estão atrás dela. Grãos sólidos misturados ao gás absorvem e espalham a radiação que os atravessa, e o efeito é tão eficiente que trechos densos da nuvem apagam completamente o fundo estelar. As áreas escuras das imagens não são regiões vazias do céu, mas exatamente o contrário: são as partes com mais material, densas o bastante para formar estrelas novas.
Dá para ver essa região do Brasil?
Sim, e em boas condições. A Coroa Austral fica com declinação em torno de menos 37 graus, o que a coloca alta no céu para observadores brasileiros durante o inverno e o começo da primavera, perto da constelação de Sagitário. A olho nu a região não impressiona, porque as nebulosas são fracas. Um binóculo em céu escuro já revela o contraste entre trechos ricos em estrelas e faixas visivelmente vazias, que são as áreas de poeira.
Qual a diferença entre nebulosa de reflexão e nebulosa de emissão?
Uma nebulosa de emissão brilha com luz própria: a radiação ultravioleta de estrelas quentes arranca elétrons dos átomos de hidrogênio, e a luz aparece quando esses elétrons são recapturados, em comprimentos de onda bem definidos. Uma nebulosa de reflexão não emite nada, apenas espalha a luz de uma estrela vizinha. Por isso ela costuma ser azulada, já que grãos pequenos espalham comprimentos de onda curtos com muito mais eficiência do que os longos.
Por que o James Webb observa tanto essa nuvem?
Porque estrelas recém-formadas passam a infância enterradas em casulos de gás e poeira que a luz visível não atravessa, e o infravermelho atravessa. Somando isso à proximidade da nuvem, cada elemento de imagem cobre uma região física pequena, o que permite separar objetos individuais. O arquivo público do MAST registra 60 produtos de observação do Webb num raio de 0,02 grau em torno da posição, contra 25 do Hubble, embora cada produto seja um arquivo processado e não uma noite de telescópio.
Que tamanho de céu as imagens desta página cobrem?
A imagem do ESO, feita em 2010 com a câmera WFI, cobre cerca de 35 por 34 minutos de arco. A do NOIRLab, feita em 2026 com a DECam, cobre 48,7 por 29,6 minutos de arco. Como a Lua cheia mede em torno de 30 minutos de arco, a segunda imagem é mais larga que a Lua no céu. À distância declarada de 420 anos-luz, essa largura corresponde a aproximadamente 6 anos-luz de nuvem num único quadro.

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. R Coronae Australis. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/r-coronae-australis. Consultado em: 23/08/2026.