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Estrela Herbig Ae/Be

R Coronae Australis

Uma estrela jovem iluminando a nuvem escura em que nasceu, numa das regiões de formação estelar mais próximas.

R Coronae Australis, estrela herbig ae/be registrada pelo MPG/ESO 2.2-metre telescope
“The R Coronae Australis region imaged with the Wide Field Imager at La Silla*”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito ESO CC BY 4.0

Tipo
Estrela Herbig Ae/BeSIMBAD: Ae*
Distância
420 anos-luz
Constelação
Coroa AustralCrA
Tamanho no céu
Observado por
MPG/ESO 2.2-metre telescope
Imagem publicada
junho de 2010
Original do acervo
8.795 × 8.573 px75 megapixels

R Coronae Australis é uma estrela jovem no complexo de nuvens da Coroa Austral, uma das regiões de formação estelar mais próximas da Terra, a poucas centenas de anos-luz.

Ela ilumina a poeira em volta e produz uma nebulosa de reflexão: a poeira não brilha sozinha, apenas espalha a luz da estrela, do mesmo jeito que partículas na atmosfera espalham a luz do Sol e deixam o céu azul.

A região inteira é escura e densa, e é uma das melhores para estudar as fases iniciais de formação estelar por estar perto. Várias protoestrelas e discos já foram identificados nela.

A nuvem da Coroa Austral está a menos de quinhentos anos-luz, o que a coloca entre as regiões de formação estelar mais próximas, junto com Touro e Camaleão. Essa proximidade importa porque a resolução espacial de qualquer telescópio piora com a distância: o mesmo instrumento que separa detalhes de poucas unidades astronômicas aqui só enxergaria borrões numa nuvem dez vezes mais longe.

O que reparar nesta imagem

  • A nebulosa de reflexãoO brilho azulado não vem do gás: é poeira espalhando a luz da estrela, exatamente como o céu da Terra faz.
  • As nuvens escuras em voltaMaterial denso que ainda não colapsou. É a matéria-prima das próximas estrelas da região.

Por que esta imagem tem essas cores

As cores desta imagem se aproximam do que um olho humano veria, se ele fosse sensível o bastante: cada filtro registrou luz visível e recebeu uma cor coerente com o próprio comprimento de onda.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Azulluz visível · WFI · B456 nmolho enxerga
  • Verdeluz visível · WFI · V539 nmolho enxerga
  • Vermelholuz visível · WFI · R651 nmolho enxerga

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESO junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Este recorte do céu tem quase o mesmo tamanho aparente da Lua cheia. O recorte fotografado mede 35 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

A luz desta imagem levou 420 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era há cerca de um século.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 38° de altura, na direção SE.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 77 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Baixar esta imagem

A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. R Coronae Australis. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/r-coronae-australis. Consultado em: 23/08/2026.