Estrela simbiótica
R Aquarii
Um par de estrelas em que uma rouba matéria da outra e cospe jatos de plasma pelo espaço.

Crédito NASA, ESA, M. Stute, M. Karovska, D. de Martin & M. Zamani (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Tipo
- Estrela simbióticaSIMBAD: Sy*
- Distância
- 1.000 anos-luz
- Constelação
- AquárioAqr
- Tamanho no céu
- Observado por
- Hubble Space Telescope, Very Large Telescope
- Imagem publicada
- outubro de 2024
- Original do acervo
- 3.067 × 2.332 px7 megapixels
R Aquarii é um sistema binário simbiótico: uma gigante vermelha pulsante e uma anã branca, orbitando uma à outra a cada quarenta e poucos anos.
A anã branca puxa matéria da companheira. Esse material se acumula na superfície dela até atingir condições de explosão, e o resultado são erupções periódicas que lançam jatos de plasma pelo espaço. Esses jatos se estendem por trilhões de quilômetros e se enrolam, formando estruturas em espiral.
Há registros de que o sistema teve erupções notáveis observáveis desde o século 17, o que faz dele um dos casos mais longamente acompanhados desse tipo. Ele fica relativamente próximo, o que permite ver detalhes que em sistemas mais distantes seriam impossíveis.
Sistemas simbióticos como este são laboratórios de transferência de massa entre estrelas, processo que está por trás de vários fenômenos importantes, das novas recorrentes às supernovas do tipo Ia. Como essas supernovas são usadas como régua para medir distâncias no universo, entender exatamente como a matéria se acumula na anã branca tem consequência bem além do sistema em si.
O que reparar nesta imagem
- Os jatos em espiralPlasma lançado pela anã branca, torcido pelo movimento orbital do par.
- A nebulosa em voltaMaterial acumulado de erupções anteriores, ainda visível em volta do sistema.
Por que esta imagem tem essas cores
Todos os filtros registraram luz visível, mas as cores foram redistribuídas no processamento para separar melhor o que a imagem mostra. O resultado é próximo do real, e não idêntico.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Cianoluz visível · WFC3 · OIII502 nmolho enxerga
- Azulluz visível · WFC3 · O I631 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · WFC3 · H-alpha656 nmolho enxerga
- Vermelholuz visível · WFC3 · N II658 nmolho enxerga
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 15 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 2,0 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
A luz desta imagem levou 1.000 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da chegada das primeiras naus portuguesas ao litoral brasileiro.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 82° de altura daqui.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 82 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Nebulosa Hélix, o Olho de Deus
- Eta Carinae
- Betelgeuse
Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/E. O’Gorman/P. Kervella ESO CC BY 4.0
- Fomalhaut
Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/L. Matrà/M. A. MacGregor ESO CC BY 4.0
- Beta Pictoris
- V838 Monocerotis
Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (AURA/STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0
- AG Carinae
Crédito NASA, ESA and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. R Aquarii. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/r-aquarii. Consultado em: 23/08/2026.






