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Aglomerado aberto

Caixa de Joias

Um aglomerado aberto jovem no Cruzeiro do Sul, com estrelas de cores contrastantes que renderam o nome.

Caixa de Joias, aglomerado aberto registrada pelo MPG/ESO 2.2-metre telescope
“Wide field image of the Jewel Box”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito ESO CC BY 4.0

Tipo
Aglomerado abertoSIMBAD: OpC
Distância
6.400 anos-luz
Constelação
Cruzeiro do SulCru
Tamanho no céu
10 minutos de arco
Observado por
MPG/ESO 2.2-metre telescope, Very Large Telescope
Imagem publicada
outubro de 2009
Original do acervo
5.130 × 5.130 px26 megapixels

NGC 4755 fica dentro do Cruzeiro do Sul e recebeu o nome de Caixa de Joias no século 19, quando John Herschel a descreveu como um estojo de pedras coloridas. O contraste é real: há estrelas azuis e brancas ao lado de uma supergigante vermelha bem no meio.

É um aglomerado aberto jovem, com talvez dez a quinze milhões de anos. Nessa idade as estrelas mais massivas já saíram da sequência principal e viraram supergigantes, enquanto as menores continuam azuis e quentes. É esse descompasso que produz o contraste de cor.

Ele fica a uns seis mil anos-luz e é visível a olho nu como uma mancha próxima a Mimosa, a segunda estrela mais brilhante do Cruzeiro. Num binóculo já se resolve em estrelas individuais.

O que reparar nesta imagem

  • A supergigante vermelha centralNasceu junto com as azuis, mas era mais massiva e por isso envelheceu mais rápido. Idade igual, destino diferente.
  • As estrelas azuisQuentes e jovens. Em alguns milhões de anos elas também vão inchar e mudar de cor.

Que tamanho é isso, de verdade

Cerca de 1,5 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 20 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 19,2 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.

A luz desta imagem levou 6.400 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da época em que a escrita foi inventada na Mesopotâmia.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 47° de altura, na direção SO.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 53 graus acima do horizonte.

Este é um dos poucos objetos do acervo que dá para encontrar a olho nu, em céu escuro. O que você vai ver é bem mais pálido e menor que a imagem: telescópios acumulam luz por horas, e o olho não.

Uma coisa que quase ninguém sabe

Todas as estrelas deste aglomerado têm praticamente a mesma idade e nasceram da mesma nuvem. As diferenças entre elas vêm quase inteiramente da massa inicial.

Outras imagens deste objeto

Caixa de Joias, aglomerado aberto registrada pelo Very Large Telescope
Very Large Telescope, instrumento FORS1.

Crédito ESO/Y. Beletsky ESO CC BY 4.0

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Westerlund 1

    Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, M. Zamani (ESA/Webb), M. G. Guarcello (INAF-OAPA) and the EWOCS team ESA/Webb CC BY 4.0

  • Westerlund 2

    Crédito NASA, ESA, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA), A. Nota (ESA/STScI), and the Westerlund 2 Science Team The original observations of Westerlund 2 were obtained by the science team: Antonella Nota (ESA/STScI), Elena Sabbi (STScI), Eva Grebel and Peter Zeidler (Astronomisches Rechen-Institut Heidelberg), Monica Tosi (INAF, Osservatorio Astronomico di Bologna), Alceste Bonanos (National Observatory of Athens, Astronomical Institute), Carol Christian (STScI/AURA) and Selma de Mink (University of Amsterdam). Follow-up observations were made by the Hubble Heritage team: Zoltan Levay (STScI), Max Mutchler, Jennifer Mack, Lisa Frattare, Shelly Meyett, Mario Livio, Carol Christian (STScI/AURA), and Keith Noll (NASA/GSFC). ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado NGC 3293

    Crédito ESO/G. Beccari ESO CC BY 4.0

  • Aglomerado NGC 3532

    Crédito ESO/G. Beccari ESO CC BY 4.0

  • Aglomerado NGC 6604

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Aglomerado Messier 18

    Crédito ESO CC BY 4.0

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Caixa de Joias. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/caixa-de-joias. Consultado em: 23/08/2026.