Aglomerado globular
47 Tucanae
Centenas de milhares de estrelas antigas empacotadas numa esfera visível a olho nu do Brasil, na constelação do Tucano, a 16.000 anos-luz.

Crédito ESO/M.-R. Cioni/VISTA Magellanic Cloud survey.Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0
- Tipo
- Aglomerado globularSIMBAD: GlC
- Distância
- 15.000 anos-luzpublicadores declaram de 15.000 a 16.700 anos-luz; aqui vale o comunicado de 2013
- Constelação
- TucanoTuc
- Tamanho no céu
- 44 minutos de arcoextensão catalogada no SIMBAD
- Observado por
- Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy, Hubble Space Telescope, DSS
- Imagem publicada
- janeiro de 2013
- Original do acervo
- 8.246 × 8.246 px68 megapixels
47 Tucanae, catalogado como NGC 104, é um aglomerado globular na constelação do Tucano, a 16.000 anos-luz da Terra segundo a distância declarada pelo publicador das imagens. Aglomerado globular é uma família específica de objeto: uma bola de estrelas ligadas pela própria gravidade, com um núcleo denso e um halo que se rarefaz para fora, e com uma população estelar antiga que se formou muito cedo na história da galáxia.
Ele ocupa 43,8 minutos de arco no céu segundo o SIMBAD, o que é mais que o diâmetro aparente da Lua cheia. Esse número já indica que não se trata de um objeto discreto: 47 Tucanae é visível a olho nu em céu escuro, e por isso mesmo passou séculos catalogado como se fosse uma estrela comum. A declinação de -72 graus o mantém baixo no horizonte do norte do Brasil e razoavelmente alto no sul do país, mas ele nunca aparece na maior parte do hemisfério norte.
Duas imagens do acervo atacam o mesmo objeto por caminhos opostos. Uma foi feita com a câmera VIRCAM em infravermelho, cobrindo 46,9 por 46,9 minutos de arco, campo suficiente para conter o aglomerado inteiro. A outra é do Hubble, cobre 2,8 por 2,7 minutos de arco e vai do ultravioleta ao infravermelho próximo, mergulhando na região central onde as estrelas ficam apertadas demais para telescópios de solo separarem uma da outra.
O que é um aglomerado globular?
Aglomerados globulares são sistemas estelares esféricos, com centenas de milhares de estrelas em alguns casos, mantidos coesos pela gravidade mútua. Eles não se parecem com aglomerados abertos como as Plêiades, que têm poucas centenas de estrelas jovens espalhadas e se dissolvem em algumas centenas de milhões de anos. Globulares são antigos, densos e duráveis: sobrevivem há bilhões de anos porque a concentração central é alta o bastante para resistir às marés da galáxia.
A composição química conta a história da idade. As estrelas de um globular típico são pobres em elementos mais pesados que o hélio, o que indica formação num período em que gerações anteriores de estrelas ainda não tinham enriquecido o gás da galáxia. Elas se formaram cedo, e as mais massivas de então já morreram há muito tempo. O que resta hoje são estrelas de massa baixa e média, muitas já em fases avançadas de evolução.
A Via Láctea abriga mais de cem aglomerados globulares conhecidos, distribuídos num halo aproximadamente esférico em vez de acompanhar o disco. Essa geometria é uma pista importante: ela sugere que eles se formaram antes do disco se assentar, ou que foram trazidos de fora por galáxias satélites incorporadas ao longo do tempo. As duas hipóteses valem, para grupos diferentes de aglomerados.
Quanto ele mede de verdade?
Tamanho aparente e tamanho físico são coisas diferentes, e converter um no outro exige a distância. Com os dois números do catálogo, 43,8 minutos de arco e 16.000 anos-luz, a conta é direta: a extensão aparente corresponde a algo em torno de 200 anos-luz de ponta a ponta. Para efeito de comparação, a estrela mais próxima do Sol está a pouco mais de quatro anos-luz.
Esse valor precisa de um aviso. Ele descreve toda a extensão em que o aglomerado ainda é detectável, incluindo o halo externo esparso, e não a região onde a maior parte das estrelas se concentra. O núcleo é bem menor. É por isso que números publicados para o diâmetro de globulares variam bastante: cada trabalho escolhe um critério, seja o raio que contém metade da luz, seja o raio onde a maré da galáxia passa a dominar sobre a gravidade interna.
A densidade é o que impressiona mais que o diâmetro. Perto do centro de um globular como este, a separação típica entre estrelas vizinhas é uma fração pequena da distância entre o Sol e a estrela mais próxima dele. Um planeta orbitando ali teria um céu noturno com milhares de estrelas mais brilhantes que qualquer uma que vemos daqui.
Por que o núcleo aparece saturado nas fotos?
Nas imagens de campo largo, o centro do aglomerado vira uma mancha branca sem estrutura. Isso não é defeito da câmera nem excesso de exposição por descuido. É consequência direta da densidade: a partir de certo ponto, as estrelas estão tão próximas umas das outras no céu que a atmosfera terrestre borra suas imagens até se sobreporem, e nenhum telescópio de solo comum consegue separá-las.
O Hubble está acima da atmosfera e resolve o problema. A imagem do acervo, feita com as câmeras ACS e WFC3, cobre apenas 2,8 por 2,7 minutos de arco, uma fração minúscula do aglomerado, e nessa área mostra estrelas individuais até bem perto do centro. É a diferença entre saber que há muitas estrelas e poder contá-las uma a uma, medindo cor e brilho de cada uma.
Contar estrelas individualmente é o que permite montar o diagrama que relaciona cor e luminosidade, a ferramenta central para determinar idade e composição de uma população estelar. Em aglomerados globulares essa ferramenta funciona especialmente bem, porque todas as estrelas estão à mesma distância e se formaram aproximadamente ao mesmo tempo, o que elimina duas variáveis de uma vez.
O que cada faixa de luz revela?
A imagem do VISTA usa três filtros no infravermelho: 1.030 nanômetros no canal azul, 1.250 nanômetros no verde e 2.160 nanômetros no vermelho. Nessa faixa, quem domina são as estrelas frias e evoluídas, gigantes vermelhas que já saíram da fase de queima estável de hidrogênio no núcleo. O infravermelho também atravessa melhor a poeira interestelar, o que ajuda em qualquer campo próximo do plano da galáxia.
A imagem do Hubble cobre um intervalo bem mais amplo: 275 nanômetros no ultravioleta mapeado para roxo, 475 nanômetros para azul, 606 nanômetros para verde e 814 nanômetros para vermelho. O canal ultravioleta é o mais informativo do conjunto. Em ultravioleta, gigantes vermelhas praticamente desaparecem e passam a se destacar estrelas quentes e compactas, entre elas anãs brancas e objetos que não se encaixam na sequência esperada para a idade do aglomerado.
Nenhuma dessas cores é a cor que um olho humano veria. São etiquetas atribuídas a filtros específicos, escolhidas para que diferenças físicas fiquem visíveis de relance. A convenção usual é ordenar por comprimento de onda, do mais curto no azul ao mais longo no vermelho, e é o que os dois publicadores fizeram aqui.
Por que ele aparece perto da Pequena Nuvem de Magalhães?
Em fotos de campo muito largo do céu do sul, 47 Tucanae costuma aparecer ao lado da Pequena Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite da Via Láctea. A proximidade é só de perspectiva. O aglomerado está a 16.000 anos-luz, dentro da nossa galáxia; a Nuvem está muito mais longe, e as duas coisas só coincidem na mesma direção do céu.
Esse alinhamento é um bom exercício de leitura de imagem astronômica. Uma fotografia do céu é uma projeção: tudo o que está numa mesma linha de visada aparece no mesmo lugar do quadro, independentemente da distância. Separar o que está na frente do que está atrás exige medida, seja de distância, seja de velocidade, e não pode ser feito no olho.
O desvio para o vermelho registrado para 47 Tucanae, z igual a -0,00006, é um exemplo disso. O sinal negativo indica aproximação, e o valor corresponde a uma velocidade radial da ordem de algumas dezenas de quilômetros por segundo. Esse número não tem nada a ver com a expansão do universo: para objetos dentro da própria galáxia, ele mede apenas o movimento orbital em relação a nós.
Os números deste objeto
| Distância | 16.000 anos-luzdeclarada pelo publicador das imagens |
|---|---|
| Identificação principal | NGC 104SIMBAD |
| Classificação | aglomerado globularSIMBAD |
| Constelação | Tucano (Tuc) |
| Coordenadas J2000 | AR 6,0223 graus, Dec -72,0814 graus |
| Tamanho aparente | 43,8 minutos de arcoSIMBAD |
| Extensão estimada | cerca de 200 anos-luzcalculada a partir do tamanho aparente e da distância |
| Desvio para o vermelho | z = -0,00006SIMBAD |
| Imagens no acervo | 2 |
O que reparar nesta imagem
- O gradiente do centro para a bordaSiga a densidade de estrelas do núcleo para fora. A queda é suave e contínua, não tem borda: é o perfil típico de um sistema em equilíbrio gravitacional, e não de uma nuvem com contorno.
- As gigantes vermelhas espalhadasOs pontos alaranjados mais brilhantes são estrelas que já esgotaram o hidrogênio do núcleo e incharam. Num aglomerado antigo, são elas que dominam a luz total, mesmo sendo minoria em número.
- As estrelas azuis fora de lugarNa imagem do Hubble aparecem pontos azuis onde uma população antiga não deveria ter estrelas quentes. Elas existem, e explicar como surgiram é um dos assuntos ativos no estudo de globulares.
- O fundo do campo largoNa imagem em infravermelho, além do aglomerado, o quadro tem estrelas de fundo e objetos difusos que não pertencem a ele. Nem tudo que está na mesma foto está no mesmo lugar.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulinfravermelho · VIRCAM · Y1,03 µminvisível ao olho
- Verdeinfravermelho · VIRCAM · J1,25 µminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · VIRCAM · Ks2,16 µminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESO junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Este recorte do céu é cerca de 1,5 vezes mais largo que a Lua cheia. O recorte fotografado mede 47 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 191,1 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 15.000 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta do fim da última era glacial.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 41° de altura, na direção S.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 41 graus acima do horizonte, e ele nunca chega a se pôr.
Este é um dos poucos objetos do acervo que dá para encontrar a olho nu, em céu escuro. O que você vai ver é bem mais pálido e menor que a imagem: telescópios acumulam luz por horas, e o olho não.
Quanto já se olhou para aqui
- 15.081registros do Hubble
- 225registros do James Webb
- 16registros do GALEX
Contagem de observações arquivadas no Mikulski Archive for Space Telescopes, o repositório público operado pelo Space Telescope Science Institute, para uma busca num raio de 22 minutos de arco em torno da coordenada deste objeto. Um registro é um produto de observação, e não uma noite de telescópio nem uma fotografia: uma única campanha científica costuma render dezenas deles. O número serve para comparar a atenção que cada objeto recebeu, não para contar fotos.
O que ainda não se sabe
Há uma discussão em curso sobre a existência de um buraco negro de massa intermediária no núcleo de 47 Tucanae, com massa muito acima da de um buraco negro estelar e muito abaixo da dos buracos negros supermassivos de centros galácticos. Análises baseadas no movimento das estrelas centrais e no comportamento de pulsares do aglomerado já apontaram para os dois lados, e o problema é metodológico: um núcleo denso de estrelas comuns e um buraco negro central produzem efeitos dinâmicos parecidos, difíceis de distinguir com os dados disponíveis. Também segue em aberto a explicação completa para as diferenças químicas entre grupos de estrelas dentro do aglomerado, um fenômeno observado em vários globulares e ainda sem modelo de formação consensual.
Divulgação que só conta o que já está resolvido dá a impressão errada de que a astronomia acabou. Ela não acabou, e este bloco existe para separar o que está estabelecido do que continua em disputa entre pesquisadores.
Uma coisa que quase ninguém sabe
O nome 47 Tucanae vem de uma catalogação estelar: o objeto recebeu um número de estrela na constelação do Tucano antes que alguém percebesse que não era uma estrela. O engano é compreensível, porque a olho nu ele realmente parece uma estrela ligeiramente difusa. Poucos objetos do céu carregam, no próprio nome, o registro de terem sido classificados errado.
Outras imagens deste objeto

Crédito David Malin (Anglo-Australian Observatory). ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito Francesco Paresce (ESA/STScI). Michael Shara (STScI), Georges Meylan (ESA/STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito Dr. R. Jedrzejewski (STScI), NASA, ESA ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito Dr. R. Jedrzejewski (STScI), NASA, ESA ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito ESA/Hubble (Davide De Martin), the ESA/ESO/NASA Photoshop FITS Liberator & Digitized Sky Survey 2 ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito Rex Saffer (Villanova University) and Dave Zurek (STScI), and NASA/ESA ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, H. Richer and J. Heyl (University of British Columbia), and J. Anderson and J. Kalirai (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, and the Hubble Heritage (STScI/AURA)-ESA/Hubble Collaboration Acknowledgment: J. Mack (STScI) and G. Piotto (University of Padova, Italy) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito Ron Gilliland ( Space Telescope Science Institute) and NASA/ESA ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, and the Hubble Heritage (STScI/AURA)-ESA/Hubble Collaboration Acknowledgment: J. Mack (STScI) and G. Piotto (University of Padova, Italy) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, and H. Richer and J. Heyl (University of British Columbia, Vancouver) ESA/Hubble CC BY 4.0
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Ômega Centauri
Crédito ESO/INAF-VST/OmegaCAM. Acknowledgement: A. Grado, L. Limatola/INAF-Capodimonte Observatory ESO CC BY 4.0
- Aglomerado Messier 54
- Terzan 5
Crédito NASA/ESA/Hubble/F. Ferraro ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado NGC 6388
Crédito ESO, F. Ferraro (University of Bologna) ESA/Hubble CC BY 4.0
Perguntas frequentes
- O que é 47 Tucanae?
- 47 Tucanae, também catalogado como NGC 104, é um aglomerado globular da Via Láctea situado na constelação do Tucano, a 16.000 anos-luz segundo a distância declarada pelo publicador das imagens. Trata-se de uma concentração esférica de estrelas antigas mantidas juntas pela gravidade mútua, com um núcleo muito denso e um halo que se rarefaz para fora. Ocupa 43,8 minutos de arco no céu, mais que o diâmetro aparente da Lua cheia.
- Dá para ver 47 Tucanae a olho nu?
- Sim, em céu escuro e longe de iluminação urbana ele aparece a olho nu como um ponto difuso, parecido com uma estrela levemente borrada. A declinação de -72 graus o mantém alto no céu do sul do Brasil e baixo no horizonte da região Norte, e ele não é visível na maior parte do hemisfério norte. Com binóculo já se percebe a forma arredondada, e um telescópio pequeno começa a separar estrelas na região externa.
- Quantas estrelas tem 47 Tucanae?
- Aglomerados globulares grandes como 47 Tucanae contêm centenas de milhares de estrelas, mas nenhuma contagem direta é possível: o núcleo é denso demais para separar objeto por objeto, mesmo com o Hubble, e o halo externo se mistura com estrelas de fundo que não pertencem ao aglomerado. Os números publicados vêm de modelos que ajustam a distribuição de brilho observada, e por isso variam conforme o critério e os dados usados.
- Qual a diferença entre aglomerado globular e aglomerado aberto?
- Aglomerados globulares são esféricos, densos, antigos e contêm de dezenas de milhares a centenas de milhares de estrelas pobres em elementos pesados. Aglomerados abertos são irregulares, esparsos, jovens, têm de dezenas a poucos milhares de estrelas e se dissolvem relativamente rápido sob a ação das marés da galáxia. 47 Tucanae é do primeiro tipo; as Plêiades e a Caixa de Joias, do segundo. A diferença aparece na foto: um tem núcleo saturado, o outro não.
- Por que o Hubble fotografou só um pedaço do aglomerado?
- A imagem do Hubble no acervo cobre 2,8 por 2,7 minutos de arco, contra os 43,8 minutos de arco do objeto inteiro. Câmeras de alta resolução trocam campo de visão por detalhe, e o alvo aqui era justamente a região central, onde telescópios de solo não conseguem separar estrelas individuais por causa do borramento atmosférico. A imagem em infravermelho do VISTA, com campo de 46,9 por 46,9 minutos de arco, cumpre o papel complementar de mostrar o aglomerado inteiro.
- Por que o desvio para o vermelho de 47 Tucanae é negativo?
- 47 Tucanae tem z igual a -0,00006 no SIMBAD, e o sinal negativo indica que o objeto está se aproximando de nós, não se afastando. Para objetos dentro da própria Via Láctea, esse valor não tem relação com a expansão do universo: ele mede apenas o efeito Doppler do movimento orbital do aglomerado em torno do centro galáctico, combinado com o movimento do Sol. Só em escalas de galáxias distantes o desvio para o vermelho vira medida de distância cosmológica.
- Que idade tem 47 Tucanae?
- Aglomerados globulares da Via Láctea estão entre os objetos mais antigos da galáxia, com idades da ordem de bilhões de anos, e 47 Tucanae é um deles. A idade é estimada a partir do diagrama que relaciona cor e brilho das estrelas do aglomerado: como todas estão à mesma distância e se formaram aproximadamente juntas, o ponto em que a sequência principal se dobra indica quanto tempo passou. O valor exato depende do modelo estelar adotado e continua sendo refinado.
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. 47 Tucanae. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/47-tucanae. Consultado em: 23/08/2026.



