Aglomerado aberto
Westerlund 1
O aglomerado de estrelas mais massivo conhecido na Via Láctea, escondido atrás de poeira densa.

Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, M. Zamani (ESA/Webb), M. G. Guarcello (INAF-OAPA) and the EWOCS team ESA/Webb CC BY 4.0
- Tipo
- Aglomerado abertoSIMBAD: OpC
- Distância
- 12.000 anos-luz
- Constelação
- AltarAra
- Tamanho no céu
- 3,0 minutos de arco
- Observado por
- James Webb Space Telescope, VLT Survey Telescope, Very Large Telescope
- Imagem publicada
- outubro de 2024
- Original do acervo
- 11.179 × 11.179 px125 megapixels
Westerlund 1 é o superaglomerado da nossa galáxia. Ele concentra dezenas de milhares de massas solares em estrelas num volume pequeno, e abriga algumas das estrelas mais extremas conhecidas, incluindo supergigantes vermelhas gigantescas e um número fora do comum de estrelas Wolf-Rayet.
Ele passou despercebido por muito tempo porque está atrás de uma quantidade enorme de poeira interestelar, que absorve quase toda a luz visível dele. Foi descoberto em 1961 pelo astrônomo sueco Bengt Westerlund, e só nas últimas décadas, com instrumentos em infravermelho, se percebeu o quanto ele é excepcional.
A idade dele é de apenas alguns milhões de anos. Em aglomerados assim, estrelas massivas nascem e explodem em sequência rápida, e o ambiente é dominado por ventos estelares e ondas de choque.
O que reparar nesta imagem
- A densidade de estrelas brilhantesPraticamente todos os pontos mais brilhantes são estrelas gigantes ou supergigantes, o que é raríssimo num campo tão pequeno.
- O avermelhamentoA cor não é da estrela: é da poeira entre nós e o aglomerado, que absorve luz azul e deixa passar a vermelha.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulinfravermelho · NIRCam1,15 µminvisível ao olho
- Azulinfravermelho · NIRCam1,5 µminvisível ao olho
- Azulinfravermelho · NIRCam · Fe II1,64 µminvisível ao olho
- Azulinfravermelho · NIRCam · Br-alpha1,87 µminvisível ao olho
- Verdeinfravermelho · NIRCam2 µminvisível ao olho
- Verdeinfravermelho · NIRCam · molecular hydrogen2,12 µminvisível ao olho
- Verdeinfravermelho · NIRCam2,77 µminvisível ao olho
- Verdeinfravermelho · NIRCam · molecular hydrogen3,23 µminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · NIRCam · Br-alpha4,05 µminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · NIRCam4,44 µminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · NIRCam · CO4,66 µminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Webb junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 5,4 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 5,8 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 10,5 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 12.000 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta do fim da última era glacial.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, bem alto, a 59° de altura, na direção SE.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 68 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Uma coisa que quase ninguém sabe
Uma das estrelas deste aglomerado, W26, é uma supergigante vermelha tão grande que, se estivesse no lugar do Sol, sua superfície ultrapassaria a órbita de Júpiter.
Hubble e James Webb, lado a lado
Este objeto foi fotografado pelos dois telescópios. Como cada um enxerga faixas diferentes de luz, as imagens não são a mesma coisa em qualidade diferente: são informações diferentes.
Outras imagens deste objeto

Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, M. Zamani (ESA/Webb), M. G. Guarcello (INAF-OAPA) and the EWOCS team ESA/Webb CC BY 4.0


Crédito ESO/D. Fenech et al.; ALMA (ESO/NAOJ/NRAO) Acknowledgments: Mahdi Zamani ESO CC BY 4.0

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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Nebulosa NGC 6188
- Caixa de Joias
- Westerlund 2
Crédito NASA, ESA, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA), A. Nota (ESA/STScI), and the Westerlund 2 Science Team The original observations of Westerlund 2 were obtained by the science team: Antonella Nota (ESA/STScI), Elena Sabbi (STScI), Eva Grebel and Peter Zeidler (Astronomisches Rechen-Institut Heidelberg), Monica Tosi (INAF, Osservatorio Astronomico di Bologna), Alceste Bonanos (National Observatory of Athens, Astronomical Institute), Carol Christian (STScI/AURA) and Selma de Mink (University of Amsterdam). Follow-up observations were made by the Hubble Heritage team: Zoltan Levay (STScI), Max Mutchler, Jennifer Mack, Lisa Frattare, Shelly Meyett, Mario Livio, Carol Christian (STScI/AURA), and Keith Noll (NASA/GSFC). ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado NGC 3293
- Aglomerado NGC 3532
- Aglomerado NGC 6604
- Aglomerado Messier 18
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Westerlund 1. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/westerlund-1. Consultado em: 23/08/2026.






