Aglomerado de estrelas
Aglomerado NGC 602
Um aglomerado jovem numa galáxia vizinha, escavando a nuvem que o gerou num ambiente parecido com o do universo primitivo.

Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, P. Zeidler, E. Sabbi, A. Nota, M. Zamani (ESA/Webb) ESA/Webb CC BY 4.0
- Tipo
- Aglomerado de estrelasSIMBAD: Cl*
- Distância
- 200.000 anos-luz
- Constelação
- Hidra MachoHyi
- Tamanho no céu
- Observado por
- James Webb Space Telescope, Hubble Space Telescope
- Imagem publicada
- outubro de 2024
- Original do acervo
- 8.588 × 5.617 px48 megapixels
NGC 602 fica na Pequena Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite da Via Láctea. Ele é jovem, com poucos milhões de anos, e ainda está no meio da nuvem de gás que o formou.
O que torna esta região valiosa é a química do ambiente. A Pequena Nuvem de Magalhães tem bem menos elementos pesados que a Via Láctea, condição parecida com a das galáxias do universo jovem. Estudar formação estelar ali é o mais próximo que se consegue chegar de observar como as primeiras estrelas se formaram.
O James Webb observou este aglomerado e encontrou protoestrelas de baixa massa ainda em formação, algo difícil de detectar a essa distância e que confirma que o processo funciona mesmo num ambiente pobre em metais.
A Pequena Nuvem de Magalhães, onde ele fica, é visível a olho nu do Brasil como uma mancha difusa, menor e mais fraca que a Grande Nuvem. As duas são galáxias satélites da Via Láctea e estão ligadas por uma ponte de gás arrancada pela interação entre elas, uma estrutura que se estende por dezenas de milhares de anos-luz.
O que reparar nesta imagem
- As cristas de gásBordas da cavidade que o aglomerado escavou, apontando de volta para as estrelas que as criaram.
- As protoestrelas em infravermelhoPontos avermelhados que só aparecem no Webb: estrelas ainda envolvidas na nuvem.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulinfravermelho · NIRCam1,15 µminvisível ao olho
- Azulinfravermelho · NIRCam1,4 µminvisível ao olho
- Azulinfravermelho · NIRCam1,5 µminvisível ao olho
- Cianoinfravermelho · NIRCam · methane2,1 µminvisível ao olho
- Verdeinfravermelho · NIRCam2,77 µminvisível ao olho
- Amareloinfravermelho · NIRCam · PAH3,35 µminvisível ao olho
- Laranjainfravermelho · NIRCam3,56 µminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · NIRCam4,8 µminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · MIRI · Silicate10 µminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Webb junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 7 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 4,4 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
A luz desta imagem levou 200.000 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta do fim da última era glacial.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, baixo, perto do horizonte, a 8° de altura, na direção S.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 40 graus acima do horizonte, e ele nunca chega a se pôr.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Hubble e James Webb, lado a lado
Este objeto foi fotografado pelos dois telescópios. Como cada um enxerga faixas diferentes de luz, as imagens não são a mesma coisa em qualidade diferente: são informações diferentes.
Outras imagens deste objeto

Crédito NASA, ESA and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA)-ESA/Hubble Collaboration ESA/Webb CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA)-ESA/Hubble Collaboration ESA/Hubble CC BY 4.0
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Ômega Centauri
Crédito ESA/Hubble & NASA, M. Häberle (MPIA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- 47 Tucanae
Crédito ESO/M.-R. Cioni/VISTA Magellanic Cloud survey.Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0
- Aglomerado Messier 54
- Caixa de Joias
- Westerlund 1
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, M. Zamani (ESA/Webb), M. G. Guarcello (INAF-OAPA) and the EWOCS team ESA/Webb CC BY 4.0
- Westerlund 2
Crédito NASA, ESA, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA), A. Nota (ESA/STScI), and the Westerlund 2 Science Team The original observations of Westerlund 2 were obtained by the science team: Antonella Nota (ESA/STScI), Elena Sabbi (STScI), Eva Grebel and Peter Zeidler (Astronomisches Rechen-Institut Heidelberg), Monica Tosi (INAF, Osservatorio Astronomico di Bologna), Alceste Bonanos (National Observatory of Athens, Astronomical Institute), Carol Christian (STScI/AURA) and Selma de Mink (University of Amsterdam). Follow-up observations were made by the Hubble Heritage team: Zoltan Levay (STScI), Max Mutchler, Jennifer Mack, Lisa Frattare, Shelly Meyett, Mario Livio, Carol Christian (STScI/AURA), and Keith Noll (NASA/GSFC). ESA/Hubble CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Aglomerado NGC 602. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/aglomerado-ngc-602. Consultado em: 23/08/2026.





