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Região de formação de estrelas

Nuvem escura de Lupus 3

Uma nuvem escura onde duas estrelas jovens acabaram de acender e começaram a limpar o gás em volta.

Nuvem escura de Lupus 3, região de formação de estrelas registrada pelo Digitized Sky Survey 2
“Star formation region Lupus 3”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito ESO/R. Colombari ESO CC BY 4.0

Tipo
Região de formação de estrelasSIMBAD: SFR
Distância
600 anos-luz
Constelação
EscorpiãoSco
Tamanho no céu
4,3 graus
Observado por
Digitized Sky Survey 2, MPG/ESO 2.2-metre telescope
Imagem publicada
janeiro de 2018
Original do acervo
18.000 × 11.360 px204 megapixels

Lupus 3 é uma nuvem escura na constelação do Lobo, a algumas centenas de anos-luz da Terra. Nuvens assim são frias, densas e opacas, e aparecem como manchas pretas contra o fundo estrelado da Via Láctea.

No meio dela, duas estrelas jovens já se acenderam. A radiação delas está começando a dissipar o gás em volta e abriu uma cavidade brilhante no meio da escuridão. É o começo do processo que, em alguns milhões de anos, vai revelar um aglomerado inteiro.

A região é usada como laboratório para estudar as fases iniciais da formação estelar, porque está perto e porque a nuvem ainda está quase intacta.

Nuvens escuras como esta são frias, com temperaturas próximas de 260 graus negativos, e é justamente o frio que permite a formação de estrelas. Gás quente tem pressão suficiente para resistir ao próprio peso; gás frio não, e colapsa. Quanto mais fria e densa a nuvem, menor a massa mínima capaz de desabar sobre si mesma e virar estrela.

O que reparar nesta imagem

  • A cavidade iluminadaAs duas estrelas jovens no meio da nuvem já limparam um espaço em volta de si.
  • O contraste com o fundoA nuvem escura bloqueia a luz de milhares de estrelas da Via Láctea que estão atrás dela.

Por que esta imagem tem essas cores

As cores desta imagem se aproximam do que um olho humano veria, se ele fosse sensível o bastante: cada filtro registrou luz visível e recebeu uma cor coerente com o próprio comprimento de onda.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Azulluz visível · B468 nmolho enxerga
  • Verdeluz visível · B468 nmolho enxerga
  • Luminâncialuz visível · WFI · R651 nmolho enxerga
  • Verdeluz visível · R660 nmolho enxerga
  • Vermelholuz visível · R660 nmolho enxerga

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESO junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Este recorte do céu é cerca de 2,9 vezes mais largo que a Lua cheia. O recorte fotografado mede 1,5 graus de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 45,4 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.

A luz desta imagem levou 600 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da chegada das primeiras naus portuguesas ao litoral brasileiro.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, bem alto, a 70° de altura, na direção SE.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 74 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Outras imagens deste objeto

Nuvem escura de Lupus 3, região de formação de estrelas registrada pelo MPG/ESO 2.2-metre telescope
MPG/ESO 2.2-metre telescope, instrumento WFI.

Crédito ESO/F. Comeron ESO CC BY 4.0

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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Nebulosa Pata de Gato

    Crédito ESO/J. Emerson/VISTAAcknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0

  • Aglomerado NGC 6388

    Crédito NASA, ESA, F. Ferraro (University of Bologna) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado Messier 7

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa de Órion

    Crédito NASA, ESA, M. Robberto ( Space Telescope Science Institute/ESA) and the Hubble Space Telescope Orion Treasury Project Team ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa de Carina

    Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of California, Berkeley), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Nebulosa Cabeça de Cavalo

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa do Caranguejo

    Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, T. Temim (Princeton University) ESA/Webb CC BY 4.0

  • Nebulosa da Lagoa

    Crédito ESO CC BY 4.0

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Nuvem escura de Lupus 3. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/nuvem-escura-de-lupus-3. Consultado em: 23/08/2026.