Pular para o conteúdo
ValorFinalObservatório← portal

Aglomerado aberto

Aglomerado Messier 7

Um aglomerado aberto grande e brilhante em Escorpião, registrado por Ptolomeu no ano 130.

Aglomerado Messier 7, aglomerado aberto registrada pelo MPG/ESO 2.2-metre telescope
“The star cluster Messier 7”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito ESO CC BY 4.0

Tipo
Aglomerado abertoSIMBAD: OpC
Distância
800 anos-luz
Constelação
EscorpiãoSco
Tamanho no céu
1,7 graus
Observado por
MPG/ESO 2.2-metre telescope
Imagem publicada
fevereiro de 2014
Original do acervo
8.344 × 8.094 px68 megapixels

Messier 7 é um dos aglomerados abertos mais brilhantes do céu e é registrado desde a Antiguidade: Ptolomeu o descreveu no ano 130 como uma nebulosa seguindo o ferrão de Escorpião. Por isso ele às vezes é chamado de Aglomerado de Ptolomeu.

Ele está relativamente próximo, a menos de mil anos-luz, e ocupa uma área do céu maior que a Lua cheia. A olho nu, em céu escuro, é claramente uma mancha granulada, e num binóculo se resolve em dezenas de estrelas.

A idade dele é de algumas centenas de milhões de anos, o que é velho para um aglomerado aberto. Ele já começou a se dispersar.

O fato de Ptolomeu tê-lo registrado no ano 130 significa que ele é observado continuamente há mais de dezoito séculos. Poucos objetos do céu profundo têm esse histórico. As estrelas dele se moveram um pouco desde então, mas a distância é grande o bastante para que a aparência seja praticamente a mesma que os astrônomos da Antiguidade viam.

O que reparar nesta imagem

  • A extensão no céuOcupa mais espaço que a Lua cheia, o que é raro e vem da proximidade.
  • As estrelas amarelasSinal de um aglomerado que já tem idade: as azuis mais massivas já saíram de cena.

Que tamanho é isso, de verdade

Este recorte do céu tem quase o mesmo tamanho aparente da Lua cheia. O recorte fotografado mede 33 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 23,3 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.

A luz desta imagem levou 800 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da chegada das primeiras naus portuguesas ao litoral brasileiro.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, bem alto, a 52° de altura, na direção SE.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 79 graus acima do horizonte.

Este é um dos poucos objetos do acervo que dá para encontrar a olho nu, em céu escuro. O que você vai ver é bem mais pálido e menor que a imagem: telescópios acumulam luz por horas, e o olho não.

Baixar esta imagem

A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

Outros objetos em Escorpião

Continue explorando

Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Nebulosa Pata de Gato

    Crédito ESO/J. Emerson/VISTAAcknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0

  • Nuvem escura de Lupus 3

    Crédito ESO/R. Colombari ESO CC BY 4.0

  • Aglomerado NGC 6388

    Crédito NASA, ESA, F. Ferraro (University of Bologna) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Caixa de Joias

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Westerlund 1

    Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, M. Zamani (ESA/Webb), M. G. Guarcello (INAF-OAPA) and the EWOCS team ESA/Webb CC BY 4.0

  • Westerlund 2

    Crédito NASA, ESA, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA), A. Nota (ESA/STScI), and the Westerlund 2 Science Team The original observations of Westerlund 2 were obtained by the science team: Antonella Nota (ESA/STScI), Elena Sabbi (STScI), Eva Grebel and Peter Zeidler (Astronomisches Rechen-Institut Heidelberg), Monica Tosi (INAF, Osservatorio Astronomico di Bologna), Alceste Bonanos (National Observatory of Athens, Astronomical Institute), Carol Christian (STScI/AURA) and Selma de Mink (University of Amsterdam). Follow-up observations were made by the Hubble Heritage team: Zoltan Levay (STScI), Max Mutchler, Jennifer Mack, Lisa Frattare, Shelly Meyett, Mario Livio, Carol Christian (STScI/AURA), and Keith Noll (NASA/GSFC). ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado NGC 3293

    Crédito ESO/G. Beccari ESO CC BY 4.0

  • Aglomerado NGC 3532

    Crédito ESO/G. Beccari ESO CC BY 4.0

  • Aglomerado NGC 6604

    Crédito ESO CC BY 4.0

Fontes oficiais

Continue explorando

Como citar esta página

ValorFinal. Aglomerado Messier 7. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/aglomerado-messier-7. Consultado em: 23/08/2026.