Região de hidrogênio ionizado
Nebulosa Pata de Gato
Uma região de formação estelar gigantesca em Escorpião, com bolhas de gás que lembram as almofadas de uma pata.

Crédito ESO/J. Emerson/VISTAAcknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0
- Tipo
- Região de hidrogênio ionizadoSIMBAD: HII
- Distância
- 4.000 anos-luz
- Constelação
- EscorpiãoSco
- Tamanho no céu
- 18 minutos de arco
- Observado por
- Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy, James Webb Space Telescope
- Imagem publicada
- abril de 2010
- Original do acervo
- 12.502 × 12.502 px156 megapixels
NGC 6334 fica na constelação de Escorpião, na direção do centro da galáxia, e é uma das regiões de formação estelar mais ativas conhecidas na Via Láctea. O apelido vem das bolhas arredondadas de gás brilhante, que juntas lembram a marca de uma pata.
Cada uma dessas bolhas foi escavada por estrelas massivas cujos ventos e radiação empurraram o gás para fora. A nebulosa inteira tem mais de cinquenta anos-luz de extensão e abriga dezenas de milhares de estrelas jovens.
Boa parte da atividade está escondida atrás da poeira e só aparece em infravermelho. Observações nessa faixa revelaram estrelas em formação bem no meio das nuvens mais densas, invisíveis em qualquer imagem de luz visível.
Uma das estrelas mais massivas já identificadas na Via Láctea foi encontrada dentro dela. Regiões assim funcionam como fábricas de estrelas gigantes, e isso tem consequência para a galáxia inteira: estrelas muito massivas vivem poucos milhões de anos e terminam em supernova, espalhando elementos pesados e comprimindo o gás em volta, o que dispara novas rodadas de formação estelar em cadeia.
O que reparar nesta imagem
- As bolhas de gásCada uma é uma cavidade soprada por estrelas massivas dentro dela.
- As faixas escuras entre as bolhasPoeira densa. É ali que a formação de estrelas está acontecendo agora.
Que tamanho é isso, de verdade
Este recorte do céu é cerca de 2,3 vezes mais largo que a Lua cheia. O recorte fotografado mede 1,2 graus de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 21,3 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 4.000 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da chegada das primeiras naus portuguesas ao litoral brasileiro.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, bem alto, a 58° de altura, na direção SE.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 77 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Nuvem escura de Lupus 3
- Aglomerado NGC 6388
Crédito NASA, ESA, F. Ferraro (University of Bologna) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado Messier 7
- Nebulosa de Carina
Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of California, Berkeley), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Nebulosa Monoceros R2
Crédito ESO/J. Emerson/VISTA. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0
- Nebulosa Gum 15
- Nebulosa da Bolha
Crédito NASA, ESA, Hubble Heritage Team ESA/Hubble CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Nebulosa Pata de Gato. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/nebulosa-pata-de-gato. Consultado em: 23/08/2026.






