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ObservatórioAstronomia

Região de hidrogênio ionizado

Nebulosa Pata de Gato

Complexo de formação estelar no Escorpião a 4.000 anos-luz, com lobos de gás brilhante que lembram a marca de uma pata no céu.

Nebulosa Pata de Gato, região de hidrogênio ionizado, em imagem do Atacama Pathfinder Experiment
"CONCERTO show starts with new view of the Cat's Paw Nebula", como o acervo nomeou esta imagem.Esta imagem da região de formação estelar NGC 6334, também conhecida como Nebulosa Pata de Gato, é uma das imagens de primeira luz feitas pelo instrumento CONCERTO no telescópio APEX, operado pelo ESO. As novas observações, mostradas em tons de branco e rosa, foram sobrepostas a uma imagem da mesma região feita em luz infravermelha próxima pelo telescópio VISTA do ESO, no Paranal.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ESO/J. Emerson/VISTA Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0

Tipo
Região de hidrogênio ionizadoSIMBAD: HII
Distância
5.500 anos-luzdeclarada pelo publicador da imagem, em 2012
Constelação
EscorpiãoSco
Tamanho no céu
18 minutos de arcoextensão catalogada no SIMBAD
Observado por
Atacama Pathfinder Experiment, Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy, MPG/ESO 2.2-metre telescope
Imagem publicada
julho de 2021
Original do acervo
2.076 × 1.390 px3 megapixels

A Nebulosa Pata de Gato, catalogada como NGC 6334, é uma região H II na constelação do Escorpião, a 4.000 anos-luz segundo a distância declarada pelo publicador das imagens. Região H II é a designação técnica para uma nuvem de hidrogênio mantida ionizada pela radiação ultravioleta de estrelas jovens e massivas nascidas dentro dela. O apelido vem da forma: em imagens de campo largo, os trechos mais brilhantes se agrupam em lobos arredondados que lembram a marca deixada por uma pata.

O objeto ocupa 18,3 minutos de arco no céu segundo o SIMBAD, cerca de três quintos do diâmetro aparente da Lua cheia. Fica na direção do centro da Via Láctea, numa faixa do céu densa em nuvens moleculares e aglomerados jovens, o que significa que a nebulosa não está isolada: faz parte de uma região muito maior onde a formação estelar acontece em várias frentes ao mesmo tempo.

Duas imagens do acervo estão em escalas completamente diferentes, e essa diferença é a chave para entender o objeto. O registro do telescópio VISTA, feito com a câmera VIRCAM em 2010, cobre 71 por 71 minutos de arco, ou seja, mostra o complexo inteiro com folga. O registro do James Webb, feito com a NIRCam em 2025, cobre 5,8 por 6,3 minutos de arco, um recorte de um pedaço da nebulosa em resolução muito maior.

Por que essa nuvem brilha por conta própria?

Regiões H II não refletem luz de outro lugar. Elas emitem luz própria, e o mecanismo tem duas etapas bem definidas. Na primeira, estrelas jovens e muito quentes, dos tipos espectrais O e B, produzem grande quantidade de fótons ultravioleta. Cada um desses fótons tem energia suficiente para arrancar o elétron de um átomo de hidrogênio, deixando o gás ionizado.

Na segunda etapa, os elétrons livres voltam a encontrar prótons. Quando um elétron é recapturado, ele desce pelos níveis de energia do átomo emitindo luz em comprimentos de onda estritamente definidos. É por isso que nebulosas de emissão não brilham num espectro contínuo suave: elas brilham em linhas, e a mais intensa delas no visível é a H-alfa, próxima de 656 nanômetros, no vermelho.

O equilíbrio entre as duas etapas explica a geometria. Perto das estrelas quentes o gás fica quase totalmente ionizado; longe delas, os fótons ultravioleta já foram absorvidos pelo caminho e o gás permanece neutro e escuro. A fronteira entre os dois estados é uma superfície razoavelmente nítida, e é ela que dá contorno às formas que aparecem nas imagens.

O que o Webb mostra em 4.700 nanômetros?

A imagem da NIRCam de 2025 no acervo lista seis canais: 900, 1.870, 2.000, 2.770, 3.350 e 4.700 nanômetros. Os dois últimos vêm com identificação de linha no metadado. O canal de 3.350 nanômetros está marcado como PAH, sigla em inglês para hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, moléculas grandes de carbono e hidrogênio abundantes na poeira interestelar. O de 4.700 nanômetros está marcado como hidrogênio molecular.

Essas duas etiquetas mudam o que se pode ler na imagem. Hidrogênio molecular emite nessa faixa sobretudo quando é excitado, seja por radiação ultravioleta, seja por choque. Manchas que acendem nesse canal marcam, portanto, gás frio sendo perturbado, e uma das causas mais comuns de perturbação é o material lançado por estrelas ainda em formação.

As moléculas de PAH têm outro papel. Elas absorvem ultravioleta e devolvem a energia em bandas estreitas no infravermelho, o que as torna traçadoras da fronteira entre o gás ionizado e o gás neutro. Onde o canal de PAH acende, existe radiação ultravioleta chegando mas ainda não forte o bastante para destruir as moléculas. É um marcador de borda, e bordas são onde a ação acontece.

Por que o redshift aparece negativo?

O acervo registra z = -0,00002 para NGC 6334, e o sinal de menos costuma causar estranheza, porque desvio para o vermelho é normalmente associado a afastamento. Valor negativo significa desvio para o azul: as linhas espectrais chegam com comprimento de onda ligeiramente menor que o de laboratório, o que indica aproximação.

Não há nada de extraordinário nisso. A Nebulosa Pata de Gato está dentro da Via Láctea, a alguns milhares de anos-luz. Objetos dentro da própria galáxia não participam da expansão do universo de forma mensurável: eles estão gravitacionalmente ligados ao mesmo sistema, e o pequeno deslocamento espectral registrado reflete apenas a diferença entre o movimento orbital dela e o do Sol em torno do centro galáctico.

Convertido em velocidade, o valor corresponde a algo em torno de seis quilômetros por segundo de aproximação. É uma velocidade minúscula em termos astronômicos, menor que a velocidade orbital da Terra em torno do Sol. O contraste com a Galáxia Teia de Aranha, que aparece neste acervo com z = 2,156, mostra bem que o mesmo número mede coisas de naturezas diferentes conforme a escala.

Como comparar essas duas imagens do acervo?

O registro do VISTA cobre 71 minutos de arco de lado, quase quatro vezes o tamanho aparente da nebulosa, e trabalha em infravermelho. Serve para enxergar a estrutura geral do complexo e para atravessar a poeira que, em luz visível, esconderia boa parte dele. Numa imagem assim, o que se ganha é contexto, não detalhe fino.

O registro do Webb cobre menos de um décimo dessa largura e entrega resolução espacial muito superior. Nele aparecem estruturas que a imagem larga apenas sugere: filamentos finos, cavidades escavadas por vento estelar, estrelas jovens individuais dentro dos casulos de poeira em que se formaram.

A lição prática vale para todo o acervo. Nenhuma imagem isolada é a imagem certa de um objeto grande. Campo largo e alta resolução são requisitos que competem entre si, e olhar as duas versões em sequência, sabendo qual pedaço da primeira corresponde à segunda, é o que produz compreensão em vez de admiração solta.

Os números deste objeto

Distância4.000 anos-luzdeclarada pelo publicador das imagens
ConstelaçãoEscorpião (Sco)
Identificação principalNGC 6334SIMBAD
Outros nomesCat's Paw Nebula
Classificaçãoregião H IISIMBAD
Tamanho aparente18,3 minutos de arcoSIMBAD
Desvio para o vermelhoz = -0,00002
Coordenadas J2000AR 260,219 graus, Dec -36,131 graus
Imagens no acervo2

O que reparar nesta imagem

  • Os lobos que dão o apelidoNa imagem de campo largo, os trechos mais brilhantes se agrupam em manchas arredondadas separadas por regiões escuras. É esse arranjo que lembra a marca de uma pata.
  • As bordas iluminadas das nuvensA franja mais clara no contorno das nuvens escuras é a frente de ionização, onde a radiação ultravioleta está arrancando elétrons do hidrogênio. É ali que a nuvem está sendo consumida.
  • Os filamentos finos na imagem do WebbEstruturas alongadas e delgadas que só aparecem no recorte da NIRCam marcam gás comprimido e perturbado. Na imagem de campo largo elas se perdem na resolução.
  • A diferença de escala entre as duasO campo do VISTA tem 71 minutos de arco de lado, o do Webb tem menos de 6. A segunda imagem é um recorte pequeno dentro da primeira, não outra versão do mesmo enquadramento.

Por que esta imagem tem essas cores

Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Azulinfravermelho · VIRCAM · Y1,02 µminvisível ao olho
  • Verdeinfravermelho · VIRCAM · J1,25 µminvisível ao olho
  • Vermelhoinfravermelho · VIRCAM · H1,65 µminvisível ao olho
  • Azulondas milimétricas · CONCERTO · 195-310 GHz1,2 mminvisível ao olho
  • Vermelhoondas milimétricas · CONCERTO · 130-270GHz1,5 mminvisível ao olho

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESO junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Este recorte do céu é cerca de 1,2 vezes mais largo que a Lua cheia. O recorte fotografado mede 37 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 29,3 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.

A luz desta imagem levou 5.500 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da época em que a escrita foi inventada na Mesopotâmia.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 43° de altura, na direção SO.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 77 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Quanto já se olhou para aqui

  • 6registros do James Webb
  • 1registros do GALEX

Contagem de observações arquivadas no Mikulski Archive for Space Telescopes, o repositório público operado pelo Space Telescope Science Institute, para uma busca num raio de 9,2 minutos de arco em torno da coordenada deste objeto. Um registro é um produto de observação, e não uma noite de telescópio nem uma fotografia: uma única campanha científica costuma render dezenas deles. O número serve para comparar a atenção que cada objeto recebeu, não para contar fotos.

O que ainda não se sabe

Distâncias de regiões de formação estelar na direção do centro da Via Láctea são difíceis de fixar, porque a poeira ao longo da linha de visada dificulta os métodos baseados em brilho e porque essas nuvens não são objetos pontuais com uma posição única. O valor de 4.000 anos-luz vem declarado pelo publicador das imagens, e estimativas para complexos assim variam entre trabalhos. Também segue em aberto quanto da formação estelar em NGC 6334 foi desencadeada por gerações anteriores de estrelas massivas comprimindo o gás em volta, e quanto teria acontecido de qualquer maneira pelo colapso próprio das nuvens.

Divulgação que só conta o que já está resolvido dá a impressão errada de que a astronomia acabou. Ela não acabou, e este bloco existe para separar o que está estabelecido do que continua em disputa entre pesquisadores.

Uma coisa que quase ninguém sabe

O desvio para o vermelho registrado para a Nebulosa Pata de Gato é negativo, z = -0,00002, o que significa que ela está se aproximando de nós a cerca de seis quilômetros por segundo. Objetos dentro da própria galáxia não participam da expansão do universo de forma mensurável: o que o espectro registra é apenas a diferença entre o movimento orbital dela e o do Sol.

Outras imagens deste objeto

Nebulosa Pata de Gato, região de hidrogênio ionizado, em imagem do Atacama Pathfinder Experiment
Atacama Pathfinder Experiment, instrumento CONCERTO.Esta imagem da região de formação estelar NGC 6334, também conhecida como Nebulosa Pata de Gato, é uma das imagens de primeira luz feitas pelo instrumento CONCERTO no telescópio APEX, operado pelo ESO. O tempo total de integração é de 16 minutos.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito CONCERTO team/A. Beelen, ESO CC BY 4.0

Nebulosa Pata de Gato, região de hidrogênio ionizado, em imagem do MPG/ESO 2.2-metre telescope
MPG/ESO 2.2-metre telescope, instrumento WFI.A Nebulosa Pata de Gato é revisitada numa combinação de exposições do telescópio MPG/ESO de 2,2 metros com as dos astrônomos amadores experientes Robert Gendler e Ryan M. Hannahoe. A forma característica da nebulosa aparece em nuvens avermelhadas e fofas de gás brilhante, contra um céu escuro salpicado de estrelas.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ESO/R. Gendler & R.M. Hannahoe ESO CC BY 4.0

Nebulosa Pata de Gato, região de hidrogênio ionizado, em imagem do MPG/ESO 2.2-metre telescope
MPG/ESO 2.2-metre telescope, instrumento WFI.A Nebulosa Pata de Gato (NGC 6334) é uma vasta região de formação estelar. Este novo retrato de NGC 6334 foi criado a partir de imagens feitas com o instrumento Wide Field Imager no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros do Observatório de La Silla, no Chile, combinando imagens obtidas através de filtros azul, verde e vermelho, além de um filtro especial projetado para deixar passar a luz do hidrogênio brilhante.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ESO CC BY 4.0

Nebulosa Pata de Gato, região de hidrogênio ionizado, em imagem do Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy
Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy, instrumento VIRCAM.Esta imagem da região de formação estelar NGC 6334 é uma das primeiras imagens científicas do instrumento ArTeMiS no APEX. A foto mostra o brilho detectado no comprimento de onda de 0,35 milímetro vindo de nuvens densas de grãos de poeira interestelar.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ArTeMiS team/Ph. André, M. Hennemann, V. Revéret et al./ESO/J. Emerson/VISTA Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0

Nebulosa Pata de Gato, região de hidrogênio ionizado, em imagem do Herschel Space Observatory
Herschel Space Observatory, instrumento PACS.Nesta imagem em falsa cor de NGC 6334, o vermelho representa a imagem infravermelha de 70 mícrons do Herschel, o verde representa a imagem de 8 mícrons do IRAC e o azul representa a banda J de 1 mícron do NEWFIRM. A região tem cerca de 70 anos-luz de largura.Descrição do acervo NOIRLab, traduzida.

Crédito S. Willis (CfA+ISU); ESA/Herschel; NASA/JPL-Caltech/ Spitzer; CTIO/NOAO/AURA/NSF. NOIRLab CC BY 4.0

Nebulosa Pata de Gato, região de hidrogênio ionizado, em imagem do Other
Other, instrumento LABOCA.Imagem composta em cores e anotada de parte do Plano Galáctico visto pelo levantamento ATLASGAL, dividida em seções. Nesta imagem, os dados em comprimento de onda submilimétrico do ATLASGAL aparecem em vermelho, sobrepostos a uma vista da região em luz infravermelha, do Midcourse Space Experiment (MSX), em verde e azul.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ESO/APEX & MSX/IPAC/NASA ESO CC BY 4.0

Nebulosa Pata de Gato, região de hidrogênio ionizado, em imagem do Other
Other, instrumento LABOCA.Imagem composta em cores das nebulosas NGC 6357 (à esquerda) e NGC 6334 (à direita) vistas pelo levantamento ATLASGAL. NGC 6357 é uma nebulosa difusa que contém o aglomerado aberto Pismis 24, lar de várias estrelas muito massivas. NGC 6334 é uma nebulosa de emissão também conhecida como "Nebulosa Pata de Gato".Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ESO/APEX & MSX/IPAC/NASA ESO CC BY 4.0

Nebulosa Pata de Gato, região de hidrogênio ionizado, em imagem do Swedish–ESO Submillimetre Telescope
Swedish–ESO Submillimetre Telescope, instrumento SIMBA.Esta imagem SIMBA em falsa cor, codificada por intensidade, está centrada na fonte infravermelha IRAS 17175-3544 e cobre o conhecido complexo de formação de estrelas de alta massa NGC 6334, a uma distância de 5.500 anos-luz. A fonte brilhante ao sul é uma região ultracompacta de hidrogênio ionizado ("região HII") criada por uma estrela ou por várias estrelas já formadas.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ESO CC BY 4.0

Nebulosa Pata de Gato, região de hidrogênio ionizado, em imagem do MPG/ESO 2.2-metre telescope
MPG/ESO 2.2-metre telescope, instrumento WFI.Esta imagem compara vistas infravermelha e visível da Nebulosa Pata de Gato. A imagem em luz visível (à direita) foi feita com o Wide Field Imager do telescópio MPG/ESO de 2,2 metros em La Silla, no Chile (eso1003). A nova imagem infravermelha (à esquerda) foi feita com o telescópio VISTA, no Observatório do Paranal do ESO.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ESO/J. Emerson/VISTAAcknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0

Nebulosa Pata de Gato, região de hidrogênio ionizado, em imagem do ESO 3.6-metre telescope
ESO 3.6-metre telescope.A Nebulosa Pata de Gato, de aparência inconfundível, também conhecida como Nebulosa Garra de Urso e catalogada como NGC 6334, fica na constelação de Escorpião. O Telescópio de 3,6 metros do ESO, no observatório de La Silla, no Chile, coletou a luz para esta imagem em 1986.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ESO CC BY 4.0

Nebulosa Pata de Gato, região de hidrogênio ionizado, em imagem do Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy
Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy, instrumento VIRCAM.Destaques da vista infravermelha da Nebulosa Pata de Gato (NGC 6334) feita pelo VISTA. NGC 6334 é uma vasta região de formação estelar a cerca de 5.500 anos-luz da Terra, na constelação de Escorpião. A nuvem de gás inteira tem cerca de 50 anos-luz de extensão.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ESO/J. Emerson/VISTAAcknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0

Vídeo de Nebulosa Pata de Gato

O player do YouTube só carrega depois que você clica, e sem cookie de rastreio. Vídeo publicado por European Southern Observatory (ESO); o conteúdo é do canal, e não do ValorFinal.

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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

Outros objetos em Escorpião

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Nuvem escura de Lupus 3

    Crédito ESO/Digitized Sky Survey 2Acknowledgement: Davide De Martin ESO CC BY 4.0

  • Aglomerado NGC 6388

    Crédito ESO, F. Ferraro (University of Bologna) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado Messier 7

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa de Carina

    Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of California, Berkeley), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Nebulosa Monoceros R2

    Crédito ESO/J. Emerson/VISTA. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa Gum 15

    Crédito ESO/Digitized Sky Survey 2. Acknowledgement: Davide De Martin ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa da Bolha

    Crédito NASA, ESA, Digitized Sky Survey 2 Acknowledgement: Davide De Martin ESA/Hubble CC BY 4.0

Perguntas frequentes

O que é a Nebulosa Pata de Gato?
A Nebulosa Pata de Gato, catalogada como NGC 6334, é uma região H II na constelação do Escorpião, a 4.000 anos-luz da Terra segundo a distância declarada pelo publicador das imagens. Região H II significa nuvem de hidrogênio mantida ionizada pela radiação ultravioleta de estrelas jovens e massivas nascidas dentro dela. Ocupa 18,3 minutos de arco no céu, cerca de três quintos do diâmetro aparente da Lua cheia.
Por que ela se chama Pata de Gato?
Por causa da forma que o conjunto assume em imagens de campo largo. Os trechos mais brilhantes da nebulosa se agrupam em lobos arredondados separados por faixas escuras, e o arranjo lembra a marca deixada por uma pata. O nome é um apelido descritivo, não uma classificação técnica: no catálogo o objeto aparece como NGC 6334, e o SIMBAD registra apenas o tipo, região H II, sem qualquer referência à aparência.
Por que a imagem do James Webb mostra uma área tão pequena?
Porque alta resolução e campo largo são requisitos que competem entre si. A imagem da NIRCam de 2025 cobre 5,8 por 6,3 minutos de arco, um recorte dentro da nebulosa, que tem 18,3 minutos de tamanho aparente. Em troca do campo estreito, ela entrega detalhe muito maior: filamentos finos, cavidades escavadas por vento estelar e estrelas jovens individuais que a imagem de campo largo do VISTA, com 71 minutos de lado, não consegue separar.
O que significa o canal de hidrogênio molecular na imagem do Webb?
O canal em 4.700 nanômetros está identificado no metadado como hidrogênio molecular. Essa molécula emite nessa faixa sobretudo quando é excitada, seja por radiação ultravioleta, seja por ondas de choque. Manchas que acendem nesse canal marcam, portanto, gás frio sendo perturbado, e uma das causas mais frequentes de perturbação em berçários estelares é o material lançado em jatos por estrelas ainda em formação dentro das nuvens.
Por que o desvio para o vermelho da nebulosa é negativo?
Porque o valor negativo indica aproximação, não afastamento. As linhas espectrais chegam com comprimento de onda ligeiramente menor que o medido em laboratório. NGC 6334 está dentro da Via Láctea, a alguns milhares de anos-luz, e objetos dentro da própria galáxia não participam da expansão do universo de forma mensurável. O valor de z = -0,00002 corresponde a cerca de seis quilômetros por segundo, uma velocidade minúscula em termos astronômicos.
Dá para ver a Nebulosa Pata de Gato a olho nu?
Não a olho nu. NGC 6334 fica na constelação do Escorpião, numa faixa densa da Via Láctea que é bem visível do Brasil, mas a nebulosa em si exige instrumento e, para mostrar cor e estrutura, exige fotografia com longa exposição. Boa parte da radiação que ela emite está em linhas estreitas e em infravermelho, fora da sensibilidade do olho. Em binóculo, a região aparece como um trecho um pouco mais claro do fundo estelar.

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Nebulosa Pata de Gato. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/nebulosa-pata-de-gato. Consultado em: 23/08/2026.