Galáxia
Galáxia 9io9
Uma galáxia distante ampliada por lente gravitacional, na qual se mediu um campo magnético do universo jovem.

- Tipo
- GaláxiaSIMBAD: rG
- Distância
- 2,6 anos-luz
- Constelação
- BaleiaCet
- Tamanho no céu
- Observado por
- Atacama Large Millimeter/submillimeter Array, CFHT, Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy
- Imagem publicada
- setembro de 2023
- Original do acervo
- 6.336 × 6.336 px40 megapixels
- Desvio para o vermelho
- z = 0,202
9io9 é uma galáxia muito distante, vista como era quando o universo tinha cerca de 2,5 bilhões de anos. Ela só é observável em detalhe porque a gravidade de um objeto em primeiro plano funciona como lente e amplia a luz dela.
O que a tornou notável foi uma medição específica: o campo magnético dela. Detectar campo magnético numa galáxia tão distante é extremamente difícil, e o resultado mostrou um campo já organizado e com intensidade comparável à da Via Láctea.
Isso é relevante porque campos magnéticos galácticos deveriam levar bilhões de anos para se organizar. Encontrar um campo maduro tão cedo indica que o processo é mais rápido do que se pensava.
Campos magnéticos galácticos influenciam a formação de estrelas, a propagação de raios cósmicos e a estrutura das nuvens de gás. Saber quando eles se organizam muda o entendimento de como as primeiras galáxias funcionavam, e resultados como este empurram esse momento para mais cedo na história do universo.
O que reparar nesta imagem
- A forma distorcidaO aspecto alongado não é a forma real da galáxia: é o efeito da lente gravitacional.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulondas milimétricas · Band 6 · 242GHz1,2 mminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESO junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 119 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 16 segundos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
A luz desta imagem levou 2,6 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era há poucos anos.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 66° de altura daqui.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 66 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Aglomerado Abell 370
Crédito NASA, ESA, and B. Sunnquist and J. Mack (STScI)Acknowledgment: NASA, ESA, and J. Lotz (STScI) and the HFF Team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia de Andrômeda
Crédito NASA, ESA, J. Dalcanton (University of Washington, USA), B. F. Williams (University of Washington, USA), L. C. Johnson (University of Washington, USA), the PHAT team, and R. Gendler. ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Sombrero
Crédito ESA/Hubble & NASA, K. Noll ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Redemoinho
Crédito NASA, ESA, S. Beckwith (STScI), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Cata-vento
Crédito Image: European Space Agency & NASA Acknowledgements: Project Investigators for the original Hubble data: K.D. Kuntz (GSFC), F. Bresolin (University of Hawaii), J. Trauger (JPL), J. Mould (NOAO), and Y.-H. Chu (University of Illinois, Urbana) Image processing: Davide De Martin (ESA/Hubble) CFHT image: Canada-France-Hawaii Telescope/J.-C. Cuillandre/Coelum NOAO image: George Jacoby, Bruce Bohannan, Mark Hanna/NOAO/AURA/NSF ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Charuto
Crédito NASA, ESA, CSA, A. Smercina (STScI), T. Williams (University of Manchester). Image processing: A. Pagan (STScI). ESA/Webb CC BY 4.0
- Galáxia de Bode
Crédito NASA, ESA, A. Zezas (CfA), and A. Filippenko (UC Berkeley) Acknowledgment: Hubble Heritage Team (STScI/AURA) & O. Fox (University of California, Berkeley) ESA/Hubble CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Galáxia 9io9. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/galaxia-9io9. Consultado em: 23/08/2026.






