Galáxia
Galáxia Messier 77
A galáxia Seyfert mais estudada do céu: o núcleo dela esconde uma fonte que só aparece por luz espalhada, atrás de um toro de poeira.

- Tipo
- GaláxiaSIMBAD: Sy2
- Distância
- 45 milhões de anos-luz
- Constelação
- BaleiaCet
- Tamanho no céu
- 5,5 minutos de arcoextensão catalogada no SIMBAD
- Classificação
- SAb
- Observado por
- Very Large Telescope, Hubble Space Telescope, Digitized Sky Survey 2
- Imagem publicada
- julho de 2017
- Original do acervo
- 1.718 × 1.716 px3 megapixels
- Desvio para o vermelho
- z = 0,003
A Galáxia Messier 77 e a galáxia NGC 1068 são o mesmo objeto. Dois catálogos registraram a mesma mancha de luz na constelação da Baleia, e os dois nomes ficaram: Messier 77 vem do catálogo organizado na França no século 18, NGC 1068 vem do Novo Catálogo Geral, do fim do século 19. Neste acervo, os títulos originais das fotos usam ora um, ora outro, e nenhuma mostra uma galáxia diferente. O SIMBAD adota M 77 como identificação principal e NGC 1068 como nome alternativo.
Ela fica a cerca de 35 milhões de anos-luz da Terra, segundo a distância declarada pelo publicador das imagens, e ocupa 5,5 minutos de arco no céu, medida do SIMBAD. Combinando as duas coisas, a parte brilhante do disco tem algo em torno de 56 mil anos-luz. A morfologia registrada é SAb: espiral, sem barra evidente, braços de enrolamento intermediário. A declinação é quase zero, ou seja, M 77 está praticamente em cima do equador celeste.
O que torna esta galáxia importante não é a forma, e sim o centro. O SIMBAD a classifica como Sy2, galáxia Seyfert de tipo 2, e M 77 é o exemplar mais estudado da classe. No núcleo há um buraco negro supermassivo consumindo matéria, e a energia liberada supera a luz de todas as estrelas da região central somadas. Só que essa fonte não aparece direto: está atrás de material que a esconde, e foi detectada por luz espalhada, como quem enxerga uma lâmpada refletida na parede sem ver a lâmpada.
O que é uma galáxia Seyfert de tipo 2?
Galáxia Seyfert é uma galáxia comum, com disco e braços visíveis, cujo núcleo brilha muito mais do que as estrelas dali conseguiriam explicar. O nome vem de Carl Seyfert, astrônomo norte-americano que na década de 1940 reuniu num mesmo grupo galáxias com esse núcleo brilhante e linhas de emissão fortes. Hoje são entendidas como a versão próxima dos núcleos galácticos ativos, a mesma família dos quasares.
A divisão entre tipo 1 e tipo 2 é feita pelo espectro, não pela aparência. Num Seyfert de tipo 1 aparecem dois conjuntos de linhas de emissão, umas estreitas e outras muito largas. Largura de linha mede velocidade, então linha larga indica gás girando a milhares de quilômetros por segundo, muito perto do buraco negro. Num tipo 2, caso de M 77, só as estreitas aparecem. A leitura direta seria concluir que o gás rápido não existe, e M 77 é a galáxia que derrubou essa hipótese.
Por que o núcleo muda conforme o ângulo?
Observações de M 77 com análise de polarização mostraram algo inesperado: na fração polarizada da luz do núcleo, as linhas largas estavam lá. Luz polarizada é luz espalhada por elétrons ou por grãos de poeira, e espalhamento funciona como espelho. A conclusão foi que a região de gás veloz existe, escondida atrás de material opaco, e que o que chega até nós é o reflexo dela em nuvens acima do núcleo.
O material que esconde é descrito como um toro, uma estrutura espessa de gás e poeira em torno do buraco negro, com formato de rosca. Se a linha de visada passa pelo buraco da rosca, a fonte central aparece e com ela as linhas largas: é um tipo 1. Se atravessa a parede do toro, a fonte fica bloqueada e sobram as estreitas, de gás mais distante: é um tipo 2. Os dois tipos passam a ser o mesmo objeto visto de ângulos diferentes, e é isso que se chama de modelo unificado.
A geometria deixa marca visível. Se o toro bloqueia a radiação em quase todas as direções e a deixa escapar em duas, o gás em volta acende em forma de cone, e não de esfera. Em M 77 esse cone aparece nas imagens da região central com filtro do oxigênio duplamente ionizado, em 502 nanômetros. Medir o toro em si passa por interferometria em infravermelho médio, como na montagem do acervo feita com o MIDI em 8.700 nanômetros.
O que o infravermelho do Webb enxerga?
A poeira que bloqueia a luz visível fica transparente conforme o comprimento de onda cresce, e é por isso que o James Webb enxerga o interior desta galáxia. As imagens feitas com a câmera NIRCam usam quatro filtros, cada um escolhido para responder a uma pergunta. Em 1.500 nanômetros o que domina é a população de estrelas. Em 1.870 nanômetros está a linha Paschen alfa do hidrogênio, que marca onde há estrela quente ou núcleo ativo acendendo o gás.
Os outros dois filtros medem a própria poeira. O de 3.000 nanômetros cobre a banda do gelo de água, que aparece como absorção: onde há gelo, a luz de fundo é engolida naquele comprimento de onda, e o mapa mostra onde o material está frio o bastante para o gelo existir. O de 3.350 nanômetros cobre a emissão dos hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, moléculas grandes que absorvem ultravioleta e devolvem energia no infravermelho.
As imagens do MIRI vão até 21.000 nanômetros. Nessa faixa quem brilha não são as estrelas, e sim a poeira aquecida por elas. O disco vira uma trama de filamentos e cavidades, e o núcleo aparece como um ponto ofuscante, porque a poeira em torno do buraco negro está quente. Duas imagens do acervo, com o título A beacon of light in swirls of dust, mostram esse contraste entre o farol central e os redemoinhos de pó.
Onde nascem estrelas nesta galáxia?
Além do núcleo ativo, M 77 tem uma segunda fonte de energia na região central: um anel de formação estelar em torno do buraco negro, com alguns milhares de anos-luz de raio. É gás virando estrela numa taxa muito acima da média do disco em volta, e ele está ali porque foi empurrado para dentro. Ainda que a morfologia registrada seja SAb, sem barra evidente no visível, imagens em infravermelho revelam uma estrutura alongada na parte interna, que retira momento angular do gás.
Gás sem momento angular não se sustenta em órbita larga: escorrega para dentro. Parte dele para no anel e vira estrela, parte segue e alimenta o buraco negro, e as duas coisas competem pelo mesmo combustível. Isso é um problema para quem mede, porque núcleo ativo e formação estelar intensa emitem em faixas parecidas. Separar um do outro exige resolução para distinguir o ponto central do anel, e é por isso que M 77 virou o laboratório preferido dessa conta.
O que cada telescópio enxerga daqui?
São doze imagens no acervo, e a primeira diferença entre elas é o tamanho do pedaço de céu. A do ESO, com o instrumento FORS2, cobre 7,2 por 7,2 minutos de arco e é a única que abraça a galáxia inteira com folga, já que ela tem 5,5 minutos. As do Hubble cobrem cerca de 2,5 por 2,7 minutos, e as do Webb cerca de 2 por 2,2, menos da metade do objeto. Trocar campo por resolução é o que permite separar filamentos.
A mais rica em filtros é a do Hubble de 2025, com as câmeras WFC3 e ACS: seis faixas, de 275 nanômetros no ultravioleta até 814 no limiar do infravermelho. O ultravioleta é o canal mais informativo, porque só estrelas jovens e quentes brilham forte ali. Outra imagem, de 2013, usa H-alfa em 658 nanômetros, a linha do hidrogênio ionizado. E três registros não são retratos da galáxia inteira, e sim montagens da região central, feitas com o Hubble, com o MIDI e com o Gemini Norte.
Os números deste objeto
| Distância | 35 milhões de anos-luzdeclarada pelo publicador das imagens |
|---|---|
| Constelação | Baleia (Cet) |
| Identificação principal | M 77SIMBAD |
| Outros nomes | NGC 1068, Messier 77, IRAS 02401-0013 |
| Classificação | Sy2, galáxia Seyfert de tipo 2, tratada aqui como galáxiaSIMBAD |
| Morfologia | SAbSIMBAD |
| Tamanho aparente | 5,5 minutos de arcoSIMBAD |
| Coordenadas J2000 | AR 40,6696 graus, Dec -0,0133 graus |
| Desvio para o vermelho | z = 0,00348 |
| Observações no arquivo MAST | Hubble 648, James Webb 42, GALEX 3 |
| Imagens no acervo | 12 |
O que reparar nesta imagem
- O ponto ofuscante no centroA concentração muito clara no meio da galáxia não é um amontoado de estrelas velhas: ali está o núcleo ativo, que em várias imagens satura o quadro.
- O anel em volta do núcleoRepare no colar de nós brilhantes que cerca o centro. É o anel de formação estelar, feito do gás que foi empurrado para dentro e parou antes de chegar ao buraco negro.
- O cone de gás acesoNas imagens da região central com filtro do oxigênio, o gás iluminado não se espalha para todo lado: acende num feixe. Esse formato é a sombra do toro que bloqueia o resto.
- A poeira trocando de papelCompare a imagem em luz visível com as do infravermelho. Na primeira, a poeira é sombra riscando os braços. Nas do MIRI, a mesma poeira é a fonte de luz.
Por que esta imagem tem essas cores
As cores desta imagem se aproximam do que um olho humano veria, se ele fosse sensível o bastante: cada filtro registrou luz visível e recebeu uma cor coerente com o próprio comprimento de onda.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulluz visível · FORS2 · b440 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · FORS2 · v557 nmolho enxerga
- Laranjaluz visível · FORS2 · R655 nmolho enxerga
- Vermelholuz visível · FORS2 · H-alpha656 nmolho enxerga
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESO junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 4,3 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 7,2 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 71.989 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 45 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os primeiros representantes do gênero Homo apareciam na África.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, bem alto, a 52° de altura, na direção NE.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 66 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Quanto já se olhou para aqui
- 648registros do Hubble
- 42registros do James Webb
- 3registros do GALEX
Contagem de observações arquivadas no Mikulski Archive for Space Telescopes, o repositório público operado pelo Space Telescope Science Institute, para uma busca num raio de 2,7 minutos de arco em torno da coordenada deste objeto. Um registro é um produto de observação, e não uma noite de telescópio nem uma fotografia: uma única campanha científica costuma render dezenas deles. O número serve para comparar a atenção que cada objeto recebeu, não para contar fotos.
O que ainda não se sabe
O toro não é necessariamente uma rosca sólida. Observações em infravermelho médio indicam que o material em torno do buraco negro é irregular, provavelmente feito de nuvens densas separadas por vazios, e há propostas que o trocam por um vento de poeira. A geometria continua em disputa, e dela depende a explicação de por que o mesmo objeto aparece com duas caras. Também não está resolvido quanto do brilho central vem do buraco negro e quanto vem do anel de formação estelar, já que os dois emitem nas mesmas faixas. E a distância varia conforme o método: os 35 milhões de anos-luz usados aqui são o valor declarado pelo publicador das imagens.
Divulgação que só conta o que já está resolvido dá a impressão errada de que a astronomia acabou. Ela não acabou, e este bloco existe para separar o que está estabelecido do que continua em disputa entre pesquisadores.
Uma coisa que quase ninguém sabe
A imagem do Hubble de abril de 2025 foi publicada com o título The squid and the whale, a lula e a baleia. A baleia é a constelação, Cetus. A lula é a própria M 77, apelidada assim por causa dos filamentos que saem da região central e lembram tentáculos.
Outras imagens deste objeto

Crédito ESA/Hubble & NASA, L. C. Ho, D. Thilker ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito N/A ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito N/A ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito N/A ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito N/A ESA/Hubble CC BY 4.0


Crédito NASA, ESA, Digitized Sky Survey 2 ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA & A. van der Hoeven ESA/Hubble CC BY 4.0


Crédito KPNO and NASA/ESA ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito KPNO and NASA/ESA ESA/Hubble CC BY 4.0
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Aglomerado Abell 370
Crédito NASA, ESA, A. Koekemoer, M. Jauzac, C. Steinhardt, and the BUFFALO team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia 9io9
- Galáxia de Andrômeda
Crédito ESA/Hubble & Digitized Sky Survey 2. Acknowledgment: Davide De Martin (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Sombrero
Crédito ESA/Hubble & NASA, K. Noll ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Redemoinho
Crédito NASA, ESA, S. Beckwith (STScI), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Cata-vento
Crédito ESA/Hubble and Digitized Sky Survey 2. Acknowledgements: Davide De Martin (ESA/Hubble ) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Charuto
Crédito NASA, ESA, CSA, A. Smercina (STScI), T. Williams (University of Manchester). Image processing: A. Pagan (STScI). ESA/Webb CC BY 4.0
- Galáxia de Bode
Crédito ESA/INT/DSS2 ESA/Hubble CC BY 4.0
Perguntas frequentes
- O que é a Galáxia Messier 77?
- Messier 77 é uma galáxia espiral a cerca de 35 milhões de anos-luz da Terra, na constelação da Baleia, também catalogada como NGC 1068. Ocupa 5,5 minutos de arco no céu e tem morfologia SAb, sem barra evidente. O que a distingue é o núcleo: o SIMBAD a classifica como Seyfert de tipo 2, uma galáxia cujo centro abriga um buraco negro supermassivo que brilha mais que as estrelas dali somadas.
- Messier 77 e NGC 1068 são a mesma galáxia?
- Sim, são o mesmo objeto com dois nomes de catálogo. Messier 77 vem do catálogo organizado na França no século 18, e NGC 1068 vem do Novo Catálogo Geral, compilado no fim do século 19. O SIMBAD adota M 77 como identificação principal e lista NGC 1068 entre os nomes alternativos. Fotos publicadas com um nome ou com o outro mostram a mesma galáxia, na constelação da Baleia.
- O que significa Seyfert de tipo 2?
- Seyfert de tipo 2 é a classificação de uma galáxia de núcleo ativo cujo espectro mostra apenas linhas de emissão estreitas. Nas de tipo 1 aparecem também linhas muito largas, alargadas pela velocidade do gás que orbita perto do buraco negro. No tipo 2 esse gás rápido não aparece, e a explicação aceita não é que ele falte, e sim que esteja escondido atrás de material opaco.
- O que é o toro de poeira de um núcleo ativo?
- Toro é o nome da estrutura espessa de gás e poeira que cerca o buraco negro supermassivo de um núcleo galáctico ativo, com formato de rosca. A função dele é bloquear a visão da fonte central em algumas direções e deixá-la escapar em outras, o que faz o mesmo tipo de galáxia parecer diferente conforme o ângulo de quem observa. Em Messier 77 a marca do bloqueio aparece no gás em volta do núcleo, que acende num cone.
- Messier 77 tem um buraco negro no centro?
- Sim. Messier 77 é classificada como galáxia Seyfert de tipo 2, e essa classificação significa justamente que há um buraco negro supermassivo consumindo matéria no centro dela. O material em queda forma um disco, esquenta por atrito e emite radiação do infravermelho aos raios X. A massa desse buraco negro fica na ordem de grandeza de dez milhões de vezes a massa do Sol, com valores que variam conforme o método usado.
- Dá para ver Messier 77 do Brasil?
- Sim, com telescópio e céu escuro. Messier 77 fica na constelação da Baleia, com declinação praticamente zero, quase em cima do equador celeste, e por isso passa alta no céu de qualquer ponto do Brasil. As melhores noites são as do fim do ano. Num telescópio amador de porte médio ela aparece como mancha oval difusa de centro mais brilhante; os braços só surgem em foto de longa exposição.
- O que o James Webb mostrou em Messier 77?
- O James Webb registrou Messier 77 em infravermelho, entre 1.500 e 21.000 nanômetros, com as câmeras NIRCam e MIRI. Nessas faixas a poeira que bloqueia a luz visível fica parcialmente transparente. Filtros escolhidos para o gelo de água, para moléculas orgânicas grandes e para a linha Paschen alfa do hidrogênio transformam a imagem num mapa de material, e não num retrato de estrelas. No infravermelho médio o núcleo vira um ponto ofuscante.
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Galáxia Messier 77. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/galaxia-messier-77. Consultado em: 23/08/2026.







