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Aglomerado de galáxias

Aglomerado Abell 370

O primeiro aglomerado em que se identificou uma lente gravitacional, com um arco gigantesco que confundiu os astrônomos por anos.

Aglomerado Abell 370, aglomerado de galáxias registrada pelo Hubble Space Telescope
“Abell 370 Parallel Field with Asteroids”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito NASA, ESA, and B. Sunnquist and J. Mack (STScI)Acknowledgment: NASA, ESA, and J. Lotz (STScI) and the HFF Team ESA/Hubble CC BY 4.0

Tipo
Aglomerado de galáxiasSIMBAD: ClG
Distância
4 bilhões de anos-luz
Constelação
BaleiaCet
Tamanho no céu
Observado por
Hubble Space Telescope
Imagem publicada
maio de 2022
Original do acervo
2.146 × 2.400 px5 megapixels
Desvio para o vermelho
z = 0,375

Abell 370 tem um lugar especial na história. Nos anos 1980, observações dele revelaram um arco luminoso enorme e alongado que ninguém conseguia explicar. Não parecia uma galáxia, não parecia um jato, não parecia nada catalogado.

A explicação veio em 1987: era uma galáxia muito mais distante, cuja luz havia sido entortada e esticada pela gravidade do aglomerado. Foi a primeira identificação clara de uma lente gravitacional em escala de aglomerado, um efeito que Einstein havia previsto décadas antes e que ninguém esperava ver com tanta clareza.

Hoje esse efeito é ferramenta de rotina. Aglomerados massivos são usados como telescópios naturais, e mapear as distorções permite reconstruir a distribuição de massa do aglomerado, incluindo a parte que não emite luz.

Antes da confirmação de 1987, houve tentativas curiosas de explicar o arco: um jato de matéria, uma galáxia deformada, até um artefato do instrumento. A solução veio quando alguém mediu o espectro do arco e descobriu que ele tinha desvio para o vermelho muito maior que o do aglomerado. Ou seja, aquilo estava bem mais longe, e só podia estar sendo visto através de alguma coisa.

O que reparar nesta imagem

  • O arco giganteA estrutura alongada e brilhante é uma galáxia distante, esticada pela lente. Foi o primeiro caso identificado.
  • Os arcos menoresDezenas de outras galáxias de fundo, distorcidas em graus diferentes conforme a posição.

Por que esta imagem tem essas cores

Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Azulluz visível · ACS · B435 nmolho enxerga
  • Azulluz visível · ACS · V606 nmolho enxerga
  • Verdeluz visível · ACS · I814 nminvisível ao olho
  • Verdeinfravermelho · WFC3 · Z1,05 µminvisível ao olho
  • Vermelhoinfravermelho · WFC3 · J1,25 µminvisível ao olho
  • Vermelhoinfravermelho · WFC3 · J/H1,4 µminvisível ao olho
  • Vermelhoinfravermelho · WFC3 · H1,6 µminvisível ao olho

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Cerca de 30 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 1,0 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

A luz desta imagem levou 4 bilhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era antes de os primeiros animais complexos surgirem nos oceanos da Terra.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 68° de altura daqui.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 68 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Outras imagens deste objeto

Aglomerado Abell 370, aglomerado de galáxias registrada pelo Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento ACS.

Crédito NASA, ESA, and B. Sunnquist and J. Mack (STScI) Acknowledgment: NASA, ESA, and J. Lotz (STScI) and the HFF Team ESA/Hubble CC BY 4.0

Montagem de várias imagens de Aglomerado Abell 370, aglomerado de galáxias registrada pelo Hubble Space TelescopeMontagem de várias imagens
Hubble Space Telescope, instrumento ACS.

Crédito NASA, ESA, D. Harvey (École Polytechnique Fédérale de Lausanne, Switzerland), R. Massey (Durham University, UK), the Hubble SM4 ERO Team, ST-ECF, ESO, D. Coe (STScI), J. Merten (Heidelberg/Bologna), HST Frontier Fields, Harald Ebeling(University of Hawaii at Manoa), Jean-Paul Kneib (LAM)and Johan Richard (Caltech, USA) ESA/Hubble CC BY 4.0

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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Galáxia 9io9

    Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/J. Geach et al. ESO CC BY 4.0

  • Abell 2744, o Aglomerado de Pandora

    Crédito NASA, ESA, and J. Lotz, M. Mountain, A. Koekemoer, and the HFF Team (STScI). ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado de Coma

    Crédito NASA, ESA, J. Mack, and J. Madrid et al. ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado MACS J0416

    Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, J. Diego (Instituto de Física de Cantabria, Spain), J. D’Silva (U. Western Australia), A. Koekemoer (STScI), J. Summers & R. Windhorst (ASU), and H. Yan (U. Missouri) ESA/Webb CC BY 4.0

  • Aglomerado MACS J0717

    Crédito NASA, ESA, Harald Ebeling (University of Hawaii at Manoa) & Jean-Paul Kneib (LAM) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado Abell 2218

    Crédito NASA, ESA, and Johan Richard (Caltech, USA)Acknowledgement: Davide de Martin & James Long (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado Abell S1063

    Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, H. Atek, M. Zamani (ESA/Webb)Acknowledgement: R. Endsley ESA/Webb CC BY 4.0

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Aglomerado Abell 370. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/aglomerado-abell-370. Consultado em: 23/08/2026.