Meio interestelar
Nebulosa NGC 6188
Uma parede de gás e poeira esculpida pelos ventos de estrelas massivas na constelação do Altar.

- Tipo
- Meio interestelarSIMBAD: ISM
- Distância
- 4.000 anos-luz
- Constelação
- AltarAra
- Tamanho no céu
- Observado por
- VLT Survey Telescope, MPG/ESO 2.2-metre telescope
- Imagem publicada
- março de 2015
- Original do acervo
- 17.388 × 18.660 px324 megapixels
NGC 6188 fica na constelação do Altar, no céu do sul, e é uma região de formação estelar dominada por um punhado de estrelas muito massivas e muito jovens, com apenas alguns milhões de anos.
Os ventos e a radiação dessas estrelas escavaram a nuvem molecular em que elas se formaram, criando estruturas que lembram cristas e paredes. O contraste entre o gás brilhante e as faixas escuras de poeira é o que dá o aspecto dramático às imagens.
A formação de estrelas nesta região parece ter sido disparada por uma supernova anterior, cuja onda de choque comprimiu o gás e iniciou o colapso. Formação estelar frequentemente se propaga assim, em ondas.
As estrelas responsáveis pelo espetáculo pertencem à associação Ara OB1, um grupo frouxo de estrelas massivas nascidas juntas. Associações desse tipo se dispersam em algumas dezenas de milhões de anos, e é nesse intervalo curto que elas esculpem as formas que aparecem nas imagens.
O que reparar nesta imagem
- As cristas de gásBordas iluminadas de nuvens sendo corroídas pela radiação das estrelas jovens.
- As faixas escurasPoeira que ainda não foi dissipada, densa o bastante para bloquear a luz.
Que tamanho é isso, de verdade
Este recorte do céu é cerca de 2 vezes mais largo que a Lua cheia. O recorte fotografado mede 1,0 graus de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
A luz desta imagem levou 4.000 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da chegada das primeiras naus portuguesas ao litoral brasileiro.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, bem alto, a 59° de altura, na direção SE.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 65 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
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Créditos das imagens desta página
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- Westerlund 1
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, M. Zamani (ESA/Webb), M. G. Guarcello (INAF-OAPA) and the EWOCS team ESA/Webb CC BY 4.0
- Nebulosa de Órion
Crédito NASA, ESA, M. Robberto ( Space Telescope Science Institute/ESA) and the Hubble Space Telescope Orion Treasury Project Team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia
- Nebulosa de Carina
Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of California, Berkeley), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Nebulosa Cabeça de Cavalo
- Nebulosa do Caranguejo
Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, T. Temim (Princeton University) ESA/Webb CC BY 4.0
- Nebulosa da Lagoa
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Nebulosa NGC 6188. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/nebulosa-ngc-6188. Consultado em: 23/08/2026.






