Remanescente de supernova
Nebulosa do Lápis
Um fragmento reto e alongado do resto de supernova de Vela, avançando a meio milhão de quilômetros por hora.

- Tipo
- Remanescente de supernovaSIMBAD: HII
- Distância
- 800 anos-luz
- Constelação
- VelaVel
- Tamanho no céu
- Observado por
- MPG/ESO 2.2-metre telescope
- Imagem publicada
- setembro de 2012
- Original do acervo
- 8.357 × 8.357 px70 megapixels
NGC 2736 é um pedaço do enorme resto de supernova de Vela, que ocupa uma área gigantesca do céu do hemisfério sul. O apelido de Lápis vem da forma reta e alongada, resultado de a onda de choque estar sendo vista quase exatamente de perfil.
A explosão que gerou esse resto aconteceu há cerca de onze mil anos. A onda de choque original viajava muito mais rápido; hoje, depois de milênios varrendo gás interestelar, ela desacelerou, mas ainda avança a centenas de milhares de quilômetros por hora.
As cores nas imagens separam o gás por temperatura e composição. O material mais quente e mais recentemente atingido emite de forma diferente do gás que já esfriou depois da passagem do choque.
O resto de supernova de Vela, do qual ela faz parte, cobre uma área do céu equivalente a dezenas de luas cheias e é um dos objetos mais extensos do céu austral. No centro dele há um pulsar, a estrela de nêutrons que sobrou da explosão, girando onze vezes por segundo. Foi um dos primeiros pulsares associados com segurança a um remanescente de supernova, o que ajudou a confirmar de onde essas estrelas vêm.
O que reparar nesta imagem
- A forma alongadaÉ perspectiva: estamos vendo uma folha fina de gás quase de lado, o que a comprime numa linha.
- As pontas difusasOnde a onda de choque encontrou gás mais rarefeito e avançou mais rápido.
Por que esta imagem tem essas cores
As cores desta imagem se aproximam do que um olho humano veria, se ele fosse sensível o bastante: cada filtro registrou luz visível e recebeu uma cor coerente com o próprio comprimento de onda.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulluz visível · WFI · B456 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · WFI · V540 nmolho enxerga
- Laranjaluz visível · WFI · R652 nmolho enxerga
- Vermelholuz visível · WFI · H-alpha659 nmolho enxerga
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESO junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Este recorte do céu tem quase o mesmo tamanho aparente da Lua cheia. O recorte fotografado mede 33 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
A luz desta imagem levou 800 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da chegada das primeiras naus portuguesas ao litoral brasileiro.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, baixo, perto do horizonte, a 16° de altura, na direção SO.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 68 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Berçário estelar RCW 38
- Nebulosa Gum 15
- Nebulosa do Anel do Sul
Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, and the Webb ERO Production Team ESA/Webb CC BY 4.0
- Nebulosa do Caranguejo
Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, T. Temim (Princeton University) ESA/Webb CC BY 4.0
- Cassiopeia A
Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, D. Milisavljevic (Purdue University), T. Temim (Princeton University), I. De Looze (University of Gent) ESA/Webb CC BY 4.0
- Laço do Cisne
Crédito NASA, ESA, Hubble Heritage Team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Supernova 1987A
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Nebulosa do Lápis. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/nebulosa-do-lapis. Consultado em: 23/08/2026.






