Região de hidrogênio ionizado
Nebulosa Gum 15
Uma nuvem de hidrogênio na Vela sendo esculpida e dissipada pelas estrelas que ela mesma criou.

- Tipo
- Região de hidrogênio ionizadoSIMBAD: HII
- Constelação
- VelaVel
- Tamanho no céu
- Observado por
- MPG/ESO 2.2-metre telescope, Very Large Telescope
- Imagem publicada
- julho de 2014
- Original do acervo
- 8.660 × 7.419 px64 megapixels
Gum 15 é uma região de hidrogênio ionizado na constelação da Vela, no céu do hemisfério sul. Ela brilha porque estrelas jovens e quentes formadas dentro dela emitem radiação ultravioleta suficiente para arrancar elétrons dos átomos de hidrogênio em volta.
A nuvem está sendo destruída pelas próprias estrelas que gerou. Os ventos estelares e a radiação empurram o gás para fora e criam cavidades, e as faixas escuras que cruzam a imagem são o que resta da nuvem original.
É um processo autolimitado. Em alguns milhões de anos a nebulosa terá se dissipado, e restará apenas um aglomerado frouxo de estrelas onde antes havia uma nuvem inteira.
O catálogo Gum leva o nome de Colin Gum, astrônomo australiano que na década de 1950 fez um levantamento sistemático das regiões de hidrogênio ionizado do céu do sul. Foi um trabalho de mapeamento que continua sendo referência, e que ilustra quanto do céu austral ainda estava por catalogar em pleno século 20.
O que reparar nesta imagem
- O tom avermelhadoVem do hidrogênio ionizado devolvendo luz vermelha quando os elétrons voltam para os átomos.
- As faixas escurasPoeira remanescente, ainda densa o bastante para bloquear a luz de trás.
Que tamanho é isso, de verdade
Este recorte do céu tem quase o mesmo tamanho aparente da Lua cheia. O recorte fotografado mede 34 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, baixo, perto do horizonte, a 11° de altura, na direção SO.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 72 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
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- Berçário estelar RCW 38
- Nebulosa do Lápis
- Nebulosa do Anel do Sul
Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, and the Webb ERO Production Team ESA/Webb CC BY 4.0
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Crédito ESO/J. Emerson/VISTA. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0
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Crédito NASA, ESA, Hubble Heritage Team ESA/Hubble CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Nebulosa Gum 15. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/nebulosa-gum-15. Consultado em: 23/08/2026.






