Pular para o conteúdo
ValorFinalObservatório← portal

Região de formação de estrelas

Berçário estelar RCW 38

Um aglomerado jovem e denso escondido atrás de poeira, revelado em infravermelho pelos telescópios do Chile.

Berçário estelar RCW 38, região de formação de estrelas registrada pelo Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy
“The RCW 38 cluster in infrared light”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito ESO/VVVX survey ESO CC BY 4.0

Tipo
Região de formação de estrelasSIMBAD: SFR
Distância
5.500 anos-luz
Constelação
VelaVel
Tamanho no céu
Observado por
Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy, Very Large Telescope, MPG/ESO 2.2-metre telescope
Imagem publicada
fevereiro de 2025
Original do acervo
10.781 × 7.390 px80 megapixels

RCW 38 é um aglomerado jovem e muito denso na constelação da Vela, com alguns milhares de estrelas concentradas num volume pequeno. Ele está escondido atrás de uma quantidade grande de poeira, e em luz visível quase não aparece.

Observações em infravermelho, feitas com óptica adaptativa em telescópios do ESO no Chile, atravessaram essa poeira e mostraram o aglomerado em detalhe. A técnica corrige em tempo real a distorção que a atmosfera provoca, usando uma estrela artificial criada por laser como referência.

Aglomerados assim são importantes porque são jovens o bastante para ainda estarem dentro da nuvem que os gerou. Estudá-los é olhar o processo de formação enquanto ele acontece, e não o resultado dele.

A técnica usada para fotografá-lo merece nota. Um laser dispara contra o céu e excita átomos de sódio a noventa quilômetros de altura, criando uma estrela artificial de referência. Um computador mede centenas de vezes por segundo o quanto essa estrela conhecida está tremendo por causa da atmosfera, e um espelho deformável corrige a distorção em tempo real. É óptica adaptativa, e ela recupera boa parte da nitidez que o ar rouba.

O que reparar nesta imagem

  • A concentração centralMilhares de estrelas jovens em um volume de poucos anos-luz.
  • A poeira em voltaO material remanescente da nuvem que formou o aglomerado, ainda não dissipado.

Por que esta imagem tem essas cores

Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Azulinfravermelho · VIRCAM · J1,25 µminvisível ao olho
  • Verdeinfravermelho · VIRCAM · H1,65 µminvisível ao olho
  • Vermelhoinfravermelho · VIRCAM · Ks2,15 µminvisível ao olho

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESO junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Este recorte do céu é cerca de 2 vezes mais largo que a Lua cheia. O recorte fotografado mede 1,0 graus de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

A luz desta imagem levou 5.500 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da época em que a escrita foi inventada na Mesopotâmia.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, baixo, perto do horizonte, a 16° de altura, na direção SO.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 66 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Outras imagens deste objeto

Berçário estelar RCW 38, região de formação de estrelas registrada pelo Very Large Telescope
Very Large Telescope, instrumento HAWK-I.

Crédito ESO/K. Muzic ESO CC BY 4.0

Berçário estelar RCW 38, região de formação de estrelas registrada pelo Very Large Telescope
Very Large Telescope, instrumento ISAAC.

Crédito ESO CC BY 4.0

Berçário estelar RCW 38, região de formação de estrelas registrada pelo MPG/ESO 2.2-metre telescope
MPG/ESO 2.2-metre telescope, instrumento WFI.

Crédito ESO CC BY 4.0

Montagem de várias imagens de Berçário estelar RCW 38, região de formação de estrelasMontagem de várias imagens

Crédito ESO/Koraljka Muzic (University of Lisbon), Aleks Scholz (University of St Andrews), Rainer Schoedel (Instituto de Astrofísica de Andalucía), Vincent Geers (UKATC), Ray Jayawardhana (York University), Joana Ascenso (University of Porto & University of Lisbon) & Lucas Cieza (University Diego Portales) ESO CC BY 4.0

Baixar esta imagem

A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

Outros objetos em Vela

Continue explorando

Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Nebulosa do Lápis

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa Gum 15

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa do Anel do Sul

    Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, and the Webb ERO Production Team ESA/Webb CC BY 4.0

  • Nebulosa de Órion

    Crédito NASA, ESA, M. Robberto ( Space Telescope Science Institute/ESA) and the Hubble Space Telescope Orion Treasury Project Team ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa de Carina

    Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of California, Berkeley), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Nebulosa Cabeça de Cavalo

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa do Caranguejo

    Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, T. Temim (Princeton University) ESA/Webb CC BY 4.0

  • Nebulosa da Lagoa

    Crédito ESO CC BY 4.0

Fontes oficiais

Continue explorando

Como citar esta página

ValorFinal. Berçário estelar RCW 38. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/bercario-rcw-38. Consultado em: 23/08/2026.