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Nebulosa planetária

Nebulosa do Anel do Sul

Uma nebulosa planetária de duas estrelas, e uma das primeiras imagens divulgadas do James Webb.

Nebulosa do Anel do Sul, nebulosa planetária registrada pelo James Webb Space Telescope
“Southern Ring Nebula (NIRCam Image)”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, and the Webb ERO Production Team ESA/Webb CC BY 4.0

Tipo
Nebulosa planetáriaSIMBAD: PN
Distância
2.500 anos-luz
Constelação
VelaVel
Tamanho no céu
45 segundos de arco
Observado por
James Webb Space Telescope
Imagem publicada
julho de 2022
Original do acervo
4.833 × 4.501 px22 megapixels

NGC 3132 foi uma das cinco primeiras imagens divulgadas do James Webb, em julho de 2022. É uma nebulosa planetária: o gás ejetado por uma estrela parecida com o Sol no fim da vida.

A imagem do Webb resolveu uma ambiguidade antiga. No centro há duas estrelas, e por muito tempo não estava claro qual delas era a moribunda. Em infravermelho ficou evidente: a mais fraca é a anã branca responsável pela nebulosa, e a mais brilhante é uma companheira que continua normal. O par orbita um ao outro.

Essa companheira parece ter papel ativo. As camadas irregulares de gás sugerem que a interação entre as duas estrelas foi o que agitou o material ejetado, em vez de deixá-lo sair em cascas esféricas simples.

O que reparar nesta imagem

  • As duas estrelas centraisA mais fraca é a anã branca que criou a nebulosa. A mais brilhante é uma companheira ainda em atividade normal.
  • As camadas irregularesO gás não saiu em cascas lisas: a interação entre as duas estrelas bagunçou a ejeção.

Por que esta imagem tem essas cores

Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Azulinfravermelho · NIRCam900 nminvisível ao olho
  • Cianoinfravermelho · NIRCam · P-alpha1,87 µminvisível ao olho
  • Verdeinfravermelho · NIRCam · molecular hydrogen2,12 µminvisível ao olho
  • Amareloinfravermelho · NIRCam3,56 µminvisível ao olho
  • Vermelhoinfravermelho · NIRCam · Br-alpha4,05 µminvisível ao olho
  • Vermelhoinfravermelho · NIRCam · molecular hydrogen4,7 µminvisível ao olho

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Webb junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Cerca de 13 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 2,4 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 34.493 unidades astronômicas de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.

A luz desta imagem levou 2.500 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da chegada das primeiras naus portuguesas ao litoral brasileiro.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 27° de altura, na direção SO.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 73 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Baixar esta imagem

A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Nebulosa do Anel do Sul. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/nebulosa-do-anel-do-sul. Consultado em: 23/08/2026.