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Remanescente de supernova

Cassiopeia A

O resto de supernova mais jovem conhecido na nossa galáxia, de uma explosão que aconteceu por volta de 1680.

Cassiopeia A, remanescente de supernova registrada pelo James Webb Space Telescope
“Cas A (NIRCam image)”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, D. Milisavljevic (Purdue University), T. Temim (Princeton University), I. De Looze (University of Gent) ESA/Webb CC BY 4.0

Tipo
Remanescente de supernovaSIMBAD: SNR
Distância
11.000 anos-luz
Constelação
CassiopeiaCas
Tamanho no céu
5,0 minutos de arco
Observado por
James Webb Space Telescope, Hubble Space Telescope
Imagem publicada
dezembro de 2023
Original do acervo
11.694 × 13.392 px157 megapixels

Cassiopeia A é o que restou de uma estrela massiva que explodiu há cerca de 340 anos, o que a torna o resto de supernova mais jovem conhecido na Via Láctea. Estranhamente, quase não há registro histórico da explosão: ela deveria ter sido visível, mas a poeira entre nós e ela absorveu boa parte da luz.

É a fonte de rádio mais brilhante do céu fora do Sistema Solar, e foi por rádio que ela foi descoberta, em 1947. Só depois se identificou a contrapartida visual.

O material continua se expandindo a milhares de quilômetros por segundo, e comparar imagens separadas por poucos anos permite acompanhar o movimento. Ela é um laboratório para entender que elementos químicos uma supernova produz e espalha: enxofre, cálcio, ferro e oxigênio já foram mapeados em camadas distintas dentro do resto.

O James Webb a observou em 2023 e revelou estruturas em infravermelho que nenhuma observação anterior mostrava, incluindo uma grande estrutura interna apelidada de Monstro Verde, cuja natureza ainda está em discussão.

O que reparar nesta imagem

  • Os filamentos coloridosCada cor corresponde a elementos químicos diferentes ejetados pela explosão, distribuídos em camadas.
  • A casca externaA onda de choque batendo no material que a estrela havia expelido antes de explodir.

Por que esta imagem tem essas cores

Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Azulinfravermelho · NIRCam1,62 µminvisível ao olho
  • Verdeinfravermelho · NIRCam3,56 µminvisível ao olho
  • Vermelhoinfravermelho · NIRCam4,44 µminvisível ao olho

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Webb junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Cerca de 5,1 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 6,1 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 16 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.

A luz desta imagem levou 11.000 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da época em que a escrita foi inventada na Mesopotâmia.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 8° de altura daqui.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 8 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Uma coisa que quase ninguém sabe

O ferro que existe no seu sangue foi produzido dentro de estrelas e espalhado por explosões como esta. Cassiopeia A é esse processo pego no ato.

Hubble e James Webb, lado a lado

Este objeto foi fotografado pelos dois telescópios. Como cada um enxerga faixas diferentes de luz, as imagens não são a mesma coisa em qualidade diferente: são informações diferentes.

Outras imagens deste objeto

Cassiopeia A, remanescente de supernova registrada pelo Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento ACS.

Crédito NASA, ESA, and the Hubble Heritage (STScI/AURA)-ESA/Hubble Collaboration. Acknowledgement: Robert A. Fesen (Dartmouth College, USA) and James Long (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0

Cassiopeia A, remanescente de supernova registrada pelo James Webb Space Telescope
James Webb Space Telescope, instrumento MIRI.

Crédito NASA, ESA, CSA, D. Milisavljevic (Purdue University), T. Temim (Princeton University), I. De Looze (UGent), J. DePasquale (STScI) ESA/Webb CC BY 4.0

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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Cassiopeia A. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/cassiopeia-a. Consultado em: 23/08/2026.