Remanescente de supernova
Laço do Cisne
A onda de choque de uma supernova antiga, ainda avançando pelo espaço depois de milhares de anos.

Crédito NASA, ESA, Hubble Heritage Team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Tipo
- Remanescente de supernovaSIMBAD: SNR
- Distância
- 2.100 anos-luz
- Constelação
- CisneCyg
- Tamanho no céu
- 3,8 graus
- Observado por
- Hubble Space Telescope
- Imagem publicada
- setembro de 2015
- Original do acervo
- 10.681 × 7.121 px76 megapixels
O Laço do Cisne é o resto de uma supernova que explodiu há algo entre dez e vinte mil anos. É muito mais velho que o Caranguejo ou Cassiopeia A, e por isso já se espalhou por uma área enorme do céu: cerca de três graus, seis vezes o diâmetro da Lua cheia.
O que se vê não é o material da estrela, e sim a onda de choque batendo no gás interestelar que já estava lá. Ao atingir esse gás, o choque o aquece e faz brilhar, desenhando filamentos finos e delicados.
As imagens do Hubble mostram recortes minúsculos dessa estrutura, e mesmo assim revelam camadas: uma frente de choque fina como uma folha, vista de perfil, com gás de temperaturas diferentes emitindo em cores diferentes logo atrás dela.
O que reparar nesta imagem
- A frente de choqueA linha fina e brilhante é a onda de choque vista quase de lado, o que a faz parecer um fio.
- As camadas de corCada cor corresponde a um elemento e a uma temperatura diferente, distribuídos por trás da frente de choque.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulluz visível · WFC3 · OIII502 nmolho enxerga
- Cianoluz visível · WFC3 · V555 nmolho enxerga
- Vermelholuz visível · WFC3 · H-alpha657 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · WFC3 · SII673 nmolho enxerga
- Laranjaluz visível · WFC3 · I814 nminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 4,4 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 7,1 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 140,5 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 2.100 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da chegada das primeiras naus portuguesas ao litoral brasileiro.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 36° de altura daqui.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 36 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Nebulosa do Caranguejo
Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, T. Temim (Princeton University) ESA/Webb CC BY 4.0
- Cassiopeia A
Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, D. Milisavljevic (Purdue University), T. Temim (Princeton University), I. De Looze (University of Gent) ESA/Webb CC BY 4.0
- Nebulosa do Lápis
- Supernova 1987A
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Laço do Cisne. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/laco-do-cisne. Consultado em: 23/08/2026.



