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Campo profundo

Campo Profundo Chandra Sul

Uma das regiões mais observadas do céu, mapeada em raios X, luz visível e infravermelho.

Campo Profundo Chandra Sul, campo profundo registrada pelo Very Large Telescope
“A pool of distant galaxies”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito ESO/ Mario Nonino, Piero Rosati and the ESO GOODS Team ESO CC BY 4.0

Tipo
Campo profundoSIMBAD: reg
Distância
3,7 anos-luz
Constelação
FornalhaFor
Tamanho no céu
16 minutos de arco
Observado por
Very Large Telescope, MPG/ESO 2.2-metre telescope
Imagem publicada
novembro de 2008
Original do acervo
4.239 × 6.480 px27 megapixels

O Campo Profundo Chandra Sul é uma área do céu que recebeu algumas das exposições mais longas já feitas, em várias faixas do espectro. O nome vem do telescópio de raios X Chandra, que ali acumulou milhões de segundos de observação.

Combinar faixas diferentes é o que dá poder a esse tipo de campo. Raios X revelam buracos negros ativos, luz visível mostra as estrelas, infravermelho atravessa a poeira e alcança as galáxias mais distantes. Junto, forma-se um retrato completo de cada objeto.

Foi em campos assim que se estabeleceu que a maioria das galáxias grandes abriga buracos negros supermassivos, e que o crescimento desses buracos negros acompanhou o crescimento das galáxias que os hospedam.

Raios X são a assinatura mais confiável de um buraco negro em atividade, porque o gás que cai nele aquece a milhões de graus antes de desaparecer. Uma galáxia pode parecer comum em luz visível e revelar um núcleo ativo intenso quando observada nessa faixa. Foi assim que se descobriu que núcleos ativos são muito mais comuns do que as imagens ópticas sugeriam.

O que reparar nesta imagem

  • As galáxias de fundoMilhares delas, em profundidades e épocas diferentes do universo.
  • As fontes compactasMuitas correspondem a núcleos ativos, detectados em raios X.

Que tamanho é isso, de verdade

Cerca de 2,1 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 14 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 1.078 unidades astronômicas de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.

A luz desta imagem levou 3,7 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era há poucos anos.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 86° de altura daqui.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 86 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Outras imagens deste objeto

Campo Profundo Chandra Sul, campo profundo registrada pelo MPG/ESO 2.2-metre telescope
MPG/ESO 2.2-metre telescope, instrumento WFI.

Crédito ESO CC BY 4.0

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Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Campo Profundo Chandra Sul. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/campo-profundo-chandra-sul. Consultado em: 23/08/2026.