Pular para o conteúdo
ValorFinalObservatório← portal

Aglomerado de galáxias

Aglomerado de Coma

O aglomerado onde a matéria escura foi proposta pela primeira vez, em 1933.

Aglomerado de Coma, aglomerado de galáxias registrada pelo Hubble Space Telescope
“Clusters within clusters”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito NASA, ESA, J. Mack, and J. Madrid et al. ESA/Hubble CC BY 4.0

Tipo
Aglomerado de galáxiasSIMBAD: ClG
Distância
320 milhões de anos-luz
Constelação
Cabeleira de BereniceCom
Tamanho no céu
30 minutos de arco
Observado por
Hubble Space Telescope
Imagem publicada
dezembro de 2018
Original do acervo
18.281 × 10.283 px188 megapixels
Desvio para o vermelho
z = 0,023

O Aglomerado de Coma reúne mais de mil galáxias e foi onde a matéria escura entrou na física. Em 1933, Fritz Zwicky mediu a velocidade com que as galáxias se moviam dentro dele e percebeu um problema: elas se moviam rápido demais.

Pela massa visível, aquelas velocidades deveriam ter dispersado o aglomerado há muito tempo. Para manter tudo junto, era preciso muito mais massa do que a que se enxergava. Zwicky chamou aquilo de matéria escura, e a ideia foi amplamente ignorada por décadas.

Ela só voltou com força nos anos 1970, quando Vera Rubin mediu a rotação de galáxias espirais e encontrou o mesmo tipo de discrepância. Hoje a matéria escura é peça central da cosmologia, e ainda não se sabe do que ela é feita.

O aglomerado é dominado por galáxias elípticas gigantes, resultado de fusões repetidas ao longo de bilhões de anos.

O que reparar nesta imagem

  • As elípticas gigantesAs duas galáxias mais brilhantes do centro engoliram muitas vizinhas e continuam crescendo assim.
  • A quantidade de galáxiasQuase todo objeto estendido na imagem é uma galáxia inteira, não uma estrela.

Por que esta imagem tem essas cores

Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Cianoluz visível · ACS · B475 nmolho enxerga
  • Laranjaluz visível · ACS · I814 nminvisível ao olho

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Cerca de 2 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 15 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 2,8 milhões de anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.

A luz desta imagem levou 320 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os dinossauros não voadores ainda dominavam a Terra, que se extinguiram há cerca de 66 milhões de anos.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 31° de altura, na direção NO.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 39 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Uma coisa que quase ninguém sabe

A proposta de matéria escura de Zwicky ficou quase quarenta anos praticamente esquecida antes de ser retomada. É um dos casos mais citados de ideia certa apresentada cedo demais.

Baixar esta imagem

A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

Outros objetos em Cabeleira de Berenice

Continue explorando

Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Galáxia Messier 100

    Crédito NASA, ESA ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Abell 2744, o Aglomerado de Pandora

    Crédito NASA, ESA, and J. Lotz, M. Mountain, A. Koekemoer, and the HFF Team (STScI). ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado Abell 370

    Crédito NASA, ESA, and B. Sunnquist and J. Mack (STScI)Acknowledgment: NASA, ESA, and J. Lotz (STScI) and the HFF Team ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado MACS J0416

    Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, J. Diego (Instituto de Física de Cantabria, Spain), J. D’Silva (U. Western Australia), A. Koekemoer (STScI), J. Summers & R. Windhorst (ASU), and H. Yan (U. Missouri) ESA/Webb CC BY 4.0

  • Aglomerado MACS J0717

    Crédito NASA, ESA, Harald Ebeling (University of Hawaii at Manoa) & Jean-Paul Kneib (LAM) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado Abell 2218

    Crédito NASA, ESA, and Johan Richard (Caltech, USA)Acknowledgement: Davide de Martin & James Long (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado Abell S1063

    Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, H. Atek, M. Zamani (ESA/Webb)Acknowledgement: R. Endsley ESA/Webb CC BY 4.0

Fontes oficiais

Continue explorando

Como citar esta página

ValorFinal. Aglomerado de Coma. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/aglomerado-de-coma. Consultado em: 23/08/2026.