Campos profundos: o retrato mais fundo do universo
14 objetos no acervo.

Crédito NASA, ESA, and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA) Acknowledgment: NASA, ESA, T. Do and A. Ghez (UCLA), and V. Bajaj (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0
Um campo profundo é o que acontece quando você aponta um telescópio para um pedaço de céu aparentemente vazio e deixa ele acumulando luz por muitas horas. O primeiro, feito pelo Hubble em 1995, mirou uma área do tamanho de um grão de areia segurado com o braço esticado. A aposta era arriscada e consumiu tempo de telescópio caríssimo em um lugar onde não havia nada para ver.
Apareceram mais de três mil galáxias. Não estrelas: galáxias, cada uma com bilhões de estrelas, algumas tão distantes que a luz delas viajou por mais de doze bilhões de anos. A conclusão é difícil de absorver: qualquer pedaço vazio de céu, olhado por tempo suficiente, se enche de galáxias.
Aglomerados de galáxias entram nesta coleção por um motivo particular. A massa deles é tão grande que entorta o espaço em volta, e a luz de galáxias muito mais distantes, que passa por perto, é desviada e ampliada. O aglomerado funciona como uma lente natural. É por isso que imagens de Abell 2744 e MACS J0416 estão cheias de arcos alongados: são galáxias de fundo, esticadas pela gravidade.
Esse efeito, previsto pela relatividade geral, é hoje uma ferramenta de trabalho. Sem essas lentes naturais, várias das galáxias mais distantes já detectadas estariam fracas demais até para o James Webb.
Todos os objetos desta coleção
Centro da Via LácteaRegião do céu26.000 anos-luz
Campo Ultraprofundo do HubbleCampo profundoFornalha
Campo COSMOSCampo profundoSextante
Campo Profundo Chandra SulCampo profundoFornalha
Abell 2744, o Aglomerado de PandoraAglomerado de galáxias3,5 bilhões de anos-luz
Aglomerado Abell 370Aglomerado de galáxias4 bilhões de anos-luz
Aglomerado de ComaAglomerado de galáxias300 milhões de anos-luz
Aglomerado MACS J0416Aglomerado de galáxias4,3 bilhões de anos-luz
Aglomerado MACS J0717Aglomerado de galáxias5,4 bilhões de anos-luz
Protoaglomerado Teia de AranhaCampo profundoHidra Fêmea
Aglomerado Abell 2218Aglomerado de galáxiasDragão
Aglomerado Abell S1063Aglomerado de galáxias4 bilhões de anos-luz
El Gordo, o aglomerado gordoAglomerado de galáxias9,7 bilhões de anos-luz
Campo GOODS SulCampo profundoFornalha
Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Centro da Via Láctea
Crédito NASA, ESA, and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA) Acknowledgment: NASA, ESA, T. Do and A. Ghez (UCLA), and V. Bajaj (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Campo Ultraprofundo do Hubble
Crédito NASA, ESA, and S. Beckwith (STScI) and the HUDF Team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Campo COSMOS
Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, R. Naidu (MIT), Image Processing: J. DePasquale (STScI) ESA/Webb CC BY 4.0
- Campo Profundo Chandra Sul
Crédito NASA, ESA, G. Illingworth and D. Magee (University of California, Santa Cruz), K. Whitaker (University of Connecticut), R. Bouwens (Leiden University), P. Oesch (University of Geneva), and the Hubble Legacy Field team. ESA/Hubble CC BY 4.0
- Abell 2744, o Aglomerado de Pandora
Crédito NASA, ESA, ESO, CXC, and D. Coe (STScI)/J. Merten (Heidelberg/Bologna) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado Abell 370
Crédito NASA, ESA, A. Koekemoer, M. Jauzac, C. Steinhardt, and the BUFFALO team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado de Coma
Crédito NASA, ESA, Digitized Sky Survey 2 Acknowledgement: Davide De Martin ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado MACS J0416
Crédito ESA/Hubble, NASA, HST Frontier FieldsAcknowledgement: Mathilde Jauzac (Durham University, UK and Astrophysics & Cosmology Research Unit, South Africa) and Jean-Paul Kneib (École Polytechnique Fédérale de Lausanne, Switzerland) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado MACS J0717
Crédito NASA, ESA, CXC, NRAO/AUI/NSF, STScI, and R. van Weeren (Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics) Acknowledgment: NASA, ESA, and J. Lotz (STScI), and the HFF team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Protoaglomerado Teia de Aranha
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, H. Dannerbauer ESA/Webb CC BY 4.0
- Aglomerado Abell 2218
Crédito NASA, ESA, A. Fruchter and the ERO Team (STScI, ST-ECF ) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado Abell S1063
Crédito NASA, ESA, Digitized Sky Survey 2 Acknowledgement: Davide De Martin ESA/Hubble CC BY 4.0
- El Gordo, o aglomerado gordo
Crédito ESA/Hubble & NASA, RELICS ESA/Hubble CC BY 4.0
- Campo GOODS Sul
Crédito NASA, ESA/Hubble CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Campos profundos. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/colecao/campos-profundos. Consultado em: 23/08/2026.