Campo profundo
Campo COSMOS
O maior levantamento contínuo de céu já feito pelo Hubble, mapeando dois milhões de galáxias.

Crédito ESO/UltraVISTA team. Acknowledgement: TERAPIX/CNRS/INSU/CASU ESA/Hubble CC BY 4.0
- Tipo
- Campo profundoSIMBAD: reg
- Constelação
- SextanteSex
- Tamanho no céu
- Observado por
- Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy, Other, Digitized Sky Survey 2
- Imagem publicada
- agosto de 2013
- Original do acervo
- 17.121 × 10.824 px185 megapixels
O Campo COSMOS é diferente dos campos profundos clássicos. Em vez de mirar fundo numa área minúscula, ele cobre uma área relativamente grande do céu com profundidade razoável, e combina observações de telescópios em terra e no espaço, em várias faixas do espectro.
O objetivo é estatístico. Para entender como galáxias evoluem, não basta ver algumas muito distantes: é preciso ter uma amostra grande o suficiente para separar tendências de coincidências, e para mapear como as galáxias se distribuem no espaço.
Foi com dados desse tipo que se produziram os primeiros mapas tridimensionais da distribuição de matéria escura em larga escala, deduzida pela distorção que ela provoca na luz das galáxias de fundo.
O levantamento cobre cerca de dois graus quadrados do céu, área equivalente a nove luas cheias, e envolveu tempo de observação de dezenas de instrumentos em terra e no espaço. Projetos assim mudaram a natureza do trabalho em astronomia: em vez de cada grupo apontar o telescópio para o próprio alvo, constroem-se conjuntos de dados públicos que centenas de equipes usam por décadas.
O que reparar nesta imagem
- A densidade de galáxiasPraticamente todo ponto estendido na imagem é uma galáxia, não uma estrela.
- Os agrupamentosGaláxias não se distribuem ao acaso: elas se concentram em filamentos e aglomerados, deixando vazios entre eles.
Que tamanho é isso, de verdade
Este recorte do céu é cerca de 2,8 vezes mais largo que a Lua cheia. O recorte fotografado mede 1,4 graus de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, baixo, perto do horizonte, a 12° de altura, na direção O.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 64 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Outras imagens deste objeto

Crédito ESO/UltraVISTA team. Acknowledgement: TERAPIX/CNRS/INSU/CASU ESO CC BY 4.0


Crédito ESO and Digitized Sky Survey 2. Acknowledgement: Davide De Martin. ESO CC BY 4.0


Crédito NASA, ESA, M. Carollo (ETH Zurich) ESA/Hubble CC BY 4.0
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Campo Ultraprofundo do Hubble
Crédito NASA, ESA, and S. Beckwith (STScI) and the HUDF Team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Campo Profundo Chandra Sul
Crédito ESO/ Mario Nonino, Piero Rosati and the ESO GOODS Team ESO CC BY 4.0
- Protoaglomerado Teia de Aranha
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, H. Dannerbauer ESA/Webb CC BY 4.0
- Campo GOODS Sul
Crédito ESA/Hubble & NASA ESA/Hubble CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Campo COSMOS. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/campo-cosmos. Consultado em: 23/08/2026.



