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Aglomerado de galáxias

Aglomerado Abell S1063

Um aglomerado massivo usado como lente, e uma das imagens mais profundas já feitas de um objeto assim.

Aglomerado Abell S1063, aglomerado de galáxias registrada pelo James Webb Space Telescope
“A glimpse of the distant past”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, H. Atek, M. Zamani (ESA/Webb)Acknowledgement: R. Endsley ESA/Webb CC BY 4.0

Tipo
Aglomerado de galáxiasSIMBAD: ClG
Distância
4,5 bilhões de anos-luz
Constelação
GrouGru
Tamanho no céu
13 minutos de arco
Observado por
James Webb Space Telescope
Imagem publicada
maio de 2025
Original do acervo
6.920 × 6.615 px46 megapixels
Desvio para o vermelho
z = 0,351

Abell S1063 é um aglomerado muito massivo do hemisfério sul, escolhido como alvo de programas que usam lentes gravitacionais para enxergar mais fundo no universo.

As imagens combinam exposições longas em várias faixas, revelando tanto as galáxias do aglomerado quanto as imagens distorcidas de galáxias de fundo. Algumas dessas galáxias de fundo aparecem repetidas em pontos diferentes da imagem.

A repetição é útil de um jeito inesperado. Como a luz de cada imagem percorre um caminho de comprimento diferente, ela chega em momentos diferentes. Se algo variável acontecer naquela galáxia, como uma supernova, o evento aparece primeiro em uma imagem e depois em outra, com atraso de meses ou anos.

O atraso entre imagens múltiplas de um mesmo evento já foi usado para prever a reaparição de uma supernova com meses de antecedência, e a previsão se confirmou. É uma das poucas situações em astronomia em que se pode marcar hora para observar algo que ainda não aconteceu, e o resultado serve para medir a taxa de expansão do universo por um caminho independente.

O que reparar nesta imagem

  • As imagens múltiplasA mesma galáxia de fundo aparecendo em posições diferentes, com formas distorcidas.
  • O halo difusoLuz de estrelas que não pertencem a nenhuma galáxia específica: foram arrancadas em interações e ficaram soltas no aglomerado.

Por que esta imagem tem essas cores

Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Roxoluz visível · NIRCam900 nminvisível ao olho
  • Azulinfravermelho · NIRCam1,15 µminvisível ao olho
  • Azulinfravermelho · NIRCam1,5 µminvisível ao olho
  • Verdeinfravermelho · NIRCam2 µminvisível ao olho
  • Verdeinfravermelho · NIRCam2,77 µminvisível ao olho
  • Amareloinfravermelho · NIRCam3,56 µminvisível ao olho
  • Laranjainfravermelho · NIRCam4,1 µminvisível ao olho
  • Vermelhoinfravermelho · NIRCam4,44 µminvisível ao olho
  • Vermelhoinfravermelho · NIRCam4,8 µminvisível ao olho

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Webb junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Cerca de 13 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 2,3 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 16,4 milhões de anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.

A luz desta imagem levou 4,5 bilhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era antes de os primeiros animais complexos surgirem nos oceanos da Terra.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 69° de altura daqui.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 69 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Baixar esta imagem

A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Abell 2744, o Aglomerado de Pandora

    Crédito NASA, ESA, and J. Lotz, M. Mountain, A. Koekemoer, and the HFF Team (STScI). ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado Abell 370

    Crédito NASA, ESA, and B. Sunnquist and J. Mack (STScI)Acknowledgment: NASA, ESA, and J. Lotz (STScI) and the HFF Team ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado de Coma

    Crédito NASA, ESA, J. Mack, and J. Madrid et al. ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado MACS J0416

    Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, J. Diego (Instituto de Física de Cantabria, Spain), J. D’Silva (U. Western Australia), A. Koekemoer (STScI), J. Summers & R. Windhorst (ASU), and H. Yan (U. Missouri) ESA/Webb CC BY 4.0

  • Aglomerado MACS J0717

    Crédito NASA, ESA, Harald Ebeling (University of Hawaii at Manoa) & Jean-Paul Kneib (LAM) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado Abell 2218

    Crédito NASA, ESA, and Johan Richard (Caltech, USA)Acknowledgement: Davide de Martin & James Long (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Aglomerado Abell S1063. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/aglomerado-abell-s1063. Consultado em: 23/08/2026.