Aglomerado de galáxias
Aglomerado MACS J0416
Um aglomerado usado como lente para enxergar mais fundo, observado pelo Hubble e pelo James Webb.

Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, J. Diego (Instituto de Física de Cantabria, Spain), J. D’Silva (U. Western Australia), A. Koekemoer (STScI), J. Summers & R. Windhorst (ASU), and H. Yan (U. Missouri) ESA/Webb CC BY 4.0
- Tipo
- Aglomerado de galáxiasSIMBAD: ClG
- Distância
- 4,3 bilhões de anos-luz
- Constelação
- EridanoEri
- Tamanho no céu
- Observado por
- Hubble Space Telescope, James Webb Space Telescope, Chandra
- Imagem publicada
- novembro de 2023
- Original do acervo
- 4.457 × 4.133 px18 megapixels
- Desvio para o vermelho
- z = 0,396
MACS J0416 é um aglomerado massivo escolhido para um programa que usou aglomerados como lentes gravitacionais para enxergar além do que os telescópios alcançariam sozinhos.
A técnica funciona porque a massa do aglomerado entorta e concentra a luz de galáxias que estão muito mais atrás. O efeito pode ampliar o brilho de uma galáxia de fundo em dezenas de vezes, tornando visível o que seria fraco demais.
Quando o James Webb observou o mesmo aglomerado, a combinação de infravermelho com a ampliação da lente permitiu detectar galáxias ainda mais distantes e mais fracas, além de estrelas individuais em galáxias a bilhões de anos-luz.
Programas que combinam lente gravitacional e observação profunda são a forma mais eficiente de estudar o universo primitivo, porque somam dois ganhos independentes: a ampliação natural do aglomerado e a sensibilidade do instrumento. O custo é que a reconstrução exige modelar a distribuição de massa do aglomerado com precisão, e modelos diferentes levam a estimativas diferentes de ampliação.
O que reparar nesta imagem
- Os arcos de lenteGaláxias de fundo esticadas pela gravidade do aglomerado, em curvas concêntricas ao centro de massa.
- A diferença entre as duas versõesNa imagem do Webb aparecem objetos avermelhados que simplesmente não existem na versão do Hubble: são galáxias distantes demais para a luz visível.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulluz visível · ACS · B435 nmolho enxerga
- Cianoluz visível · ACS · V606 nmolho enxerga
- Cianoluz visível · ACS · I814 nminvisível ao olho
- Cianoluz visível · NIRCam900 nminvisível ao olho
- Verdeinfravermelho · WFC3 · Y1,05 µminvisível ao olho
- Verdeinfravermelho · NIRCam1,15 µminvisível ao olho
- Verdeinfravermelho · WFC3 · J1,25 µminvisível ao olho
- Verdeinfravermelho · WFC3 · JH1,4 µminvisível ao olho
- Verdeinfravermelho · NIRCam1,5 µminvisível ao olho
- Verdeinfravermelho · WFC3 · H1,6 µminvisível ao olho
- Amareloinfravermelho · NIRCam2 µminvisível ao olho
- Amareloinfravermelho · NIRCam2,77 µminvisível ao olho
- Laranjainfravermelho · NIRCam3,56 µminvisível ao olho
- Laranjainfravermelho · NIRCam4,1 µminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · NIRCam4,44 µminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Webb junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 14 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 2,2 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
A luz desta imagem levou 4,3 bilhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era antes de os primeiros animais complexos surgirem nos oceanos da Terra.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 89° de altura daqui.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 89 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Hubble e James Webb, lado a lado
Este objeto foi fotografado pelos dois telescópios. Como cada um enxerga faixas diferentes de luz, as imagens não são a mesma coisa em qualidade diferente: são informações diferentes.
Outras imagens deste objeto

Crédito NASA, ESA, CXC, NRAO/AUI/NSF, STScI, and G. Ogrean (Stanford University) Acknowledgment: NASA, ESA, and J. Lotz (STScI), and the HFF team ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, D. Harvey (École Polytechnique Fédérale de Lausanne, Switzerland), R. Massey (Durham University, UK), the Hubble SM4 ERO Team, ST-ECF, ESO, D. Coe (STScI), J. Merten (Heidelberg/Bologna), HST Frontier Fields, Harald Ebeling(University of Hawaii at Manoa), Jean-Paul Kneib (LAM)and Johan Richard (Caltech, USA) ESA/Hubble CC BY 4.0
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Galáxia espiral barrada NGC 1300
Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia NGC 1232
- Abell 2744, o Aglomerado de Pandora
Crédito NASA, ESA, and J. Lotz, M. Mountain, A. Koekemoer, and the HFF Team (STScI). ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado Abell 370
Crédito NASA, ESA, and B. Sunnquist and J. Mack (STScI)Acknowledgment: NASA, ESA, and J. Lotz (STScI) and the HFF Team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado de Coma
Crédito NASA, ESA, J. Mack, and J. Madrid et al. ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado MACS J0717
Crédito NASA, ESA, Harald Ebeling (University of Hawaii at Manoa) & Jean-Paul Kneib (LAM) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado Abell 2218
Crédito NASA, ESA, and Johan Richard (Caltech, USA)Acknowledgement: Davide de Martin & James Long (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado Abell S1063
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, H. Atek, M. Zamani (ESA/Webb)Acknowledgement: R. Endsley ESA/Webb CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Aglomerado MACS J0416. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/aglomerado-macs-j0416. Consultado em: 23/08/2026.







