Aglomerado de galáxias
Aglomerado MACS J0717
Uma das colisões de aglomerados mais complexas conhecidas, com quatro componentes se atravessando.

Crédito NASA, ESA, Harald Ebeling (University of Hawaii at Manoa) & Jean-Paul Kneib (LAM) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Tipo
- Aglomerado de galáxiasSIMBAD: ClG
- Constelação
- CocheiroAur
- Tamanho no céu
- 4,0 minutos de arco
- Observado por
- Hubble Space Telescope
- Imagem publicada
- outubro de 2012
- Original do acervo
- 18.956 × 10.646 px202 megapixels
- Desvio para o vermelho
- z = 0,549
MACS J0717 é um dos sistemas mais bagunçados já estudados: pelo menos quatro aglomerados separados colidindo simultaneamente, num processo que se estende por milhões de anos-luz.
A colisão aquece o gás entre as galáxias a temperaturas de dezenas de milhões de graus, o que o faz emitir intensamente em raios X. Combinando raios X, luz visível e o mapa de massa deduzido pelo efeito de lente, é possível separar onde está o gás, onde estão as galáxias e onde está a massa invisível.
Sistemas assim são os melhores laboratórios para testar como a matéria escura se comporta. Se ela interagisse consigo mesma de forma significativa, ficaria para trás junto com o gás numa colisão. Ela não fica.
Colisões de aglomerados são os eventos mais energéticos do universo desde o Big Bang, liberando mais energia que qualquer explosão estelar. Elas duram bilhões de anos, então nunca são vistas do começo ao fim: cada sistema observado é um instantâneo de uma etapa diferente, e reconstruir a sequência exige comparar dezenas deles.
O que reparar nesta imagem
- A estrutura alongadaO aglomerado não é esférico: é um filamento em processo de colapso, visto quase de perfil.
- Os arcos de lenteGaláxias de fundo distorcidas, usadas para mapear onde está a massa que não se enxerga.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulluz visível · ACS · V606 nmolho enxerga
- Pseudocolorluz visível · ACS · V+I814 nminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 2 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 16 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 29° de altura daqui.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 29 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Outras imagens deste objeto

Crédito NASA, ESA, D. Harvey (École Polytechnique Fédérale de Lausanne, Switzerland), R. Massey (Durham University, UK), the Hubble SM4 ERO Team, ST-ECF, ESO, D. Coe (STScI), J. Merten (Heidelberg/Bologna), HST Frontier Fields, Harald Ebeling(University of Hawaii at Manoa), Jean-Paul Kneib (LAM)and Johan Richard (Caltech, USA) ESA/Hubble CC BY 4.0
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- AB Aurigae
- Abell 2744, o Aglomerado de Pandora
Crédito NASA, ESA, and J. Lotz, M. Mountain, A. Koekemoer, and the HFF Team (STScI). ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado Abell 370
Crédito NASA, ESA, and B. Sunnquist and J. Mack (STScI)Acknowledgment: NASA, ESA, and J. Lotz (STScI) and the HFF Team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado de Coma
Crédito NASA, ESA, J. Mack, and J. Madrid et al. ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado MACS J0416
Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, J. Diego (Instituto de Física de Cantabria, Spain), J. D’Silva (U. Western Australia), A. Koekemoer (STScI), J. Summers & R. Windhorst (ASU), and H. Yan (U. Missouri) ESA/Webb CC BY 4.0
- Aglomerado Abell 2218
Crédito NASA, ESA, and Johan Richard (Caltech, USA)Acknowledgement: Davide de Martin & James Long (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado Abell S1063
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, H. Atek, M. Zamani (ESA/Webb)Acknowledgement: R. Endsley ESA/Webb CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Aglomerado MACS J0717. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/aglomerado-macs-j0717. Consultado em: 23/08/2026.






