Região de hidrogênio ionizado
Nebulosa Monoceros R2
Um complexo de formação estelar quase invisível em luz visível, mapeado em infravermelho.

Crédito ESO/J. Emerson/VISTA. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0
- Tipo
- Região de hidrogênio ionizadoSIMBAD: HII
- Distância
- 2.700 anos-luz
- Constelação
- UnicórnioMon
- Tamanho no céu
- 1,0 graus
- Observado por
- Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy
- Imagem publicada
- outubro de 2010
- Original do acervo
- 10.065 × 7.942 px80 megapixels
Monoceros R2 é um complexo de formação estelar na constelação do Unicórnio, bastante obscurecido por poeira. Em luz visível ele quase não aparece, e a maior parte do que se sabe sobre ele vem de observações em infravermelho e em ondas de rádio.
Dentro dele há vários aglomerados jovens em estágios diferentes de desenvolvimento, o que permite comparar fases do processo de formação lado a lado.
É um caso típico de região que só existe para a astronomia moderna: sem instrumentos que enxergam através da poeira, ela seria apenas uma área vazia e escura do céu.
A designação R2 vem de uma classificação antiga de associações de nebulosas de reflexão, catalogadas nos anos 1960. Muitos nomes usados hoje em astronomia carregam essa camada histórica: eles descrevem como o objeto apareceu no instrumento da época, e não o que sabemos que ele é. O nome fica, o entendimento muda.
O que reparar nesta imagem
- Os nós brilhantesAglomerados de estrelas jovens aquecendo a poeira em volta, o que os torna visíveis em infravermelho.
- A estrutura filamentarO gás se organiza em filamentos, e é ao longo deles que a formação estelar se concentra.
Que tamanho é isso, de verdade
Este recorte do céu é cerca de 1,8 vezes mais largo que a Lua cheia. O recorte fotografado mede 57 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 47,1 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 2.700 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da chegada das primeiras naus portuguesas ao litoral brasileiro.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 73° de altura daqui.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 73 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- V838 Monocerotis
Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (AURA/STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Nebulosa de Carina
Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of California, Berkeley), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Nebulosa Pata de Gato
Crédito ESO/J. Emerson/VISTAAcknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0
- Nebulosa Gum 15
- Nebulosa da Bolha
Crédito NASA, ESA, Hubble Heritage Team ESA/Hubble CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Nebulosa Monoceros R2. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/nebulosa-monoceros-r2. Consultado em: 23/08/2026.




