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Nebulosa planetária

Nebulosa Messier 76

Uma nebulosa planetária pequena e bipolar, entre os objetos mais difíceis da lista de Messier.

Nebulosa Messier 76, nebulosa planetária registrada pelo Hubble Space Telescope
“Little Dumbbell Nebula (M76)”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito NASA, ESA, STScI, A. Pagan (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

Tipo
Nebulosa planetáriaSIMBAD: PN
Distância
3.400 anos-luz
Constelação
PerseuPer
Tamanho no céu
2,3 minutos de arco
Observado por
Hubble Space Telescope
Imagem publicada
abril de 2024
Original do acervo
7.505 × 4.736 px36 megapixels

Messier 76 é uma das menores e mais fracas entradas do catálogo de Messier, e por isso é considerada um dos objetos mais difíceis daquela lista para observadores amadores. Ela é uma nebulosa planetária, o gás ejetado por uma estrela parecida com o Sol no fim da vida.

A forma é bipolar: um anel central visto quase de perfil, com dois lóbulos de gás saindo para os lados. Por muito tempo o anel e os lóbulos foram catalogados como objetos separados, e daí vem o apelido de Pequeno Haltere.

A estrela central é uma anã branca extremamente quente, e é a radiação dela que faz o gás ejetado brilhar.

Nebulosas planetárias duram pouco, algumas dezenas de milhares de anos, antes de o gás se dispersar e a anã branca esfriar sozinha no escuro. Considerando que a estrela original viveu bilhões de anos, essa fase representa uma fração minúscula da vida dela. Ver uma é pegar uma estrela exatamente no instante em que ela termina.

O que reparar nesta imagem

  • O anel centralVisto quase de lado, o que o faz parecer uma barra em vez de um círculo.
  • Os lóbulos lateraisGás que escapou pelos polos, menos denso e mais difuso que o anel.

Por que esta imagem tem essas cores

Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Cianoluz visível · WFC3 · g475 nmolho enxerga
  • Azulluz visível · WFC3 · O III502 nmolho enxerga
  • Verdeluz visível · WFC3 · H-alpha656 nmolho enxerga
  • Vermelholuz visível · WFC3 · NII658 nmolho enxerga
  • Laranjaluz visível · WFC3 · I814 nminvisível ao olho

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Cerca de 6,2 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 5,0 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 2,3 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.

A luz desta imagem levou 3.400 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da chegada das primeiras naus portuguesas ao litoral brasileiro.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 15° de altura daqui.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 15 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Baixar esta imagem

A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Galáxia NGC 1275, no coração de Perseu

    Crédito NASA, ESA and Andy Fabian (University of Cambridge, UK) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Objeto de Herbig-Haro 797

    Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, T. Ray (Dublin Institute for Advanced Studies) ESA/Webb CC BY 4.0

  • Aglomerado IC 348

    Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, and K. Luhman (Penn State University) and C. Alves de Oliveira (European Space Agency) ESA/Webb CC BY 4.0

  • Nebulosa Hélix, o Olho de Deus

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa da Aranha Vermelha

    Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, J. H. Kastner (Rochester Institute of Technology) ESA/Webb CC BY 4.0

  • Nebulosa do Anel do Sul

    Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, and the Webb ERO Production Team ESA/Webb CC BY 4.0

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Nebulosa Messier 76. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/nebulosa-messier-76. Consultado em: 23/08/2026.