Nebulosa planetária
Nebulosa Hélix, o Olho de Deus
Uma nebulosa planetária tão próxima e tão bem posicionada que ganhou o apelido de Olho de Deus.

- Tipo
- Nebulosa planetáriaSIMBAD: PN
- Distância
- 700 anos-luz
- Constelação
- AquárioAqr
- Tamanho no céu
- 13 minutos de arco
- Observado por
- MPG/ESO 2.2-metre telescope, Hubble Space Telescope, Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy
- Imagem publicada
- fevereiro de 2009
- Original do acervo
- 7.059 × 6.535 px46 megapixels
A Nebulosa Hélix é uma das nebulosas planetárias mais próximas da Terra, e a proximidade explica por que ela aparece tão grande e detalhada. Ela é o que sobra de uma estrela parecida com o Sol que chegou ao fim da vida e ejetou as camadas externas.
O nome planetária é um resíduo histórico e confunde: não tem nada a ver com planetas. No século 18 esses objetos apareciam como pequenos discos nos telescópios da época, parecidos com planetas, e o nome pegou.
No centro está a anã branca, o núcleo exposto da estrela original. Ela é minúscula, do tamanho aproximado da Terra, mas extremamente quente, e é a radiação ultravioleta dela que faz o gás ejetado brilhar. Ao longo da borda interna do anel existem milhares de estruturas alongadas apontando para o centro, chamadas de nós cometários, cada uma com o tamanho aproximado do nosso sistema solar.
Este é o destino provável do Sol, daqui a alguns bilhões de anos.
O que reparar nesta imagem
- Os nós cometáriosAo longo da borda interna do anel, milhares de estruturas com cauda apontando para fora. Cada uma tem o tamanho de um sistema solar.
- A anã branca centralO pontinho no meio é o que restou do núcleo da estrela. Tem o tamanho da Terra e a massa de metade do Sol.
- Os dois anéisA estrutura não é um anel só: são dois discos em ângulos diferentes, o que sugere ejeções em épocas distintas.
Que tamanho é isso, de verdade
Este recorte do céu tem quase o mesmo tamanho aparente da Lua cheia. O recorte fotografado mede 28 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 2,7 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 700 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da chegada das primeiras naus portuguesas ao litoral brasileiro.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 87° de altura daqui.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 87 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Uma coisa que quase ninguém sabe
O apelido de Olho de Deus surgiu na internet nos anos 2000 e não tem origem astronômica nenhuma. Entre astrônomos ela sempre foi só Hélix.
Outras imagens deste objeto

Crédito NASA, ESA, C.R. O'Dell (Vanderbilt University), and M. Meixner, P. McCullough, and G. Bacon ( Space Telescope Science Institute) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito ESO/VISTA/J. Emerson. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- R Aquarii
Crédito NASA, ESA, M. Stute, M. Karovska, D. de Martin & M. Zamani (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Nebulosa da Aranha Vermelha
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, J. H. Kastner (Rochester Institute of Technology) ESA/Webb CC BY 4.0
- Nebulosa do Anel do Sul
Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, and the Webb ERO Production Team ESA/Webb CC BY 4.0
- Nebulosa Messier 76
Crédito NASA, ESA, STScI, A. Pagan (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Nebulosa Hélix, o Olho de Deus. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/nebulosa-helix. Consultado em: 23/08/2026.



